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| ARCANOS
MAIORES - As 22 cartas |
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| VIII. A JUSTIÇA |
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| Arcano do Equilíbrio, da Imparcialidade |
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Compilação de
Constantino K. Riemma |
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Tarô de
Marselha
Ed. Grimaud |
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Uma
mulher, sentada num trono, tem
em sua mão direita uma
espada desembainhada com a ponta
virada para cima, e na esquerda
uma balança com os pratos
em equilíbrio. A mão
que segura a balança encontra-se
à altura do coração.
Este personagem,
que é visto de frente,
está vestido com uma túnica
cujo panejamento sugere uma mandorla
(ver arcano 21 – O Mundo),
espaço de conciliação
das polaridades. Não
se vêem os pés da
mulher nem a cadeira propriamente
dita. Aparece, em compensação,
com toda nitidez, o espaldar do
trono: as esferas que o arrematam
estão talhadas de maneira
diferente. |
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| Significados simbólicos |
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Justiça,
equilíbrio, ordem.
Capacidade
de julgamento.
Conciliação
entre o ideal e o possível.
Harmonia. Objetividade, regularidade,
método. Balança,
avaliação, atração
e repulsão, vida e temor,
promessa e ameaça. |
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| Interpretações
usuais na cartomancia |
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Estabilidade,
ordem, persistência, normalidade.
Lei, disciplina, lógica,
coordenação. Flexibilidade,
adaptação às
necessidades. Opiniões
moderadas. Razão, sentido
prático. Administração,
economia. Obediência.
Soluções
boas e justas; equilíbrio,
correção, abandono
de velhos hábitos.
Mental:
Clareza de juízo. Conselhos
que permitem avaliar com justeza.
Autoridade para apreciar cada
coisa no momento oportuno.
Emocional:
Aridez, secura, consideração
estrita do que se diz, possibilidade
de cortar os vínculos afetivos,
divórcio, separação.
Este arcano representa um princípio
de rigor.
Físico:
Processo, reabilitação,
prestação de contas.
Equilíbrio de saúde,
mas com tendência a problemas
decorrentes de excessos (obesidade,
apoplexia), devido à imobilidade
da carta.
Sentido
negativo: Perda. Injustiça.
Condenação injusta,
processo com castigo. Grande desordem,
perigo de ser vítima de
vigaristas. Aburguesamento. |
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Tarô
de Marselha
[www.camoin.com] |
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| História
e iconografia |
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| A representação
da Justiça como uma mulher com balança
e espada (ou livro) data provavelmente de
um período remoto da arte romana. |
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| Bamberg (1237) |
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Durante a
primeira parte da Idade Média,
espada e balança passaram a ser
atributos do Arcanjo Miguel,
comumente designado por Micael
ou São Miguel, que parece
ter herdado as funções
do Osíris subterrâneo,
o pesador de almas.
Mais tarde estes
elementos passam para as mãos
da impassível dama, da qual há
figurações relativamente
antigas na arte medieval: um alto-relevo
da catedral de Bamberg, datado de 1237,
a representa deste modo. Pelo que parece,
a iconografia do Arcano VIII seguiu
com bastante fidelidade a tradição
artística. |
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A espada e
a balança são, para Aristóteles,
os elementos representativos da justiça:
a primeira porque se refere à
sua capacidade distributiva; a segunda,
à sua missão equilibradora.
Ao contrário das alegorias inspiradas
na Têmis grega, a Justiça
do Tarô não tem venda sobre
os olhos.
É comum
relacionar este arcano ao signo zodiacal
de Libra. Ele representa,
como aquele, nem tanto a justiça
exterior ou a legalidade social, mas
sim a função interior
justiceira que põe em movimento
todo um processo psíquico (ou
psicossomático) para determinar
o castigo do culpado, partindo já
da idéia de que “a culpa
não é, em si, diferente
do castigo”.
Também
se atribui à balança uma
função distributiva entre
bem e mal, e a expressão do princípio
de equilíbrio. A espada, por
sua vez, representa a sentença,
a decisão psíquica, a
palavra de Deus. |
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| Tarô de
Oswald Wirth |
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Na divisão
do Tarô em três setenários,
a ordem que Wirth
estabelece é descendente, correspondendo
aos arcanos I-VII a esfera ativa do
Espírito; aos VIII-XIV,
a esfera intermediária, anímica;
aos arcanos XVI-XXI, a esfera passiva
do Corpo.
O segundo
setenário – que se inicia
com a Justiça – corresponde
à Alma ou ao aspecto
psicológico da individualidade.
“O
primeiro termo de um setenário
– diz Wirth – desempenha
necessariamente um papel gerador.
Assim, o espírito emana da
Causa Primeira (O Prestidigitador),
a alma procede do Arcano VIII, e o
corpo, do XV (O Diabo)”.
Examinado
do ponto de vista dos ternários,
a Justiça (8), ocupa
o segundo termo do terceiro ternário,
sendo precedida pelo Carro (7),
que cumpre aí a função
geradora, enquanto ela, a Justiça,
passa a exercer a função
de organizadora. |
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Neste sentido
– confirmado por sua localização
na ordem dos ternários –
esclarece-se o caráter esotérico
do Arcano VIII: nada pode viver sem
cobrir a distância entre a origem
e o equilíbrio, já que
os seres não existem a não
ser em virtude da lei à qual
estão submetidos.
É interessante
também analisar a correspondência
simbólica entre a Justiça
(8) e o Imperador (4),
já que há uma aliança
evidente entre os princípios
de Poder e Lei e a busca da harmonia
do governo (de um estado, de uma situação,
da individualidade).
Na mitologia
grega, Zeus gera em Têmis (a fraternal
divindade justiceira do Olimpo grego),
entre outras filhas, as Horas
ou Quatro Estações,
e Diqué, a personificação
da Justiça. Essa filiação
permite relacionar o Arcano VIII à
ordem do quaternário, detalhe
que já se evidencia a partir
de seu número (8 = 2 x 4). |
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|
Outros estudos sobre a Justiça |
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O mês da Justiça . Significados que Valéria Fernandes destaca quando o Arcano VIII é selecionado para orientar um mês de vida: Firmeza e flexibilidade |
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| • |
Curso de Tarô com Betoh Simonsen : A Justiça |
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