O caráter aberto do Tarô permite estabelecer nexos e comparações
com outras linguagens simbólicas, a maior parte delas milenares.
Se considerarmos o aparecimento
das cartas na Europa, por volta do século 14,
podemos dizer que se trata de um jovem, quando comparado às
demais linguagens que remontam a um passado longínquo.
Nesse sentido, o Tarô seria um herdeiro
privilegiado do saber ancestral.
O Tarô, de fato, parece ter surgido
num momento muito particular da história européia,
numa região em que conviviam harmoniosamente sábios
de diferentes linhagens: cristãos, muculmanos
e judeus, que estudavam e praticavam diferentes
ciências e artes simbólicas — alquimia,
astrologia, cabala, numerologia
— e que se mostravam receptivos às
histórias e mitos das diferentes culturas,
tanto as de seu tempo quanto as antigas.
O propósito
desta seção do Clube do Tarô
— Simbologia —
é o de reunir estudos
que ajudem a compreender as ressonâncias
existentes entre o Tarô e as diferentes
áreas do conhecimento tradicional. |