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| ARCANOS
MAIORES - As 22 cartas |
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| XI. A FORÇA |
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| O Arcano da Virtude e do predomínio da Qualidade |
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Compilação de
Constantino K. Riemma |
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Tarô de
Marselha
[www.camoin.com] |
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Uma
mulher abre com as duas mãos
as mandíbulas de um leão.
É vista de três quartos
e olha para a direita; o leão,
por sua vez, está de perfil.
A mão direita da mulher,
está apoiada no focinho
do leão, enquanto que a
esquerda segura o maxilar inferior.
O
personagem veste uma saia azul
e uma capa ou manto vermelho,
com laterais de tamanhos diferentes,
já que a da direita chega
ao chão enquanto que a
da esquerda não passa da
cintura. Todas
as partes visíveis de seu
corpo estão representadas
em cor carne; tem ainda um chapéu,
cuja forma lembra o do Prestidigitador
(O Mágico). Do
leão, vê-se apenas
a cabeça, a juba e as patas
dianteiras. O fundo e o chão
são incolores. Em algumas
versões, a sandália
da mulher, que surge debaixo da
roda da saia, parece apoiar-se
no ar. |
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| Significados
simbólicos |
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Virtude.
Coragem. Potência anímica.
Integração harmoniosa
das forças vitais.
Força
moral, autodisciplina, controle |
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| Interpretações
usuais na cartomancia |
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Energia
moral, calma, coragem. Espírito
que domina a matéria. A
inteligência que doma a
brutalidade. Subjugação
das paixões. Lucro
nos empreendimentos empresariais.
Mental:
Esta carta traz uma grande agudeza
para distinguir entre o verdadeiro
e o falso, o útil e o inútil,
e uma clareza precisa na avaliação.
Emocional:
Domínio sobre as paixões,
poder de conquista. Para uma mulher
que está para se casar:
conseguirá que sua personalidade
não seja anulada pelo afeto
que sente pelo marido. Proteção
afetuosa. Físico:
Vontade para vencer os obstáculos,
domínio da situação;
faz valer seus legítimos
direitos. Capacidade para tomar
direção em todos
os assuntos materiais. Sentido
negativo: A pessoa não
é dona da sua força;
é brutal, desatenta, deixa-se
levar pelo poder em vez de utilizá-lo.Os
fatos ou as pessoas o abatem;
sua força será aniquilada,
e será vítima de
forças superiores. Impaciência.
Cólera,
ardor incontido. Insensibilidade,
crueldade. |
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Tarô de
Marselha
[www.krishadar.com] |
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| Luta, guerra, conquista
violenta. Operação cirúrgica.
Veemência, discórdia. Incêndio. |
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| História e iconografia |
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A Força,
simbolizada pelo homem triunfante sobre os
animais ou sobre a natureza, foi amplamente
glorificada na literatura antiga e na arte
medieval. No Antigo Testamento aparece a história
de Sansão, e na mitologia
greco-latina a saga dos trabalhos de Hércules.
A batalha do herói com o leão
de Neméia foi usada provavelmente como
alegoria da força desde a antigüidade
mais remota: nas escavações
realizadas nos arredores de Tróia,
encontrou-se um capacete do século
VII a.C. com o desenho de um homem que abre
com as mãos as mandíbulas de
um leão. A Idade Média recorre
com freqüência a esta imagem, como
símbolo da força moral e espiritual,
usando como protagonista Sansão ou
então o Rei Davi.
No Tarô, porém,
é uma mulher que representa a Força,
na mais difundida alegoria do leão
(versão de Marselha), incluindo as
colunas (Tarô de Carlos VI). O antecedente
mais ilustre desta transposição
alegórica é a lenda de Cirene,
a ninfa caçadora que envergonhou e
seduziu o instável Apolo. |
Píndaro
conta de uma excursão do deus
até o monte Pelion, na Tessália,
para a qual ele teria partido formidavelmente
bem armado, a fim de prevenir-se dos
perigos que poderiam lhe acontecer em
tão longa travessia; ali encontrou
Cirene, que “sozinha
e sem uma lança combatia um imenso
leão..."
Embora o Arcano
XI seja uma ilustração
perfeita desta lenda, não se
encontra um só exemplo que a
reproduza nos manuscritos medievais.
Iconograficamente, a carta da Força
seria assim uma das contribuições
mais originais do Tarô. |
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Cirene coroada
por Líbia.
Baixo relevo do sécúlo
IV |
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Uma instrução
curiosa, escrita na margem de uma página
da Somme du Roi, manuscrito do ano
1295, orienta o pintor que iria ilustrar os
textos. Embaixo do número 12, pode-se
ler: “Aqui vai uma dama de pé
que domina um leão. O nome da dama
é Força”. Mas a miniatura
nunca foi executada. A
dama serena e triunfante do Arcano XI encerra
a primeira metade do Tarô; representa,
assim, a culminação da via seca
e racional inaugurada pelo Prestidigitador.
Iconograficamente, liga-se a ele pela expressão
corporal – de pé, em atitude
de ação repousada e, fundamentalmente,
pelo chapéu que segue no seu desenho
o signo do infinito. |
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| Tarô de
Oswald Wirth |
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A dama serena
e triunfante do Arcano XI encerra a
primeira metade do Tarô;
representa, assim, a culminação
da via seca e racional inaugurada pelo
Prestidigitador. Iconograficamente,
liga-se a ele pela expressão
corporal – de pé, em atitude
de ação repousada e, fundamentalmente,
pelo chapéu que segue no seu
desenho o signo do infinito. Um
exercício curioso de “adição
e redução mística”
permite relacionar as quatro figuras
femininas da primeira parte do Tarô.
Com efeito: 3 (Imperatriz) + 8 (Justiça)
= 11 (Força), que se reduz a:
11 = 1 + 1 = 2 (Sacerdotisa). Partindo
da via seca (masculina) dos arcanos,
este esquema feminino (úmido
e intuitivo) se presta a múltiplas
especulações combinatórias.
Alguns estudiosos
vêem na Força uma clara
alusão zodiacal:
Leão vencido por Virgem,
ou, o que dá no mesmo, o calor
ardente, que corresponde à plenitude
do verão, domado pela antecipação
serena do outono (no hemisfério
norte). |
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| Neste sentido é
preciso interpretar a parábola esotérica
do Arcano XI: o personagem não
mata o leão, mas o doma; a
sabedoria consiste em não desprezar
o inferior, em não aniquilar o que
é bestial, mas sim em utilizá-lo.
Não é outro o resultado natural
que se depreende da Grande Obra alquímica. |
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Outros estudos sobre a Força |
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| • |
Curso de Tarô com Betoh Simonsen : A Força |
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Consultas |
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