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19 de novembro de 2017

Responsável: Constantino K. Riemma


Aviso aos navegantes
Jaime E. Cannes
O Tarot é um espelho!
Já disse inúmeras vezes, mas se faz necessário repetir e repetir... O tarot é um maravilhoso instrumento de divinação, revelação de prognósticos, aconselhamento, orientação e reflexão sobre o presente, como também sobre o passado, o futuro e sobre nós mesmos e nossas atitudes... Porém, não substitui a necessidade de se viver a própria vida e assumir para si a responsabilidade da própria existência! 
Imagens do Osho Tarot
Cartas do Osho Tarot
O que tem de pessoas que me escrevem dizendo que consultaram este e aquele tarólogo e que as respostas mudavam e, por isso, haviam concluído de que o tarot estava confuso... Oi? Quer dizer então que uma pessoa não se contenta nunca com uma resposta, vai num profissional e ouve uma narrativa, mas mesmo sendo positivo o que ouviu, sente necessidade de confirmação e, então, vai noutro. A narrativa muda um pouco, o tarot é afinal um instrumento de revelação de um determinado momento da vida de quem retira as cartas e cada momento muda porque atuamos sobre ele, consciente ou inconscientemente. Sem falar na competência de cada intérprete e na afinidade com a linguagem oracular que ele desenvolve, são variáveis que sempre devem ser levadas em conta.
A referida pessoa acha então que se algo mudou a revelação que ela ouviu não é consistente, e sai à procura de outro e outro e, no fim, conclui de que o tarot é que está confuso! Mas ela, é claro, não está nada confusa! Se o tarot é um espelho, de onde virá a confusão detectada, do reflexo ou do espelho? Usando outro exemplo, se você se vê gorda no espelho, o espelho é que a engordou?
Enquanto houver pessoas que insistam em que os oráculos revelam algo fora delas, será impossível para essas pessoas extrair do trabalho de orientação com os sistemas simbólicos – como o tarot, a astrologia, a numerologia, o I Ching, etc  – o seu melhor e crescer e se desenvolver com isso...
Não existe jeito certo ou errado de ler o Tarot
Ninguém é "meio tarólogo" só porque prefere fazer leituras  utilizando apenas os arcanos maiores...! Isso vem do processo intuitivo de cada um e, portanto, é profundo, pessoal e intransferível! Já vi tarólogos fazerem descrições profundas usando este método, enquanto outros experts na utilização de todas as lâminas não chegaram nem perto...
Atualmente utilizo os setenta e oito arcanos misturados nas sessões presenciais de Tarot, mas por muitos anos fiz leituras só com os maiores, porque era apaixonado por um certo baralho que tinha apenas os vinte e dois trunfos. E, nas consultas online, ainda prefiro proceder deste modo!
Claro que aconselho a quem assumir o papel de professor de Tarot, que tenha, sim, um bom conhecimento e prática na interpretação dos dois conjuntos (maiores e menores) na lida com a tarologia. Afinal, você não pode levar o outro, com segurança, onde você mesmo nunca esteve, não é verdade?
O Carro e a Força no Crowley Tarot
O Carro e a Força no Crowley Tarot
Acho pertinente citar três princípios que considero fundamentais para quem está estudando o Tarot:
Entenda que não existe o jeito certo ou errado de se ler Tarot. E tão pouco o melhor método de leitura. Portanto se seu professor ensinou que o melhor método de disposição das cartas é o americano, que mistura os arcanos maiores e menores, ou pelo contrário, que o melhor mesmo é o método europeu que separa arcanos maiores e menores nas leituras, e que um bom tarólogo usa sempre todos os arcanos sobre a mesa... Ou pelo contrário, se ele diz que não existe isso de arcanos menores, que toda a verdade está apenas nos vinte e dois trunfos, entenda que isso não é uma verdade absoluta sobre o Tarot! Trata-se da visão do seu professor, baseada nas experiências e vivências dele. Elas devem ser consideradas, sim, mas não devem inibir você de fazer suas experiências e testar todas as formas e métodos de leitura! Você tem o direito de formar sua própria visão de tarologia!
Da mesma forma saiba que não há o melhor sistema de disposição das cartas! Não importa se disseram a você que a Mandala Astrológica é o sistema mais abrangente, ou de que a Cruz Celta é o mais preciso... As leituras de Tarot são formas de ampliação da consciência tanto para leitores quanto para consulentes. A forma de disposição das cartas é o caminho pelo qual essa experiência se dará, portanto não pode ser imposta por regras ou convenções, simplesmente porque não faz sentido! Todo o trabalho dentro do mundo dos símbolos é de cunho intuitivo e, como já disse antes, é portanto pessoal, profundo e intransferível! Daí vem o terceiro conselho...
3° Aprenda tudo sobre Tarot, teste tudo também! Uma coisa é você deixar de fazer porque é um ignorante sobre o tema, ou que se deixou levar pela experiência, ou mesmo pela ignorância ou visão estreita de um professor ou autor. Outra coisa é ser alguém que explorou todas as possibilidades e acabou escolhendo as que melhor se adaptavam à sua visão de vida, intelectual e espiritual. No futuro, se escolher se tornar um professor de tarologia, lembre-se de dar a mesma liberdade ao seu aluno, estimule-o a testar outros métodos e sistemas conjuntamente aos que você ensinou. Afinal, não se trata mais só de você, mas da trajetória de outra pessoa... Seu dever é dar, sim, uma formação consistente e completa, mas também o de estimular a pesquisa interior e intuitiva, tanto quanto a racional e objetiva.
Baralho Lenormand não é Tarot Cigano!
O que tem de gente que vem me contar que marcou consulta com a taróloga fulana de tal, e ao chegar lá o que a mulher abriu foram as "cartas ciganas"; diz também se constrangeu em dizer que não queria aquele atendimento e que conhecia bem o que era tarot...! Que fiasco! Esse vício vem lá dos anos 90 quando a Kátia Bastos lança uma versão própria do baralho Lenormand, chamando a esse baralho de Tarot Cigano... Perpetrando assim um longo e incrível equívoco que ainda perdura, e que muitas vezes mais parece má fé de certos profissionais.
Cartas do bralho Lenormand
Cartas do baralho Lenormand
Nessa época a cartomancia andava meio em baixa, então os livreiros resolveram chamar todo baralho oracular de tarot, pois a tarologia era uma verdadeira febre! O Lenormand nem ao menos é cigano! É uma versão francesa que foi criada, levando o nome de Madame Lenormand, a partir de um baralho alemão anterior (o Jogo da Esperança, de Johann Kaspar Hechtel)... No mundo todo é conhecido como cartomancia Lenormand ou cartomancia francesa... No Brasil ficou conhecido como cartas ciganas. Ciganos são exímios em fazer leituras e prognósticos, mas não criaram um baralho seu. Foram, sim, os primeiros usar o tarot de modo divinatório, até onde se sabe, mas o único sistema oracular legitimamente cigano é a quiromancia, ou a leitura das linhas das mãos. Quem lê essas cartas é um cartomante, e não um tarólogo! O tarólogo é sim um cartomante também, mas que se utiliza de um baralho específico com mais desdobramentos arquetípicos, que é o tarot!
E como já disse na página "A História do Tarot" do meu blog: O tarot é um conjunto de 78 cartas divididas entre 22 arcanos (segredos ou mistérios) maiores e 56 arcanos menores. Esses últimos têm ainda uma subdivisão de 16 cartas com figuras humanas de reis, rainhas, cavaleiros e valetes (a  Corte) e 40 cartas numeradas de 1 a 10 divididas em quatro naipes, como no baralho comum, paus, copas, espadas e ouros. Se um baralho tiver mais ou menos cartas, ou faltar qualquer uma das estruturas citadas, não é nem melhor, nem pior, apenas não é Tarot! Não é um descendente do baralho medieval original, o que também não significa que não funcione nem seja bom!
Saiba mais sobre as origens do Baralho Lenormand no texto de Alexsander Lepletier.
Jaime E. Cannes, professor e consultor de tarô desde 1988, 
é astrólogo, numerólogo, mestre e terapeuta Reiki.
www.jaimeecannes.com e www.tarotzenreiki.blogspot.com
Outros trabalhos seus no Clube do TarôAutores
Edição: CKR – 19/10/2017
  Baralho Cigano
  Tarô Egípcio
  Quatro pilares
  Orientação
  O Momento
  I Ching
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