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12 de dezembro de 2018

Responsável: Constantino K. Riemma


O Mago e sua arte de convencer
Simone Gomes Omega
O Mago – ou O Prestidigitador – é a carta que abre o baralho de 78 cartas. No Tarô de Crowley, ou Tarô de Thoth, esta carta possui três versões. Embora não se saiba ao certo a origem das três versões – Os Três Reis Magos, a magia, a sua relação com a Deusa da Justiça e da Verdade, ou ainda, o fato de dois Magos extras terem sido imprimidos para completar a folha que imprimia 20 cartas de uma vez (como o baralho possui 78 cartas, os dois Magos totalizam 80, ou seja, quatro folhas totalmente preenchidas sem desperdício) – o que importa aqui é a simbologia utilizada para compor a carta escolhida por Aleister Crowley.
Três versões do Mago no baralho de Aleister Crowley
Três versões do Mago no baralho de Aleister Crowley
De acordo com o Tarô do ocultista britânico e criador da Lei de Thelema, Aleister Crowley (1875-1947), a carta O Mago possui alguns elementos distintivos: o símbolo do infinito sobre sua cabeça; o caduceu de Hermes (mitologia grega) ou Mercúrio (mitologia romana) – o mensageiro dos deuses; o bastão com as extremidades arredondadas, indicando a energia emitida, “o que se ligava provavelmente à polaridade dupla da eletricidade” (CROWLEY, 1944); a baqueta (criação); a taça (preservação), a adaga (destruição); moeda (redenção), o papiro e o estilo. De acordo com o dicionário Caldas Aulete, estilo é o “ponteiro ou haste metálica com que os antigos escreviam em tábuas enceradas, aguçado em uma das extremidades (para escrever), e achatado na outra (para corrigir ou apagar)”, uma espécie de lápis-borracha.
Estilo - antigo instrumento de escrita
Estilo: antigo instrumento de escrita.
Essa introdução tornou-se necessária para entendermos a figura do Mago presente na composição de Heavy Metal homônima de Bruce Dickinson e Roy Z. Ao longo do texto, tentaremos fazer uma correspondência dos nove elementos distintivos na carta (citados acima) com o monólogo escrito pelos autores e o deus romano Mercúrio (Hermes para a mitologia grega, Tahuti, o deus egípcio da sabedoria, magia, ciência e também ilusão ou Thoth, em copta). The Magician é a 9ª canção do álbum Accident of Birth, 4º álbum de estúdio da carreira solo de Bruce Dickinson, lançado em 1997.
Capa do Disco e Bruce-Roy
Capa do album Accident of Birth (1997) e Bruce Dickinson ao lado de Roy Z.
A carta O Mago – ou o Prestidigitador – é atribuída a Mercúrio, o mensageiro dos deuses e possui a natureza do Sol, a “substância do Universo” (CROWLEY, 1944). Representa a razão, a dualidade, a originalidade, a criatividade, a imaginação, a espontaneidade, a força de vontade e a autoconfiança. Por outro lado, possui natureza astuta, dominadora, enganadora, impostora. Mercúrio expressa “a Sabedoria, a Vontade, a Palavra, o Logos pelos quais os mundos foram criados” (CROWLEY, 1944); é o arcano da mística e da concentração, o mago do poder.
De acordo com o site www.clubedotaro.com.br/site/m32_01_magico.asp, O Mago é o arcano do domínio e do poder. É “a substância primordial, o ponto de partida, a causa primeira, sob influência mercuriana. Possui capacidade para convencer. […] Desde a Idade Média são bem conhecidos esses personagens que ganhavam a vida com suas habilidades. Seu ofício combinava frequentemente a apresentação de danças e a prática de charlatanismo – muitos deles passavam o tempo a vagabundear pelas feiras”.
Você estava perdido, mas eu te encontrei!
A primeira estrofe inicia com o professor chamando a atenção de alguém, uma espécie de aluno ou de discípulo por meio do imperativo quando diz “Eu sou o professor, venha para te alcançar, pegue as velhas tradições de volta para você / Você estava perdido, mas eu te encontrei, e a escolha é sua do que fazer”. Nestes versos, o professor possui as características, descritas acima verificadas em relação a Mercúrio: a Palavra e a Sabedoria, logo, é aquele que ensina algo. Nesta passagem, o professor mostra ao “aluno” que este possui uma forma tradicional de pensamento, a qual poderia estabelecer um paralelo com a Era de Peixes, em contraposição à Nova Era.
A Era de Peixes (ou “Velha Era”) – cujo peixe simboliza o cristianismo – seria substituída pela Era de Aquarius por volta do ano 2600 d.C. A Era de Aquarius seria uma era de fraternidade universal, de igualdade, de acelerado avanço nos níveis intelectual, social, cultural, tecnológico e na globalização do século XX. As intuições e as percepções estariam mais sensíveis, seria a época do real conhecimento e vivência dos ensinamentos cristãos. Seria o prenúncio de “novos céus e novas terras”. Há quem diga que já estamos vivendo a Nova Era, se levarmos em conta as características descritas. Por outro lado, a Era de Peixes vê a Era de Aquarius como o domínio do anticristo, uma era de enganos e encarnação do mal, pois as religiões tradicionais, dogmáticas seriam contestadas e haveria uma descentralização no que se refere aos ensinamentos cristãos, espirituais e sua difusão.
Chmado para a Nova Era
Chamado para a Nova Era
Ilustrações no Google Search
Assim, nestes versos, temos um professor oferecendo uma opção de escolha para o aluno: este tem as “velhas tradições” ao seu alcance, mas também tem a oportunidade de optar por uma nova forma de pensamento, de uma nova mentalidade e não se basear apenas em pensamentos preestabelecidos e tradicionais. E o professor finaliza “Eu aprendi algumas coisas enquanto viajei através dos anos / Através da porta da eternidade...”, ou seja, viajou através das eras, totalizando O Grande Ciclo (aproximadamente 26 mil anos). Nessa visão, o professor teria tido tempo suficiente para aprender e passar esse aprendizado para essa pessoa a quem ele se dirige.
Não foi fácil chegar até você!
Na segunda estrofe, o professor deixa claro suas origens alquímicas quando diz: “Eu vim através do fogo, vim através da água, através do oleoso beijo da serpente / Escalei a montanha, cacei o dragão, me joguei dentro do abismo”. Isso porque fogo e água são dois dos três elementos primordiais – terceiro é o ar – que entram na constituição do elemento terra.
Fogo e água eram concebidos pelos antigos como elementos puros. “Estavam vinculados às qualidades de ser, conhecimento e alegria (êxtase), sendo esta última relacionada ao elemento ar” (CROWLEY, 1944). O “beijo oleoso da serpente” diz respeito ao fato de que ”Crowley havia limado os dentes caninos, deixando-os bem pontiagudos, e quando encontrava as mulheres costumava dar-lhes o ‘beijo da serpente’, mordendo-lhe o pulso ou às vezes a garganta com suas presas”. “Escalar montanhas” pode ter relação com a tentativa de Aleister Crowley e um grupo de realizar, em 1902, uma expedição na montanha K2 – a segunda montanha mais alta do mundo localizada na Índia –, que podemos ter como um feito difícil que demanda esforço, persistência e resistência (também houve outra escalada, realizada em 1905). Esse é o papel do professor em relação ao aluno: esforçar-se e persistir em sua tarefa para convencê-lo sobre as coisas que ele tem para lhe oferecer. Além disso, o professor pretende “morder” o aluno, isto é, incitá-lo, a ponto deste realmente fazer o que ele lhe propõe.
Fogo e Água
Fogo e água: elementos puros na Alquimia.
Ainda nesta estrofe o professor/Mago questiona: “Eu pareço familiar pra você agora? / Pois tenho estado por perto e estou contente de ter te encontrado...”. Ao dizer isso ele reforça a ideia contida na primeira estrofe com o verso “Você estava perdido, mas eu te encontrei, e a escolha é sua do que fazer”. É como se eles já se conhecessem “espiritualmente”, mas somente agora o encontro físico aconteceu. Quando o professor diz que a “escolha” é do aluno, isso não é de fato verdadeiro, pois se lembrarmos de algumas características do Mago, como artifício, astúcia, engano, veremos que ele dá ao aluno uma falsa ideia de sua liberdade para fazer o que achar melhor para si, e com isso diz em tom de amizade que está contente por encontrá-lo, quando na verdade ele quer que esse aluno simplesmente o obedeça.
 
Para mais informações acesse:
www.letras.mus.br/bruce-dickinson/10815/traducao.html
www.pt.wikipedia.org/wiki/Era_de_Aquarius
www.brazilsite.com.br/mistiscismo/astrologia/ocidental/astro03_01.htm
www.sites.google.com/site/fisiklain/home/5/eras-astrologicas-e-movimentos-da-terra
www.pensandoceu.com.br/2013/07/astrologicas-e-nova-era-astrologia-na.html#.U8b44PldWDk
www.clubedotaro.com.br/site/h22_4_crowley_colins.asp.
“Não há ninguém além de mim”, diz o Mago
A próxima estrofe, que neste estudo denominamos refrão 1, o professor evidencia cada vez mais suas atribuições de um verdadeiro mago ao dizer: “Eu sou a chama viva e ensino os jogos sagrados / Ensino o segredo da dança, jogo o futuro nas runas / Chuto areia no rosto de Satã, vou colocar Jesus em seu lugar / Sacerdotes ou padres, é tudo a mesma coisa / Mago é o meu nome”. Aqui, ninguém além dele merece importância e prestígio (“é tudo a mesma coisa”), por isso ele se coloca como mágico (dança), oraculista (runas, cartas) e o único a quem o aluno/discípulo deve prestar culto (nem a Satã, a Jesus, a padres ou a outros Sacerdotes).
Para compreender melhor o primeiro verso “Eu sou a chama viva e ensino os jogos sagrados”, é preciso tratar do conceito de fogo para a Alquimia, do papel do prestidigitador como o mágico ilusionista e retomar algumas características do Tarô.
Em Alquimia, o fogo é o elemento que causa a mudança, a completa maturação. Considerado mágico e sagrado e sendo um dos compostos do enxofre, é tido como o elemento primordial, já que é a origem dos metais e minerais existentes. Essa teoria corrobora o significado da carta O Mago no Tarô: “a substância primordial, o ponto de partida, a causa primeira”, “o primeiro passo iniciático, a vontade básica no caminho para a sabedoria, a matéria primordial dos alquimistas”. Por isso O Mago da letra da música se intitula “a chama viva”.
Fogo no altar
Fogo no altar
Ilustração no Google Search
No trecho “e ensino os jogos sagrados / Ensino o segredo da dança”, podemos entender os “jogos sagrados” tanto como os truques, as mágicas e o ilusionismo praticados pelo Prestidigitador da Idade Média como também os jogos realizados com as cartas do Tarô, tido muitas vezes, como um jogo divinatório. As danças também faziam parte do ofício do Prestidigitador, muitas vezes combinadas com “a prática de charlatanismo” realizadas nas feiras onde passavam o tempo a vagabundear. Com o verso “jogo o futuro nas runas” temos uma referência direta às runas, que são as letras ou o alfabeto utilizado pelos povos germânicos e britânicos. Essas letras e alfabetos foram encontrados nas chamadas pedras rúnicas. As runas eram consultadas pelos povos pré-cristãos para a obtenção de respostas, como um oráculo e nas adivinhações.
O Mágico. Runas
O Ilusionista, de Hieronymus Bosch (1453-1516). Runas de Odin. Dança sagrada. Leitura de Tarô.
Nos versos “Chuto areia no rosto de Satã, vou colocar Jesus em seu lugar / Sacerdotes ou padres, é tudo a mesma coisa / Mago é o meu nome”, o Mago deixa clara a sua posição e o seu papel: é dele a decisão de quem vai ocupar o lugar de liderança, aqui ele assume seu papel de domínio sobre as escolhas e, neste caso, deixa claro que não importa a ocupação do sacerdote, seja ele um padre ou qualquer outro representante religioso, ou mesmo Jesus, pois ele é o próprio Mago e deve tomar seu posto na liderança. Ao chutar areia no rosto de Satã, O Mago deixa claro que é ele quem deve governar e não Satã, pois o ato de chutar a areia no rosto pode ser entendido como sinal de vitória sobre alguma questão de disputa. Significa deixar o derrotado comendo a poeira do chão.
E no último verso temos a “transformação” do professor no próprio Mago, aquele que detém a sabedoria, a palavra, do logos, o poder. Eis O Mago do título da letra, que se coloca de maneira mais incisiva. O Mago, então, reitera sua posição de domínio e poder, como veremos a seguir no que chamaremos neste estudo de refrão 2: “Ooh-oh, oh-oh, Mago é o meu nome / Ooh-oh-oh, oh-oh, Mago é o meu nome / Ooh-oh-oh, oh-oh, Mago é o meu nome / Ooh-oh, e a mágica é o meu jogo”. O professor do início, da letra da música se intitula O Mago e é ele quem controla e comanda a situação em que se encontra, e completa que a Mágica é o seu jogo.
O termo Magick foi criado por Aleister Crowley “para diferenciar a sua filosofia mágica dos espetáculos ilusionistas circenses, uma vez que no inglês moderno não existe distinção para ‘magia’ e ‘mágica’, além de fazê-lo sob uma ótica cabalística”. Nesta concepção, a mola propulsora da Magick é Vontade. A Magick nos coloca em harmonia com o próximo.
De acordo com o site www.ocultura.org.br/index.php/Magick, “Magick é a Ciência e a Arte de causar mudanças de acordo com a Vontade”. Com esta definição confirmamos umas das interpretações para a carta O Mago: a ele pertence o domínio, o poder. O Mago é o senhor da Vontade e da Palavra. É ele quem coloca toda a sua Vontade perante qualquer situação, é ele quem decide o que e como deverá ser feito. E é isso o que O Mago da composição de Dickinson Roy Z afirma de forma insistente: “Mago é meu nome”, seguido de “Mágica é o meu jogo”.
Aleister Crowley
Aleister Crowley em traje cerimonial.
 
Para mais informações, acesse:
www.clubedotaro.com.br/site/n43_4_chevalier.asp
www.ocultura.org.br/index.php/Magick
A Nova Era chegou!
Na terceira estrofe, “Agora que te conheço e você me conhece, temos segredos que podemos dividir / Podemos construir um novo amanhã a partir do lixo do passado / E não será a última vez, e estou contente por ter te encontrado”, O Mago confirma sua relação de proximidade com a pessoa para a qual se dirige: eles não apenas conhecem um ao outro de fato, como também compartilham segredos.
Ambos podem “construir o novo amanhã”, aprendendo com os erros do passado, isto é, “o lixo do passado, abandonando as ideias da Velha Era/Era de Peixes para criar um “novo mundo”, uma nova mentalidade proporcionada pelo movimento da Nova Era, cujas principais características seriam a igualdade, a fraternidade universal e o desenvolvimento espiritual, intelectual e tecnológico. Enfim, o Mago considera-se feliz por estabelecer essa ligação com a pessoa a quem ele se dirige.
Dickinson e Roy repetem o primeiro e o segundo refrões, concluindo o monólogo realizado pelo Mago.
Em relação aos elementos presentes na carta O Mago, temos que o caduceu é o emblema de Hermes/Mercúrio. Está relacionado, do ponto de vista esotérico, com o caminho da iniciação. No caduceu estão enroladas duas serpentes e na parte superior existem duas asas. As serpentes entrelaçadas “representam o número 8, símbolo do equilíbrio entre as forças antagônicas”. O caduceu também simboliza o movimento cósmico eterno e infinito. O símbolo do infinito pode representar ainda a eternidade, a duração de todas as eras astrológicas. O estilo e o papiro, por sua vez, podem estar relacionados tanto com o ofício de professor quanto com o próprio registro feito pelo alquimista em relação às suas experiências. Os demais elementos que aparecem na carta O Mago – a baqueta, a taça, a adaga e a moeda –, por sua vez, representam os naipes dos baralhos que conhecemos atualmente: paus, copas, espadas e ouros, respectivamente.
Tomando um a um de forma isolada, temos a baqueta que e assemelha à vara mágica usado em cerimoniais religiosos ou pelo próprio Mago; é também o bastão de comando, o instrumento de criação. Representa ainda, em relação ao professor, o intelecto, a cultura. A taça tem relação com o intelecto, a inteligência do professor, ou ainda, como o caráter místico dos rituais de forma geral, realizados pelo Mago. A adaga e a moeda também estão simbolicamente relacionadas com a inteligência e as qualidades intelectuais e filosóficas do professor; com o estudo, o esforço e a dedicação para adquirir conhecimento e inteligência prática.
Em termos alquímicos, poderíamos dizer, ainda, que os elementos baqueta, taça, adaga e moeda simbolizam os instrumentos utilizados para se alcançar a Grande Obra, pois com a baqueta, o alquimista – ou peregrino – cria; com a taça ele retém e mistura os elementos necessários para a obtenção da Pedra Filosofal, o Elixir da Vida Longa e a Panaceia Universal; a adaga simbolizaria a divisão, a separação dos elementos utilizados (como enxofre, mercúrio e sal, os elementos primordiais), e com o papiro e o estilo o alquimista registra suas impressões, valendo-se de uma linguagem alegórica e hermética, utilizada para confundir propositalmente ou desnortear os não iniciados na Alquimia.
 
Para mais informações, acesse:
http://www.clubedotaro.com.br/site/n43_3_quatro_naipes.asp
...as coisas não serão mais as mesmas
Como vimos, o tarô inspira artistas dos mais variados ramos. Neste caso, Bruce Dickinson e Roy Z, mais uma vez, construíram uma letra/monólogo com um arcano maior do tarô: O Mago. (Outro exemplo é o da letra A Torre/The Tower, assunto que trato no artigo A Torre: segurança ou colapso?, também publicado aqui no Clube do Tarô). Os autores incluíram ainda assuntos como Nova Era, Alquimia, Simbologia (os quatro elementos) e Oráculos (runas e tarô).
Nesta composição, há um professor que tenta a todo o momento convencer um aluno/discípulo de que este deve abandonar o modelo da Velha Era (“lixo do passado”) e seguir o que ele diz (construírem juntos “um novo amanhã”). Então, ele mostra por meio de um monólogo os esforços que empreendeu para chegar até essa pessoa e mostrar-lhe o melhor caminho. É um monólogo, pois como diz a própria definição da palavra, apenas o professor/Mago fala, somente ele tem a Palavra e a Sabedoria suficientes para falar com o aluno, sem se importar com sua opinião ou resposta.
Pertencem ao Mago a habilidade, a capacidade e o poder para convencer seu interlocutor. Porém, se suas propostas e visões serão fecundas e sábias ou mentirosas, enganosas e desonestas, isso só o aluno/discípulo poderá avaliar e dizer. Cabe somente a esse aluno decidir se vale a pena ou não deixar os velhos hábitos e encarar a Nova Era.
 
Referências:
CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de Símbolos: mitos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números. 24ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2009 (verbetes fogo e água).
CROWLEY, Aleister. O livro de Thoth: um curto ensaio sobre o tarô dos egípcios. 1944.
RESSETTI, R. Roney. A alquimia. Veja em: www.veele.files.wordpress.com/2009/07/a-alquimia.pdf
Simone Gomes Omega
gommes78@gmail.com e
www.facebook.com/simonegomes78
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
Edição: CKR – 4/10/2016
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