Home page

18 de agosto de 2017

Responsável: Constantino K. Riemma


Tiragens simples com até sete cartas
 
 
  As técnicas aqui apresentadas para ler o Tarô, apesar de sua simplicidade são muito eficazes, em particular quando a questão está bem formulada.  
  O conselho mais importante para o iniciante é o de não se aprisionar à forma, procurar adaptar a função de cada carta ao assunto que estiver examinando e aprender a variar as atribuições sugeridas pelas diferentes técnicas (veja a esse respeito: Sugestões).  
  Duas cartas: situação e desafio. Um exemplo com Izabel Donalísio  
  Três cartas: tiragem simples e prática, com várias alternativas de leitura  
  Tiragem em Cruz: modelo flexível, bastante difundido, com 5 cartas  
  Péladan: com cinco cartas, é uma técnica valorizada por muitos profissionais  
  Carma, meses e dias da semana: tiragens práticas traduzidas por Marcos Alexandre  
  Kairallah: inclui como quinta lâmina a carta do corte no sorteio  
  Pais e filhos: tiragem com quatro cartas criada por Marcos Alexandre  
  Templo de Afrodite: sete cartas para avaliar uma relação amorosa  
  Lição da Torre: tiragem com sete cartas desenvolvida por Teca Mendonça  
  Ferradura: sete passos de uma situação, do passado ao seu resultado final.  
  Decisão-escolha: tiragem relatada por Hajo Banzhaf  
  Nos Fóruns, tarólogos experientes ajudam os iniciantes com sugestões e comentários sobre tiragens: Bete Torii, Constantino, Giancarlo K. Schmid e Ricardo Pereira.  
 
Tiragem por três
Nesse modelo de leitura, retiramos três cartas do maço e as colocamos em linha ou na forma de um triângulo com o vértice para cima, como está indicado no esquema abaixo.
Tiragem com três cartas
A leitura poderá ser como numa frase com: 1) sujeito, 2) verbo e 3) complemento.
É muito importante aplicar variações com a finalidade de adaptar a função de cada carta ao assunto que será tratado pela a tiragem. Por exemplo:
1. o positivo; 2. negativo; 3. a síntese.
1. a causa; 2. o desenvolvimento; 3. os efeitos ou as conseqüências.
1. uma alternativa; 2. a outra; 3. a avaliação final.
1. a meta, a intenção; 2. os meios para alcançá-la; 3. as conseqüências.
1. eu, 2. o outro, 3. as perspectivas.
o que o consulente poderá esperar se: 1. for em frente, 2. recuar. A terceira carta poderá indicar um conselho ou um terceiro caminho.
Lembre-se que, do ponto de vista da técnica, o mais importante para quem dirige a jogada é definir ele próprio qual ângulo, qual aspecto do assunto, que espera ser elucidado pela carta. Desse modo, com a questão claramente definida, ficará muito mais compreensível o recado de cada carta.
  Veja também:
  Lendo com três cartas: alternativas de tiragens e um exemplo de leitura por Jaime E. Cannes
Tiragem em Cruz
Na Tiragem em Cruz contamos com um maior número de ângulos para examinar uma questão. Retiramos do maço cinco lâminas, que são colocadas de face para baixo, na seqüência de posições indicadas no quadro ao lado.
Há também quem costuma, para conhecer a quinta carta, adicionar os números das quatro já sorteadas. Neste caso:
(a) se o resultado for menor que 22, tiramos do maço a lâmina que tem esse número e a colocamos no centro da cruz;
(b) se o resultado for igual a 22, colocamos o Louco. (Ele, porém, quando se encontra entre as quatro primeiras cartas já sorteadas, é contado com valor zero na adição para se achar a quinta lâmina; é o "Arcano Sem Número");
Tiragem da Torre - Teca Mendonça
(c) se o resultado for maior que 22, somamos os dois algarismos e esse novo resultado, denominado redução, será o número da quinta lâmina (por exemplo, se o valor total das quatro cartas sorteadas for 37, somamos 3 + 7 = 10, isto é, a quinta carta será a Roda da Fortuna);
(d) se a quinta lâmina já tiver saído na tiragem, imaginamos que ela se encontra duplicada no centro.
Variações, entre muitas outras, que podemos atribuir para a função de cada carta:
1. a pessoa, 2. o momento, 3. os prognósticos, 4. os desafios a superar, 5. o conselho para lidar com a situação;
1. o fato, 2. o que ele causa, 3. onde e quando ocorre, 4. como ocorre, 5. porque ocorre;
1. o consulente, 2. o outro, 3. o que os aproxima, 4. o que os separa, 5. a tendência para o futuro ou a estratégia a seguir;
1. o aspecto interno da questão, 2. o aspecto externo, 3. o que é superior ou favorável, 4. o que é inferior ou desfavorável, 5. a síntese ou resposta.
Tiragem Péladan
Joséphin Péladan (1858-1918), escritor e ocultista francês, divulgou uma técnica de tiragem bastante utilizada. Trata-se de um esquema simples e útil, idêntico à tiragem em cruz.
A quinta carta é obtida pela soma do valor das quatro primeiras retiradas do maço. Se o resultado ultrapassar 22, será feita a redução numerológica (teosófica). Veja os detalhes dessa operação na "Tiragem em cruz", logo acima.
Tiragem em cruz São atribuídas as seguintes funções às cartas:
1. O que é favorável, vantajoso. O aspecto afirmativo. Os prós.
2. O que é desfavorável, contrário. Obstáculos e dificuldades. O aspecto negativo. Os contras.
3. Ação, influência. Próximos acontecimentos. O caminho.
4. Resultado. Conseqüências. Solução. 
5. Síntese. O sentido de conjunto das cartas.

Oswald Wirth, em seu Tarot des imagiers du Moyen Age, assim descreve o método indicado por Joséphin Péladan, que ele recebeu por intermédio de Stanilas de Guaita:
1. O primeiro arcano tirado é visto como afirmativo, que fala a favor de uma causa e indica de uma maneira geral o que está a favor.
2. Em oposição, o segundo arcano é negativo e representa o que está contra.
3. O terceiro arcano retirado representa o juiz que discute a causa e determina a sentença.
4. A sentença é enunciada no arcano retirado em último lugar
5. O quinto arcano esclarece o oráculo que ele sintetisa, pois depende dos quatro arcanos retirados. Cada um destes traz o número que marca sua posição na série do Tarot. (O Louco, não numerado, é contado como 22). Basta adicionar esses números inscritos para obter, seja diretamente, seja por redução teosófica, o número do quinto arcano (22 designa o Louco, 4 o Imperador, 12 o Pendurado, etc.)
Tiragem Kairallah
Apresentação de
Constantino K. Riemma
É o modelo que costumo utilizar em minhas consultas, na complementação da análise do mapa natal e dos trânsitos astrológicos.
Tiragem em cruz
Na primeira tiragem de uma seção, para dar uma visão de conjunto do momento vivido pelo consulente, as cartas podem ter as seguintes funções:
1. o consulente; como ele se encontra;
2. o seu momento de vida; suas condições atuais;
3. prognósticos, o rumo que sua vida tende a tomar ou o que esperar nos próximos meses;
4. qual a melhor conduta diante da situação definida pelas cartas anteriores. Conforme a tiragem, a carta pode ser definida como o conselho estratégico para lidar com o assunto em exame.
5. o cenário geral que envolve a questão e dá o tom às demais cartas. Usualmente, neste modelo, é a carta de corte e que pode ser a primeira desvirada após o sorteio, junto com o maço de cartas que restou.
O mesmo modelo pode ser aplicado às sucessivas questões que o cliente colocar. As funções atribuídas as cartas 1, 2 e 3 são então adaptadas a cada assunto. As duas outras cartas mantêm o padrão: 4 – indica o conselho, o caminho oportuno para ser seguido pelo consulente; 5 - (a carta de corte ou uma carta que for retirada especificamente com esse propósito), delineia o cenário geral, o pano de fundo, as forças que circunscrevem o assunto.
É o praticante, aquele que conduz a tiragem, quem deve definir previamente a função que a carta terá na jogada. Veja alguns exemplos de variações para as cartas de 1 a 3, conforme o assunto e o interesse do consulente:
1. o consulente; 2. o outro (parceiro ou sócio); 3. o desenrolar da relação.
1. os pontos fortes ou positivos do tema (trabalho, saúde, projetos, estudos, etc.); 2. seus pontos fracos ou negativos; 3. tendências ou caminho a percorrer.
1. pessoa; 2. a situação específica (relacionamento, trabalho, projeto, etc.); 3. o que esperar.
1. o que favorece o projeto (ou a intenção); 2. o que ainda precisa ser trabalhado, melhorado; 3. quais são as perspectivas.
É sempre importante refletir sobre a harmonização entre os prognósticos ou tendências (carta 3) e os conselhos (carta 4). Por vezes a perspectiva é otimista e o conselho é o de cuidados e reservas. Em outras situações, o prognóstico pode ser modesto e o conselho indicar a aplicação de energia e empenho. Como acontece com as demais correlações importa aqui, mais do que conhecer os significados das cartas, a experiência de vida e a maturidade do consultor, o quanto ele trabalhou a delicada questão de dar aconselhamento.
O templo de Afrodite
Uma tiragem bem interessante para fotografar a relação de um casal, nos seus planos racional, emocional e físico (ou melhor, “químico”). Sete cartas são escolhidas e colocadas em duas colunas, como mostrado abaixo, sendo a última carta – síntese ou prognóstico da relação – colocada na posição central.
 
Ele
 
Ela
 
 
Plano mental
Plano afetivo
Plano sexual
O resultado
  As sete cartas da tiragem "Templo de Afrodite"  
ou os pensamentos
ou as emoções
ou a atração física
ou o futuro
 
A leitura segue a seguinte lógica:
(1) e (4) – o que ele e ela pensam da relação, qual sua intenção racional
(2) e (5) – o sentimento de um pelo outro, como vai o coração
(3) e (6) – a atração física de um pelo outro, como vai o tesão
(7) – o resultado ou produto dessas interações: o prognóstico para esse casal 
Também é significativo avaliar o conjunto das três cartas que representam a figura masculina (1, 2 e 3) e as outras três que falam do feminino (4, 5 e 6)
 
Bete Torii, que relata essa técnica de leitura em homenagem a Afrodite, a deusa grega do Amor, discute exemplos práticos em seu fórum Histórias & Quadrinhos: Aprendendo a ler
 
Lição da Torre - por Teca Mendonça
Trata-se uma tiragem para examinar e trabalhar situações de rupturas e quebras de expectativas.
As funções que a taróloga Teca Mendonça atribui às cartas, deixa claro o propósito desse modelo. São assinalados diferentes passos para entender compreender o fato em si, seus sentido espiritual e superior, o motivo da crise e, finalmente, o trabalho a ser feito.
Funções
1. a porta de acesso;
2. a luz da consciência;
3. a luz da razão; as cartas 2 e 3 constituem a Morada do Espírito;
4. o plano superior;
5. o que foi destruído, o que era excessivo;
6. o que precisa ser reconstruído na ação;
7. o que precisa ser rescontruído na personalidade.
  Tiragem com três cartas
A Ferradura
Designada "horse" na língua inglesa, a tecnica da Ferradura ajuda a avaliar a sequência, o desenvolvimento de uma situação ou relacionamento. As cartas são dispostas numa curva que lembra uma ferradura de cavalo.
 
1. O Passado. Os eventos passados que afetam a questão ou situação do consulente. 
2. O presente. Sentimentos, pensamentos ou acontecimentos reais que influem decididamente sobre o assunto em questão.
3. O futuro imediato. Eventos próximos que irão afetar essa situação e que até mesmo poderão surpreender o consulente. 
4. Obstáculos. O que preocupa o consulente. Dificuldades a superar, que podem ser atitudes mentais ou dificuldades de ordem prática.
5. As atitudes dos outros. O ambiente, atitudes e pensamentos que as pessoas ao redor do consulente têm sobre a situação.
6. O caminho de superação. O que deve ser feito para o melhor encaminhamento da situação. Trata-se de uma sugestão prática par o consulente. 
7. O resultado final.  O resultado mais provável. O que se pode esperar se o consulente seguir o conselho dado pela sexta carta. 
  Margareth Procópio pratica há muitos anos uma técnica com três ferraduras conjugadas e que utiliza 56 cartas. Aprenda com ela o Jogo da Ferradura  
O jogo das escolhas e decisões
Apresentação e comentários de
Constantino K. Riemma
Hajo Banzhaf em seu "Manual do Tarô" (Ed. Pensamento) apresenta um modelo de tiragem com 7 cartas, que foi traduzido ao português por "O Jogo Decisivo". Nele são retiradas as cartas que irão indicar os dois lados da questão:
7 = o problema;
1, 3 e 5 = influências positivas, "Isso é favorável"
2, 4, 6 = influências negativas, "Isso é desfavorável"
Mais importante que os esquemas prontos, como este registrado por Hajo Banzhaf, é o cuidado para definir as funções das cartas do modo mais coerente possível com a situação a ser examinada.
  Jogo Decisivo
Esquema Kairallah
 
Além do esquema acima, existem muitos outros que nos ajudam a escolher entre as alternativas que a vida e os nossos desejos colocam.
Utilizo para isso as referências básicas da tiragem Kairallah, em que são retiradas cartas para revelar quatro ângulos de cada alternativa ou caminho que se apresenta:
1. o que favorece o projeto, a intenção ou o caminho; 2. o que ainda precisa ser trabalhado, melhorado ou criado; 3. quais são as perspectivas, prognósticos ou tendências; 4. e qual é o conselho estratégico, a conduta ou a atitude oportuna.
Tira-se uma carta com a mesma função para os caminhos ou alternativas colocadas. Isso permite uma comparação entre as facilidades e dificuldades que seriam percorridas em cada caso, bem como as previsões e as medidas mais eficazes.
Como sempre acontece quando se trata de opção consciente, e não de determinação cega, a própria pessoa está convidada a exercer a livre escolha e a assumir as consequências do caminho que escolheu.
Atualizado: setembro.15
  Baralho Cigano
  Tarô Egípcio
  Quatro pilares
  Orientação
  O Momento
  I Ching
Publicidade Google
 
Todos os direitos reservados © 2005-2016 por Constantino K. Riemma  -  São Paulo, Brasil