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17 de dezembro de 2018

Responsável: Constantino K. Riemma


O Tarô de Fernando Vilela
O trabalho do artista plástico Fernando Vilela, ao improvisar a reprodução dos 22 arcanos maiores, é um valioso exemplo para aqueles que gostariam em montar seu próprio baralho de forma direta e lúdica. Experiências dessa natureza propiciam a vivência dos símbolos em sua essência, de modo leve e sem a sobrecarga de formalidades.
Nada melhor que o relato do próprio Fernando sobre as circunstâncias que o levaram a desenhar seu próprio tarô.
 
Depois de curtirmos, pela janela da sala da nossa casinha, um fim de tarde frio e chuvoso na floresta de mata atlântica – no Vale dos Lagos, em São Lourenço da Serra – nada mais tínhamos pra fazer. TV e celular não funcionavam por lá. Uma maravilha!
Stela – minha mulher – me pediu para abrir um Tarô para ela. Acontece que o baralho tinha ficado em São Paulo.
”Vou desenhar agora um Tarô para a gente jogar!” – pensei. Nossos recursos, porém, eram escassos: duas folhas de papel e duas canetas hidrocor, uma vermelha, outra preta. Sem internet ou livros para pesquisar, o desafio foi ativar a memória que eu tinha de cada arcano maior, das imagens de outros tarôs que eu me lembrava, das características de cada carta que me vinham à mente.
Stela foi para o quarto ler e eu fiquei matutando. Nada parecia preciso e resolvi desencanar das referências e desenhar sem pensar. Foi como um jorro. Fui desenhando carta a carta intuitivamente, começando com o Louco e terminando com o Mundo. Assim nasceu esse baralho, sem grandes pretensões, simplesmente para dar conta de uma necessidade imediata: abrir um jogo para Stela. Achei que em meia hora eu resolvia essa questão. Mas foram necessárias quase três horas para interiorizar as imagens e desenhá-las num ataque direito ao papel, com poucos traços, buscando a essência de cada arcano.
Quando o baralho ficou pronto Stela já estava dormindo. Fiz uma caixinha para as cartas e dediquei-o a ela, colocando o baralho em leque sobre na mesa do café ao lado das frutas, para que ela visse quando acordasse.
 
 
 
O Louco
O Louco
 
O Mago
1. O Mago
 
 
 
A Papisa
2. A Papisa
 
A Imperatriz
3. A Imperatriz
 
 
 
O Imperador
4. O Imperador
 
O Sumo Sacerdote
5. O Sumo Sacerdote
 
 
 
Os Enamorados
6. O Enamorado
 
O Carro
7. O Carro
 
 
 
A Justiça
8. A Justiça
 
O Ermitão
9. O Ermitão
 
 
 
A Roda da Fortuna
10. A Roda da Fortuna
 
A Força
11. A Força
 
 
 
O Enforcado
12. O Enforcado
 
A Morte
13. A Morte
 
 
 
A Temperança
14. A Temperança
 
O Diabo
15. O Diabo
 
 
 
A Torre
16. A Torre
 
A Estrela
17. A Estrela
 
 
 
A Lua
18. A Lua
 
O Sol
19. O Sol
 
 
 
O Julgamento
20. O Julgamento
 
O Mundo
21. O Mundo
 
Fernando Vilela é artista plástico, ilustrador, autor. Seus trabalhos
incluem gravura, desenho, escultura, instalação e fotografia.
www.fernandovilela.com.br
www.binahespacodearte.com.br
Edição: CKR – 05/02/2018
  Baralho Cigano
  Tarô Egípcio
  Quatro pilares
  Orientação
  O Momento
  I Ching
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