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| III. A IMPERATRIZ |
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| O Arcano da Magia Sagrada, da Força Mediadora, da Mãe |
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Compilação de
Constantino K. Riemma |
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Tarô de
Marselha
[www.camoin.com] |
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Uma
mulher coroada, sentada num trono,
mantém contra si, com sua
mão direita, um escudo
ornado com uma águia amarela,
enquanto que com a esquerda sustenta
um cetro que termina por um globo
encimado pela cruz. Está
representada de frente, com os
joelhos separados e com os pés
ocultos nas dobras da túnica.
A cintura da Imperatriz está
marcada por um cinto, que se une
a uma gola dourada. A coroa leva
florões amarelos e permite
que os cabelos da figura se derramem
sobre os ombros. O
trono está bem visível
e seu espaldar sobressai à
altura da cabeça da Imperatriz.
No ângulo inferior esquerdo
da estampa cresce uma planta.
A águia desenhada no escudo
olha para a direita. |
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| Significados
simbólicos |
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O verbo,
o ternário, a plenitude,
a natureza, a fecundidade, a geração
nos três mundos. Sabedoria.
Discernimento. Idealismo. Influência
solar intelectual. É o
arcano da Magia Sagrada, instrumento
do poder divino. |
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| Interpretações
usuais na cartomancia |
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Gravidez,
criatividade, sucesso. Compreensão,
inteligência, instrução,
encanto, amabilidade. Elegância,
distinção, cortesia.
Domínio do espírito,
abundância, riqueza.
Mental:
Penetração na matéria
por meio do conhecimento das coisas
práticas. Os problemas
vêem à tona e podem
ser reconhecidos.
Emocional:
Capacidade para penetrar na alma
dos seres. Pensamento fecundo e
criador. Físico:
Esperança, equilíbrio.
Soluciona os problemas. Renova e
melhora as situações.
Poder continuo e irresistível
nas ações. Sentido
negativo: Desavenças,
discussões em todos os planos.
As coisas se embaralham e ficam
confusas. Atraso na realização
de um acontecimento que, no entanto,
ocorrerá. Afetação,
pose, coqueteria. Vaidade, presunção,
desdém. Futilidade, luxo,
prodigalidade. Deixa-se levar pelas
adulações, falta de
refinamento, modos de novo-rico. |
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Tarô de
Marselha
[www.krishadar.com] |
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| História e iconografia |
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| A Imperatriz, adornada
dos símbolos atribuídos à
feminilidade triunfante, pode ser relacionada
a um repertório interminável:
a Madona cristã, a esposa do rei ou
mãe do herói; a deusa primordial
de todos os ritos matriarcais, as quatro damas
do baralho. |
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| Tarô de
Oswald Wirth |
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Sobre a figura
da Imperatriz parece ser mais importante
considerar a sua localização
no Tarô (como a terceira da série)
e à sua relação
com outras figuras do que o seu simbolismo
individual, já que o caráter
difuso da carta torna sua amplitude
inesgotável. Assim, será
interessante recapitular tudo que foi
escrito sobre o simbolismo do três
e a ordem do ternário, bem como
às variadas significações
atribuídas às damas dos
Arcanos Menores. Na
versão de Wirth,
a Imperatriz aparece aureolada por doze
estrelas, das quais somente nove são
visíveis: é evidente o
duplo sentido alegórico desta
representação, que se
refere simultaneamente aos signos do
Zodíaco e ao período da
gestação. Como o 9 é
também representação
da inteligência, no momento da
sua maturidade, é possível
associar os atributos centrais do Arcano
III: feminilidade-experiência-sabedoria. |
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| Relacionada em todas
as cosmogonias ao simbolismo lunar e à
face oculta do conhecimento (Sacerdotisa),
a mulher admite também um período
solar (Imperatriz), do qual há correspondências
nas organizações culturais mais
remotas da humanidade. |
Do ponto de
vista matriarcal, a Imperatriz não
é ainda a Eva protagonista do
pecado e da queda, mas a que aparece
em certas tradições talmúdicas:
a fundadora, que reencontra Adão
depois de trezentos anos de separação;
a que aniquila Lilit
– a rival estéril e luxuriosa
– para organizar junto ao primeiro
pai a família dos homens.
Alguns comentaristas
do Islã vêem nesta Eva
triunfante do adultério a representação
da passagem das sociedades anárquicas
ao princípio de ordem dos tempos
históricos. Seu túmulo
mítico se localiza em Djeda ou
Djidda, às margens do mar Vermelho
e próximo da montanha sagrada
de Arafat, onde o teria ocorrido seu
reencontro com Adão, para formar
o casal primordial. |
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| A Imperatriz,
finalmente, é símbolo da palavra
e representa o envoltório material
do corpo, seus órgãos e suas
funções. Ouspensky a imagina
repousando sobre um trono de luz, bela e fecunda,
em meio à interminável primavera. |
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Outros estudos sobre A Imperatriz |
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| • |
O mês da Imperatriz. Significados que Valéria Fernandes destaca quando o Arcano IV é selecionado para orientar um mês de vida: Essência criadora |
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| • |
O poder da Imperatriz, por Valéria Fernandes: O arcano III |
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