|
|
|
 |
Tarô: conteúdo do site |
|
|
|
| |
Todas as informações sobre as cartas são acessáveis pelo Menu (coluna da esquerda). As principais seções também podem ser visitadas pelos links abaixo: |
|
|
|
|
|
| |
• |
O baralho em si: registros históricos, impressores, coleções antigas e modernas. |
|
|
|
|
|
|
|
| |
• |
Os significados simbólicos das 78 cartas e seus diferentes níveis de compreensão. |
|
|
|
|
|
|
|
| |
• |
Relações com outras linguagens tradicionais : Simbologia |
|
|
|
|
|
| |
|
|
|
|
O QUE
É O TARÔ? |
|
Texto de
Constantino
K. Riemma |
| |
| O "tarot" ou os "arcanos maiores e menores", o "baralho" ou "cartas de jogar", os "naipes e os trunfos", consistem numa única e mesma coisa. Trata-se de um "jogo" de 78 cartas, que aparece na segunda metade do século 14, na Europa cristã, com iconografia cristã. Tudo indica que constitui uma herança das escolas e corporações que construiram as grandes catedrais, suas imagens e vitrais. |
|
| |
 |
|
Tarot ou trunfos ou arcanos maiores
Catelin Geoffrey - 1557 |
|
|
 |
|
Naipes ou cartas ou arcanos menores
Baralho de meados do séc. 20 |
|
|
|
|
Dada sua origem anônima, isenta de instruções e regras dogmáticas, deu margem a incontáveis fantasias e re-invenções mais ou menos arbitrárias. Desde seu aparecimento foi utilizado, por nobres e plebeus, para jogos, passatempos e, ao que tudo indica, como instrumento de mancias.
O cenário imaginativo que cerca o Tarot, profuso e contraditório, confunde o iniciante interessado em compreender sua linguagem simbólica. Esse jogo maravilhoso, portanto, representa um real desafio para o estudo. |
| Se dependêssemos, por exemplo,
apenas dos dicionários para saber o
significado do Tarô, teríamos
informações muito pobres e distorcidas. |
|
O Aurélio
é o mais lacônico: "Tarô.
Coleção de 78 cartas, maiores
que as do baralho, de desenho diverso, usadas
sobretudo por cartomantes".
Os autores esqueceram de informar que a parte do tarô, que constitui o baralho comum, é utilizado, não só por cartomantes, mas como fonte de lazer nos lares, nos clubes e cassinos. São produzidos no mundo todo e movimentam milhões de dólares. |
|
| O Houaiss
oferece um pouco mais: "Tarô. Conjunto
de 78 cartas de baralho (também ditas
lâminas) ilustradas por figuras simbólicas
e usado para supostamente predizer o futuro
e conhecer o que, no passado ou no presente,
se encontra velado. O baralho é constituído
de 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores." |
|
 |
|
Exemplos de Arcanos
Maiores (Tarô de Marselha,
Editora Camoin)
O Louco, I - O Mágico, 4 - O Imperador,
6– Os Enamorados e 19 - O Sol
|
| |
| Para continuar nessa
linha genérica de definição, podemos
esclarecer que: |
|
os 22
“trunfos”
ou “arcanos maiores”
são numerados de 1 a 21 e um
deles, “O Louco”, não
recebe número na maior parte
dos baralhos; |
|
| |
|
as 56
lâminas, atualmente
denominadas “arcanos
menores”, constituem cartas de jogar do
baralho comum e se subdividem em: |
|
| – |
quatro
naipes
ou séries: Paus,
Ouros, Espadas
e Copas – cada
um deles com 10 cartas numeradas
de 1 a 10, com desenhos que tornam os significados simbólicos mais abstratos
que os dos “arcanos maiores”,
num total de 40 cartas; |
|
|
 |
|
Exemplos de cartas
numeradas dos Arcanos Menores
(Ed. Grimaud):
Ás, Dois, Três... Nove e Dez
de Copas
|
| |
| – |
quatro
figuras: Rei, Rainha,
Cavaleiro e Valete – mais parecidas
com as dos “arcanos maiores”,
também repetidas em quatro naipes,
num total de 16 cartas. |
|
|
 |
|
Exemplos de figuras
dos Arcanos Menores (Ed. Grimaud):
Valete, Cavaleiro, Rainha e Rei de Ouros
|
| |
Para acrescentar um simples comentário a essa descrição
sumária do Tarô, podemos lembrar que os quatro naipes
– Paus, Ouros, Espadas
e Copas – correspondem aos quatro elementos
tradicionais – Fogo, Terra,
Ar e Água – representação
simbólica das forças-qualidades constitutivas do universo,
que aparecem na Astrologia, na Alquimia, na Cabala, nos textos sagrados,
como é o caso do Gênesis, dos Evangelhos. |
| |
|
|
Os ases de cada
naipe e suas correspondências simbólicas:
Copas (água), Espadas
(ar), Ouros (terra) e Paus
(fogo).
|
|
[Ilustrações desta página: Tarô de Marselha,
Editora Camoin - www.camoin.com
Ancien Tarot de Marseille. Editora
Grimaud - França] |
| |
Um sentido esotérico... |
|
O Tarô pode,
enfim, ser entendido como uma linguagem
simbólica que traduz o cosmo em sua
constituição e eterna mudança,
em sua estrutura e dinâmica. Ele foi criado, na Europa, num momento em que várias escolas esotéricas e corporações de artistas, buscavam transmitir os conhecimentos, não por palavras, mas por imagens que convidavam à reflexão, à investigação, para serem corretamente assimiladas. É o caso, por exemplo, dos mestres e praticantes da Alquimia, que produziram livros de gravuras, sem maiores comentários escritos, conhecidos como Mutus Liber, ou seja, Livro Sem Palavras, livro mudo...
Os 22 arcanos maiores,
entre outros significados possíveis, descreveriam as 21
etapas evolutivas que o homem – representado
pelo Louco – pode percorrer em sua vida.
O número 21 (= 3 x 7) também
resulta da combinação de duas
leis fundamentais do universo: a Lei de Três (“tudo, para existir, necessita
de três forças”) e
a Lei de Sete, ou Lei das Oitavas (“tudo
se manifesta num processo de sete passos ou
fases”).
Do mesmo modo que outros grandes sistemas simbólicos,
o Tarô é apreciado como uma instigante
fonte de inspiração
e de aplicação em variadas situações
e propósitos. |
|
... e um sentido lúdico |
|
Os registros históricos, a partir do século 14, já mencionam a utilização das cartas como lazer, em jogos e passatempos. Essa função lúdica permanece viva até hoje, pois o que chamamos de jogos de baralho ou "baralho comum", é exatamente o mesmo conjunto que os escritores modernos denominam "arcanos menores".
Para mantermos uma atitude aberta em relação ao Tarô é bom não esquecer que esse conjunto simbólico sobreviveu até hoje e se difundiu, não em razão do seu sentido mais profundo, mas pelo interesse que despertou como jogo de lazer ou de apostas a dinheiro e como instrumento de cartomancia.
Tal como um verdadeiro Mutus Liber, o Tarô não veio acompanhado de normas ou dogmas, para ser utilizado obrigatoriamente deste ou daquele modo; todas as regras que hoje conhecemos foram inventadas posteriormente. Portanto, as normas e regras de utilização que lemos e ouvimos, as afirmações do que é certo ou errado, devem ser compreendidas de modo muito relativo e flexível. Os verdadeiros autores do Tarô, aqueles que sabiam do que se tratava, permaneceram anônimos e sem palavras. Ninguém, hoje em dia, pode se arvorar como autoridade para falar em nomes dos mestres originais.
O Tarot permance um desafio em aberto. O que podemos fazer é nos associarmos para tentar decifrar os ensinamentos que se ocultam sob o conjunto das 78 cartas. E para fugir aos erros da subjetividade, nada melhor que trabalhar em grupo, partilhar, colocar à prova nossas reflexões. É esse o propósito do Clube do Tarô. |
|
revisado em dez.07 |
 |
| |
|
|
|
|
|