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15 de dezembro de 2018

Responsável: Constantino K. Riemma


O alvo do tarólogo
Giancarlo Kind Schmid
 
O que é 'um alvo errado', segundo o pensar de um tarólogo?
Antes de respondermos essa pergunta, consideremos o termo 'alvo' como 'mira, meta, centro de interesse'. Qual é, então, nosso alvo enquanto profissionais da área? Os consulentes. Porque, todo trabalho que realizamos, ao final, se destina a dar um atendimento prestimoso a quem nos procura. Qualquer coisa que façamos para (e pelo) tarô tem como meta final nossos consulentes e a compreensão de sua plural natureza e realidade de vida.
Então, o que podemos chamar de 'alvo errado'? Tirar o foco de cima do consulente e destiná-lo somente para si. Sim, precisamos reconhecer que somos tão somente veículos de uma causa maior. Não estudamos uma vida toda para acumular informações e nos tornarmos 'mais poderosos'; estudamos para fazer do conhecimento, salvaguarda humana! O tarô tem essa capacidade de ser uma via de mão dupla: ele nos remete ao autoconhecimento ao mesmo tempo em que nos torna instrumento para incitar o próximo ao crescimento e superação pessoal. Ou seja, quanto mais crescemos como seres humanos, mais humanos nos tornamos como profissionais.
O alvo do tarólogo
O alvo do tarólogo
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Voltemos à pergunta: 'o que é um alvo errado'? Fazer do tarô meio para autopromoção, comercialização torpe, assédio mágicko. Quem somos nós, tarólogos? Detentores de algum poder especial? Não! Somos tradutores/intérpretes simbólicos da vida. Tal qual um tradutor de uma obra, este não é proprietário intelectual, apenas um agente facilitador para universalizar a linguagem. Sempre afirmo: "o tarólogo morre, o tarô fica".
Portanto, se o nosso trabalho promove melhorias, traz qualidade de vida para o consulente, engrandece-o como pessoa, promove sua conscientização e reequilíbrio pessoal, então, estamos focando o alvo certo, mirando adequadamente. Não somos milagreiros, capazes de livrar o consulente de suas dores se o próprio envolvido não decidir sair do processo. O tarô mostra o futuro, não para ficarmos fitando-o como um quadro na parede, mas como uma cena de uma peça teatral na qual somos sempre os personagens principais, onde precisamos interagir. O tarô não traz o futuro até nós; o tarô nos leva a repensar o futuro, revelando-o.
O 'alvo errado', sempre, será aquele em que o tarólogo colocar-se acima do tarô. A pedra da cumeeira da pirâmide tarológica é o nosso amado baralho. Somos a base. O saber (conhecimento) está no meio da pirâmide. Um círculo em volta da pirâmide é o nosso público. Nossa função é emitir força suficiente para emanar através do saber toda energia para o tarô fazendo com que esse emane para o consulente. Se um desses pontos entrar em desequilíbrio, todo o trabalho está fadado ao fracasso. Lembro: o tarólogo nunca deve ocupar o topo da pirâmide, pois, do contrário, o tarô estará sendo instrumento, pura e simplesmente, para autopromoção. Tanto o ‘tarô’, como o ‘saber’ e o ‘tarólogo’ devem estar em fluxo contínuo, se retroalimentando. Quanto mais equilibrados esses três pontos, mais atraímos consulentes em nossa direção (e obtemos, também, mais conhecimento sobre a vida).
Portanto, não importa se você entoa mantras, pinta tarôs, planta bananeiras, usa o tarô como divinação, terapia, ludicamente, etc., se o alvo for o consulente, conquanto o trabalho seja respaldado no saber e sejamos um bom instrumento de auxílio para quem nos procura!
Ler o tarô é uma forma de aprender com o erro do consulente o que jamais deveremos fazer em nossa vida; ler o tarô é aprender a nos educarmos através do saber, dignificando-nos como seres humanos, humanizando quem nos procura; ler tarô é permitir que o autoconhecimento guiasse nossos passos - sempre!
fevereiro.13
Contato com o autor:
Giancarlo Kind Schmidwww.taroterapia.com.br
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
 
  Baralho Cigano
  Tarô Egípcio
  Quatro pilares
  Orientação
  O Momento
  I Ching
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