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| ARCANOS
MAIORES - As 22 cartas |
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VIIII. O EREMITA
O
Arcano da Consciência, do Iniciado |
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Compilação de
Constantino
K. Riemma
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Tarô de
Marselha
[www.krishadar.com] |
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Um homem,
de pé, tem na mão
esquerda um bastão que
lhe serve de apoio, enquanto que
com a direita levanta uma lanterna
até a altura do rosto.
Está representado de três
quartos, com o rosto voltado para
a esquerda. Veste uma grande túnica
e um manto azul com o forro amarelo.
Seu capucho, caído sobre
as costas, parece continuar a
túnica e é arrematado
por uma borla amarela. A
lâmpada, aparentemente hexagonal,
tem apenas três de seus
lados visíveis, sendo o
central vermelho e os restantes
amarelos. O
fundo da gravura é incolor,
e o chão de um amarelo
estriado de listas negras, muito
semelhante ao reverso do manto. |
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| Significados simbólicos |
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O Iniciado,
o buscador incansável.
Sabedoria, iluminação,
estudo, autoconhecimento Meditação,
recolhimento, saber desligar-se.
Reavaliação da vida
e dos objetivos.
Concentração,
silêncio. Profundidade. |
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| Prudência.
Reserva. Limites. Influência saturnina. |
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| Interpretações
usuais na cartomancia |
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Austeridade,
moderação, sobriedade,
discrição. Médico
experiente, sábio que cala
seus segredos. Celibato. Castidade.
Mental:
Contribuição luminosa
à resolução
de qualquer problema. Esclarecimento
que chegará de modo espontâneo.
Emocional:
Alcançar as soluções.
Coordenação, encontro
de afinidades. Significa também
prudência, não por
temor, mas para melhor construir.
Físico:
Segredo descoberto, luz que se
fará sobre projetos até
agora ocultos. Na saúde:
conhecimento do estado real, consultas
que podem remediar os problemas.
Sentido
negativo: Obscuridade,
concepção falsa
de uma situação.
Dificuldades para nadar contra
a corrente. Timidez, isolamento,
depressão, recusa de relações.
Mutismo,
circunspecção exagerada,
isolamento, caráter fechado.
Avareza, pobreza. Conspirador
tenebroso. |
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Tarô
de Marselha
[www.camoin.com] |
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| História
e iconografia |
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O Ermitão
é, sem dúvida, um dos arcanos
menos alegóricos do Tarô. A imagem
de um peregrino em hábito de monge,
transportando um cajado, pode ser encontrado
em dezenas de iluminuras em manuscritos dos
séculos XV e XVI. O único detalhe
que o afasta desta monotonia é a lâmpada
que leva na mão direita: por ela imagina-se
que seja uma ilustração da conhecida
história de Diógenes
em busca de um homem. Esse relato foi muito
popular na alta Idade Média e no Renascimento
e, de fato, vários modelos renascentistas
do Tarô chamam o Arcano VIIII de Diógenes.
Alguns estudiosos
acreditam que boa parte do simbolismo do Ermitão
liga-se aos princípios fundamentais
desse filósofo cínico: desprezo
pelas convenções e vaidades,
isolamento, renúncia à transmissão
pública do conhecimento.
Mas este mutável
personagem teve ainda outras representações:
no tarocchino de Bolonha, aparece
com muletas e asas; no de Carlos VI, tem uma
ampulheta no lugar da lâmpada (o que
o associa a Cronos ou Saturno,
medidores do tempo). |
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| Tarô de Oswald Wirth |
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Outra
interpretação surge ainda
do aparente erro ortográfico
que se pode ver no Tarô de Marselha,
onde a carta figura como L'Hermite
em lugar de L'Ermite. Etimologicamente,
o nome não derivaria então
do grego eremites, eremos = deserto,
mas provavelmente de Hermes e seu polivalente
simbolismo. A esse respeito, podemos
lembrar que é precisamente a
Thot, equivalente egípcio de
Hermes, que Gébelin e seus seguidores
atribuem a invenção do
Tarô.
Wirth
explica os atributos do Eremita como
termo final do terceiro ternário
do Tarô, relacionando-o com os
arcanos VII e VIII, que o precedem nesse
ternário. Nessa relação,
O Carro aparece como o homem
jovem e impaciente para realizar a obra
do progresso, que A Justiça
se encarrega de retardar, amiga como
é da ordem e pouco amante das
improvisações; O Ermitão
seria o conciliador deste antagonismo,
evitando tanto a precipitação
quanto a imobilidade. |
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Costuma-se
interpretar também o seu significado
como oposto e complementar ao do Arcano V
(O Pontífice): o Eremita não
é o codificador da liturgia, o responsável
executivo de uma igreja, o pastor de um rebanho:
seu pontificado é silencioso e sutil,
seus discípulos são escolhidos.
Na relação iniciática,
é evidente que representa o “guru”
e por isso foi definido como “o artesão
secreto do futuro”.
No sentido negativo,
o Arcano VIIII não é apenas
a carta dos taciturnos; por sua minuciosidade
e ritualismo, refere-se também aos
temperamentos obsessivos. |
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Outros estudos sobre o Eremita |
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Eremita - o arcano da autodescoberta, por
Cristina Britto. Discute os elementos iconográficos que aparecem nos diferentes baralhos e seus principais significados simbólicos: Autodescoberta |
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| • |
Eremita - um guia de luz, por Valéria Fernandes. Trata dos elementos simbólicos portados pelo personagem: Luz |
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| • |
2007: o ano do Eremita, por Giancarlo Kind Schmid, Jaime E. Cannes, Roberto Dantas, Tânia Regina Soares e Tiago Lopes. Cinco ângulos de apreciação do Eremita a propósito do Ano Novo: Previsões |
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| • |
O Eremita, a peregrinação e o turismo, por Fátima Belo. Comentário e apresentação de um texto de Rupert Sheldrake: Peregrinação |
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| • |
Símbolos cristãos do eremita, por Constantino K. Riemma. Figuras lendárias que inspiram significados do arcano 9: Santo Antão |
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| • |
Curso de Tarô com Betoh Simonsen : O Eremita |
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