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23 de outubro de 2017

Responsável: Constantino K. Riemma


O Cavaleiro de Copas à flor da pele
Bernard Aiê
O verbo amar funciona de uma forma bem curiosa em nosso idioma. Ele é um verbo transitivo direto, ou seja, é um verbo que precisa de um complemento. Mas esse complemento vem acoplado ao verbo, isto é, não se usa nenhuma preposição entre o verbo e seu complemento. Quando alguém diz “eu amo”, esse alguém diz amar alguma coisa. Mas por quê isso é relevante para falarmos sobre o Cavaleiro de Copas? Bom, por amar ser a condição de existência desse arcano – e eu não digo amor apenas no sentido erótico, mas amor por qualquer coisa – me ocorreu que o funcionamento deste verbo explicava bem a própria dinâmica do Cavaleiro de Copas.
Uma imagem para o Cavaleiro de Copas
Um cavaleiro ardoroso
Ilustração encaminhada pelo autor do artigo
Ora, se estamos traçando uma analogia entre o funcionamento verbal da palavra amor e o perfil do Cavaleiro de Copas, podemos arriscar alguns palpites: nada separa o Cavaleiro de Copas do seu objeto de desejo, nada! A única coisa que ainda insiste em permanecer entre o Cavaleiro de Copas e seu objeto amado é a própria pele dele. Sim, a pele é o único limite que o Cavaleiro de Copas consegue sentir, mas sobretudo respeitar e amar profundamente. É que pra ele a pele nunca é uma superfície, a pele é o mais profundo!
A profundeza de pele do Cavaleiro de Copas nos fala da sua capacidade de sentir o mundo através do seu movimento e de tudo aquilo que o toca. E tocar um Cavaleiro de Copas é sempre esperar que ele retribua o gesto com sua intensidade característica. Se o Cavaleiro de Copas pudesse dar um conselho pra toda a humanidade, eu arrisco dizer que o conselho seria esse: Afundem-se na superfície da pele, percam-se na pele, movimentem-se pela pele, tenham amor pela pele! Um ser tão apaixonado quanto nosso cavaleiro não poderia se movimentar por outro motivo, não é mesmo?
Cavaleiros dde Copas nos tarôs  Crystal e Scarabo
O Cavaleiro de Copas nos tarôs Crystal e Lo Scarabeo
Um Cavaleiro de Copas só é capaz de parar o seu cavalo quando encontra alguém para oferecer uma carona em sua garupa. Sim, geralmente quem vai andar com a Cavaleiro de Copas precisa acompanhar o ritmo dele. Mas eu posso afirmar: subir nesse cavalo e cavalgar agarrado na cintura de nosso cavaleiro é uma aventura que levamos pra vida inteira. Não, ele não oferece passeios monótonos ou roteiros lentos, pois o ritmo dele é acelerado. Ele quer viver todos os amores, ele precisa viver um milhão de paixões, ele busca ser preenchido com todo amor que houver nessa vida. 
Ele não é um arcano que fala de medrosos ou inseguros. E também não é um arcano que fala de ser irresponsável e não ter projetos futuros. Pelo contrário! O Cavaleiro de Copas, em sua vibração original e positiva, apresenta uma responsabilidade com o outro que é fundamental e, além disso, uma incrível capacidade de se movimentar por aquilo (quem) ele ama. Para ele, a única coisa que importa é que “ao tocarmos uma alma humana, que sejamos apenas outra alma humana".
Bernard Aiê é tarólogo, astrólogo
e professor de tarot/astrologia
www.facebook.com/bernardaieoficial
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
Edição: CKR – 27/09/2017
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