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| ARCANOS
MAIORES - As 22 cartas |
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| X. A RODA DA FORTUNA (A Roda do Destino) |
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| O Arcano dos Ciclos e da Natureza caída |
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Compilação de
Constantino K. Riemma |
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Tarô de
Marselha
[www.camoin.com] |
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Sobre o aro
de uma roda de seis raios, suspensa
no ar por um apetrecho de madeira, seguram-se
três animais estranhos. O
fundo é branco; o chão
está cortado por listas negras.
A roda se apóia sobre dois pés
ou suportes paralelos; o da esquerda
não chega ao eixo. Do
centro da roda saem seis raios –
azuis até menos da metade e em
seguida brancos – que se fixam
na parte interna do aro: dois deles
formam ângulo reto com o chão;
os outros quatro representam um xis
(ou o dez romano, número da carta,
ou ainda uma cruz de Santo André).
À direita,
um animal intermediário entre
cachorro e lebre (com patas traseiras
que não combinam com esses animais)
parece subir pela roda; à esquerda,
uma espécie de macaco desce de
cabeça para baixo. Na parte superior,
uma plataforma suporta uma figura que
pode ser vista como uma esfinge coroada;
três das suas patas repousam sobre
a base, enquanto a pata anterior esquerda
empunha uma espada desembainhada. |
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| Significados simbólicos |
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Os ciclos sucessivos
na natureza e na vida humana. A manifestação,
o movimento de ascensão e de declínio.
Influências
lunares e mercurianas. |
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| Interpretações
usuais na cartomancia |
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Boa sorte, louvor,
honra. Alternativas
da sorte. Instabilidade. Esperteza,
presença de espírito que não
deixa escapar as boas oportunidades. Iniciativa
feliz, adivinhação de ordem
prática, sorte. Êxito casual,
como o ganho na loteria. Espontaneidade, disposição
inventiva. Animação, brio, bom
humor. |
Mental:
Lógica, regularidade. Juízo
equilibrado e sadio. Emocional:
Traz animação e
reforça os sentimentos.
Físico:
Os acontecimentos não serão
estáveis, porque necessitam
de uma mudança, uma evolução.
Esta mudança tende a ser
para melhor, no sentido do desenvolvimento.
Segurança
na dúvida. Do ponto de
vista da saúde: não
haverá problemas circulatórios.
Bons augúrios para um futuro
casamento. Sentido
negativo: A transformação
se fará com dificuldade,
mas poderá ocorrer quando
fizer falta. É preciso
modificar desde o princípio,
partir de outras bases. Descuido.
Especulação,
jogo, abandono ao azar. Insegurança.
Imprevisão, caráter
boêmio, pouca seriedade.
Situação
instável: ganhos e perdas.
Aventuras, riscos. Diminuição
da sorte. |
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Tarô de
Marselha
[www.krishadar.com] |
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| História
e iconografia |
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Uma das alegorias
mais antigas e populares, a imagem que reproduz
o Arcano X causa uma impressão estranha
ao observador contemporâneo. Isto se
deve ao fato de que nos últimos séculos
a iconografia do tema tornou-se puramente
verbal: qualquer um entende o conceito de
“roda do destino”,
mas dificilmente se faz dela uma representação
visual. Desde a antigüidade clássica,
contudo, até o Renascimento, foi justamente
o contrário que aconteceu. Em vários
textos romanos descreve-se o Destino como
uma mulher cega, louca e insensível,
que atravessa a multidão caminhando
sobre uma pedra redonda (para simbolizar a
sua instabilidade); a roda aparece com freqüência
nos sarcófagos, como evidente alusão
ao caráter cíclico da vida.
Até o final
do primeiro milênio não se encontram
outros exemplos valiosos sobre o tema, mas
depois de uns séculos ele ressurge
com maior esplendor que nunca. É já
na sua plenitude iconográfica que o
reencontramos a partir de meados do século
XIII em rosetas de várias catedrais
góticas (Amiens, Trento, Lausanne)
e de numerosas igrejas: pequenas figuras,
representando os momentos e estados da vida,
que sobem e descem pelos raios de uma roda. |
Um exemplo
muito antigo pode ser visto no Hortus
deliciarum, de Herrade de Landsberg,
abadessa do claustro de Santa Odília
(Estrasburgo), morta em 1195.
Nesta imagem
completa, como em muitas posteriores,
quatro personagens,
que aparecem representados como reis,
são movidos pela roda que é
manejada pelo Destino ou Fortuna em
pessoa. As
legendas que acompanham os personagens
não deixam dúvida sobre
o significado da alegoria: Spes,
regnabo (esperança, reinarei),
diz o rei ascendente da esquerda; Gaudium,
regno! (Alegria, reino!), exclama
o que se encontra sobre a plataforma
superior; Timor, regnavi...
(Temor, reinava...) murmura o da direita,
que desce de cabeça para baixo;
enquanto que o quarto, que foi atirado
da roda e jaz na terra, aceita a evidência
da sua condição: Dolor,
sum sine regno (Dor, estou sem
reino). É
evidente que, numa leitura alegórica,
os quatro personagens não passam
de um, submetido às variações
do destino. |
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Tarô Visconti
Sforza
1450 (restaurado) |
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| O simbolismo deste
personagem quatro-em-um refere-se também
às fases da lua e
às idades do homem (infância,
juventude, maturidade, velhice). |
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| Tarô de
Oswald Wirth |
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A substituição
dos reis por animais ou monstros é
um pouco mais tardia (século
XIV, ou final do XIII), mas a idéia
que este arcano simboliza é certamente
mais antiga que a civilização
ocidental. No
livro de Ezequiel, diz Wirth,
encontra-se a explicação
transparente do Arcano X. No plano simbólico,
segundo esse autor, muitos dados podem
ser extraídos do simbolismo geral
da roda. “Refere-se em última
instância à decomposição
da ordem do mundo em duas estruturas
essenciais e distintas: o movimento
rotatório e a imobilidade; a
circunferência da roda e seu centro,
imagem do 'motor imóvel' aristotélico”.
O aspecto solar
e zodiacal do simbolismo da roda a relaciona
sem dúvida com o conceito dos
ciclos (o dia, as estações,
a vida do homem), ou seja, daquele que
nasce para morrer, mas que também
morre para ressuscitar. |
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| Guénon afirma
que a roda é símbolo de origem
céltica e assinala
seu evidente parentesco com as flores emblemáticas
(rosa no Ocidente, lótus no Oriente),
com as rosetas das catedrais góticas
e, em geral, com as figuras mandálicas.
No taoísmo aparece
como metáfora do processo ascendente-descendente
(evolução e involução,
progresso espiritual e regressão). |
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Outros estudos sobre a Roda da Fortuna |
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Prognósticos para 2008 com textos de 10 tarólogos. Variados exemplos de leituras do arcano 10: [1] Ana Correa, [2] Bete Torii, [3] Flávio Alberoni, [4] Isabel Cristina Roveda, [5] Mariane Schneesche, [6] Sérgio Schiefler, [7] Vanessa Mazza Furquim,
[8] Cristina Britto,
[9] Carlinhos Lima, [10] Cláudio Carvalho, [11] Giancarlo Kind Schmid,
[12] Valéria Fernandes: Previsões |
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Passado, presente e futuro, por Dorian Martínez. Uma tiragem com três cartas (uma delas a Roda da Fortuna) em que discute o sentido das previsões com o tarô: Leitura |
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Diário da sincronicidade, por Sonia Belotti. Uma proposta, a partir da Roda, de trabalho diário com as cartas para desenvolver a percepção e a criatividade: 10 x 10 |
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A Roda da Fortuna: princípio e fim do homem. Boécio e Ramon Llull, por Ricardo da Costa e Adriana Zierer. Um belo estudo acadêmico de História Medieval que revela significados ancestrais do símbolo da roda: Fortuna |
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Consultas |
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