Responsável: Constantino K. Riemma
 
31 de julho de 2010
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Tiragens simples com até sete cartas
 
 
     As técnicas aqui apresentadas para ler o Tarô, apesar de sua simplicidade são muito eficazes, em particular quando a questão está bem formulada.
   O conselho mais importante para o iniciante é o de não se aprisionar à forma e experimentar adaptar a função que cada posição terá em razão do assunto que estiver examinando. É importante aprender a variar as atribuições sugeridas pelas diferentes técnicas (veja a esse respeito: Sugestões).
 
  Três cartas: tiragem simples e prática, com várias alternativas de leitura  
  Tiragem em Cruz: modelo flexível, bastante difundido, com 5 cartas  
  Péladan: com cinco cartas, é uma técnica valorizada por muitos profissionais  
  Kairallah: inclui como quinta lâmina a carta do corte no sorteio  
  Lição da Torre: tiragem com sete cartas desenvolvida por Teca Mendonça  
 
 
Tiragem por três
    Nesse modelo de leitura, retiramos três lâminas do maço e as colocamos em linha ou na forma de um triângulo com o vértice para cima, como está indicado no esquema ao lado.
    A leitura poderá se desenvolver como numa frase com:
1) sujeito, 2) verbo e 3) complemento.
    Exemplos de variações que podem ser experimentadas para cada posição:
1. o positivo; 2. negativo; 3. a síntese.
1. a causa; 2. o desenvolvimento; 3. os efeitos ou as conseqüências.
1. uma alternativa; 2. a outra; 3. a avaliação final.
1. a meta, a intenção; 2. os meios para alcançá-la; 3. as conseqüências.
1. eu, 2. o outro, 3. as perspectivas.
o que o consulente poderá esperar se: 1. for em frente, 2. recuar. A terceira carta poderá indicar um conselho ou um terceiro caminho.
    Lembre-se que, do ponto de vista da técnica, o mais importante para quem dirige a jogada é definir ele próprio qual ângulo, qual aspecto do assunto, que espera ser elucidado pela carta. Desse modo, com a questão mais claramente definida, ficará muito mais compreensível o recado de cada carta.

Tiragem em Cruz
    Na Tiragem em Cruz contamos com um maior número de ângulos para examinar uma questão. Retiramos do maço cinco lâminas, que são colocadas de face para baixo, na seqüência de posições indicadas no quadro ao lado.
    Há também quem costuma, para conhecer a quinta carta, adicionar os números das quatro já sorteadas. Neste caso:
(a) se o resultado for menor que 22, tiramos do maço a lâmina que tem esse número e a colocamos no centro da cruz;
(b) se o resultado for igual a 22, colocamos o Louco. (Ele, porém, quando se encontra entre as quatro primeiras cartas já sorteadas, é contado com valor zero na adição para se achar a quinta lâmina; é o "Arcano Sem Número");
Tiragem da Torre - Teca Mendonça
(c) se o resultado for maior que 22, somamos os dois algarismos e esse novo resultado, denominado redução, será o número da quinta lâmina (por exemplo, se o valor total das quatro cartas sorteadas for 37, somamos 3 + 7 = 10, isto é, a quinta carta será a Roda da Fortuna);
(d) se a quinta lâmina já tiver saído na tiragem, imaginamos que ela se encontra duplicada no centro.
   Variações, entre muitas outras, que podemos atribuir para a função de cada carta:
1. a pessoa, 2. o momento, 3. os prognósticos, 4. os desafios a superar, 5. o conselho para lidar com a situação;
1. o fato, 2. o que ele causa, 3. onde e quando ocorre, 4. como ocorre, 5. porque ocorre;
1. o consulente, 2. o outro, 3. o que os aproxima, 4. o que os separa, 5. a tendência para o futuro ou a estratégia a seguir;
1. o aspecto interno da questão, 2. o aspecto externo, 3. o que é superior ou favorável, 4. o que é inferior ou desfavorável, 5. a síntese ou resposta.
Tiragem Péladan
    Joséphin Péladan (1858-1918), escritor e ocultista francês, divulgou uma técnica de tiragem bastante utilizada. Trata-se de um esquema simples e útil, idêntico à tiragem em cruz.
    A quinta carta é obtida pela soma do valor das quatro primeiras retiradas do maço. Se o resultado ultrapassar 22, será feita a redução numerológica (teosófica). Veja os detalhes dessa operação na "Tiragem em cruz", logo acima.
Tiragem em cruz     São atribuídas as seguintes funções às cartas:
    1. O que é favorável, vantajoso. O aspecto afirmativo. Os prós.
    2. O que é desfavorável, contrário. Obstáculos e dificuldades. O aspecto negativo. Os contras.
    3. Ação, influência. Próximos acontecimentos. O caminho.
    4. Resultado. Conseqüências. Solução. 
    5. Síntese. O sentido de conjunto das cartas.

    Oswald Wirth, em seu Tarot des imagiers du Moyen Age, assim descreve o método indicado por Joséphin Péladan, que ele recebeu por intermédio de Stanilas de Guaita:
    1. O primeiro arcano tirado é visto como afirmativo, que fala a favor de uma causa e indica de uma maneira geral o que está a favor.
    2. Em oposição, o segundo arcano é negativo e representa o que está contra.
    3. O terceiro arcano retirado representa o juiz que discute a causa e determina a sentença.
    4. A sentença é enunciada no arcano retirado em último lugar
    5. O quinto arcano esclarece o oráculo que ele sintetisa, pois depende dos quatro arcanos retirados. Cada um destes traz o número que marca sua posição na série do Tarot. (O Louco, não numerado, é contado como 22). Basta adicionar esses números inscritos para obter, seja diretamente, seja por redução teosófica, o número do quinto arcano (22 designa o Louco, 4 o Imperador, 12 o Pendurado, etc.)
Tiragem Kairallah
Tiragem em cruz     É a tiragem que o organizador deste site costuma utilizar em suas consultas, na complementação da análise do mapa natal e trânsitos astrológicos. O modelo pode ser aplicado às sucessivas questões que o cliente colocar.
    A primeira tiragem, é feita para traduzir os seguintes aspectos gerais:
1. o consulente; como ele se encontra;
2. o seu momento de vida; suas condições atuais;
3. prognósticos, o rumo que sua vida tende a tomar;
4. qual a melhor conduta diante da situação definida pelas cartas anteriores. Conforme a tiragem, a carta pode ser definida como o conselho estratégico para lidar com o assunto em exame.
5. o cenário geral que envolve a questão e inclui as demais cartas. Trata-se da carta de corte que, na verdade, é a primeira desvirada após o sorteio, junto com o maço de cartas que restou.
    O mesmo esquema pode ser utilizado para as questões que o consulente quer ver retratadas pelo Tarô. As funções atribuídas as cartas 1, 2 e 3 são então adaptadas para cada assunto. As duas outras cartas mantêm o padrão: 4 – indica o conselho, o caminho oportuno para ser seguido pelo consulente; 5 - (a carta de corte), delinea o cenário geral, as forças que circunscrevem o assunto.
     O praticante, aquele que conduz a tiragem, é quem marca previamente a função que a carta terá na jogada. Exemplos de variações para as cartas de 1 a 3, conforme o assunto e o interesse do consulente:
1. o consulente; 2. o outro (parceiro ou sócio); 3. o desenrolar da relação
1. os pontos fortes ou positivos (trabalho, saúde, projetos, estudos); 2. seus pontos fracos ou negativos; 3. tendências ou caminho a percorrer.
1. o consulente; 2. a situação específica (relacionamento, trabalho, projeto, etc); 3. o que esperar.
1. o que favorece o projeto (ou a intenção); 2. o que ainda precisa ser trabalhado, melhorado; 3. quais são as perspectivas.
Lição da Torre - por Teca Mendonça
    Trata-se uma tiragem para examinar e trabalhar situações de rupturas e quebras de expectativas.
    As funções que a taróloga Teca Mendonça atribui às cartas, deixa claro o propósito desse modelo. São assinalados diferentes passos para entender compreender o fato em si, seus sentido espiritual e superior, o motivo da crise e, finalmente, o trabalho a ser feito.
    Funções de cada carta:
1. a porta de acesso;
2. a luz da consciência;
3. a luz da razão; as cartas 2 e 3 constituem a Morada do Espírito;
4. o plano superior;
5. o que foi destruído, o que era excessivo;
6. o que precisa ser reconstruído na ação;
7. o que precisa ser rescontruído na personalidade.
  Tiragem com três cartas
Atualizado: junho.10
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