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ARCANOS
MAIORES - As 22 cartas |
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| XIII. A MORTE (ou O Arcano Sem Nome) |
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| O Arcano das Transmutações e da Vida Eterna |
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Compilação de
Constantino K. Riemma |
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| Tarô de
Marselha |
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| [www.camoin.com] |
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Esta carta,
comumente designada como “Morte”,
não tem nome algum inscrito no
tarô de Marselha, nem em suas
variantes mais significativas.
Um esqueleto
revestido por uma espécie de
pele tem uma foice nas mãos.
Do chão negro brotam plantas
azuis e amarelas, e diversos restos
humanos. O fundo não está
colorido. No
primeiro plano, à esquerda, uma
cabeça de mulher; à direita,
uma cabeça de homem com uma coroa.
Um pé
e uma mão aparecem também
no chão; outras duas mãos
– uma mostrando a palma e outra
as costas – brotam atrás,
ultrapassando a linha do horizonte.
O esqueleto
está representado de perfil e
parece dirigir-se para a direita. Maneja
a foice, sobre a qual apóia as
duas mãos. Em algumas variantes,
seu pé direito não está
visível.
Para o iniciante,
mostra-se como a carta mais temível,
mas os estudos simbólicos ajudam
a entender um outro sentido no plano
da evolução humana. |
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| Significados simbólicos |
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Grandes transmutações
e novos espaços de realização.
Dominação
e força. Renascimento, criação
e destruição.
Fatalidade irredutível.
Fim necessário. |
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| Interpretações
usuais na cartomancia |
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Fim
de uma fase. Abandono de velhos
hábitos.
Profundidade,
penetração intelectual,
pensar metafísico. Discernimento
severo, sabedoria drástica.
Resignação, estoicismo,
dom para enfrentar situações
difíceis. Indiferença,
desapego, desilusão.
Mental:
Renovação de idéias,
total ou parcial, porque algo
vai intervir e tudo transformar;
como um fenômeno catalisador
ou um corpo novo que modifica
totalmente a ação
do corpo atual.
Emocional:
Afastamento, dispersão.
Destruição de um
sentimento, de uma esperança.
Físico:
Morte, perdas, imobilidade. Completa
transformação nos
negócios ou atividades.
Sentido
negativo: Do ponto de
vista da saúde, estagnação
de enfermidade ou processo. A
morte poderá ser evitada,
mas em troca de uma lesão
incurável. Segundo sua
posição, pode significar
a morte, em seus múltiplos
matizes, mas também maus
acontecimentos, más notícias.
Prazo
fatal. Xeque-mate inevitável,
mas não provocado pela
vítima. |
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| Tarô
de Marselha |
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| [www.krishadar.com] |
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| Ânimo baixo,
pessimismo, perda de coragem. Suspensão
de um processo para começar de modo
diametralmente oposto. |
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| História
e iconografia |
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E provável
que a alegoria da morte representada como
um esqueleto com a foice, seja original do
Tarô; se isto for verdade, trata-se
de uma das contribuições fundamentais
feitas pelas cartas à iconografia contemporânea,
considerando a ampla popularidade desta metáfora
macabra.
Van Rijneberk divide
o estudo deste arcano em três aspectos:
o
número treze, o
esqueleto, a
foice.
Como emissário de uma premonição
sombria, o treze tem seu antecedente cristão
nos comensais da
Última Ceia,
de onde a tradição extraiu um
conto bastante popular da Idade Média:
quando treze pessoas se sentam à mesa,
uma delas morrerá em breve.
Esta superstição
seria herdeira de outras versões mais
antigas: Diodoro da Sicília, contemporâneo
do imperador Augusto, explica desse modo a
morte de Filipe da Macedônia, cuja estátua
havia sido colocada junto as dos 12 deuses
principais, dias antes de ser assassinado. |
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Dança
da morte
Gravura em madeira, de 1493 |
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| [www.wga.hu] |
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Simbolicamente,
o
13 é a
unidade
superadora do dodecadenário,
ou seja, a morte necessária de
um ciclo completo, que implica também
– ainda que este aspecto tenha
sido esquecido na transmissão
popular – a idéia conseqüente
de renascimento.
Na arte cristã
primitiva não há traços
deste simbolismo durante os primeiros
séculos, o que não parece
estranho se considerarmos as idéias
centrais dos catecúmenos: a morte
entendida como pórtico de uma
vida melhor, a confiança na proximidade
do
Juízo Final
(e a conseqüente ressurreição
da carne); a absoluta
falta
de medo frente a um estado
transitório. |
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| O esqueleto propriamente
dito só aparece em todo o seu esplendor
nas
Danças da morte,
disseminadas pelos cemitérios e claustros
europeus, quase que simultaneamente, e com
certeza não antes do séc. XV. |
O tema das
composições desse período
mostra-se idêntico em todos os
lugares: o esqueleto se apodera (o matiz
está apenas no grau de violência
ou gentileza) de criaturas humanas de
ambos os sexos, de qualquer idade e
condição.
Outro elemento
que as Danças da morte
têm em comum é que todas
são posteriores ao Tarô,
de cuja popularidade puderam extrair
o encanto de suas imagens. |
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As
pestes, no final do séc.
XIV, evocam a morte.
Reis e vassalos, todos são
afetados. |
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| Nestas danças,
no entanto, não há esqueletos
com foices, mas sim com diversos objetos (uma
espada, um arado, um par de tesouras, um arco
e flechas) que se referem em geral ao ofício
da pessoa que será levada pela morte. |
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| Tarô de Oswald Wirth |
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Em Joel (4,13),
Mateus (13,39), Marcos (4,29) e no Apocalipse
(14,14-20) podem ser encontradas metáforas
bíblicas em que se fala da
foice
como
instrumento de justiça
empunhado por Jeová, pelo Filho
do Homem e, mais tarde, pelos anjos:
como derivação deste princípio
moral.
Os esotéricos
não vêem a morte como falha
ou imperfeição: as formas
se dissolvem, variam de aparência
quando se tornam incapazes de servir
ao seu destino. Desse modo, entre o
Imperador e a
Morte
(primeiros termos do segundo e do quinto
ternário, respectivamente), há
apenas uma diferença de matizes:
ao esplendor máximo do poder
e da matéria sucede sua extinção,
que é uma conseqüência
lógica e também uma necessidade.
Como parábola do processo iniciático
em oposição à vida
corrente, é talvez o arcano mais
explícito: “O profano
deve morrer – lembra
Wirth
– para que renasça
a vida superior que a Iniciação
concede”. |
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| A morte guarda relações
simbólicas com a
terra,
com os
quatro elementos,
e com a gama de cores que vai do
negro
ao verde, passando pelos matizes
terrosos. Também é associada
ao
esterco, menos pelo que
este tem de desagradável do que pelo
processo de transmutação material
que representa. |
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|
Outros estudos sobre o arcano Sem Nome ou a Morte |
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Aprendendo a viver, cuidando que quem está morrendo. Monografia apresentada por Maria Sílvia Junqueira Wolff para conclusão do Curso de Psico-Oncologia, do Instituto Sedes Sapientiae, em 2004. Um texto bem didático que nos ajuda a refletir sobre a questão da morte e a aprofundar os conteúdos referentes ao arcano 13 do Tarô. O texto pode ser lido on-line ou copiado para impressão [26 págs. 14x21cm, para imprimir em 14 folhas tamanho A4. Formato pdf com 186KB]: baixar |
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Fragmentos que a filosofia
do Arcano sem Nome me inspira, por Eliane Accioly Fonseca. Reflexões
sobre uma lâmina desafiadora e inquietante. Com ilustrações
da autora: Fragmentos que a filosofia... |
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| • |
Minha história com o 13, por Morgand. Comentários sobre o simbolismo dessa carta do Tarô na vida pessoal e nas leituras: História |
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Curso de Tarô com Betoh Simonsen : A Morte |
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