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15 de dezembro de 2018

Responsável: Constantino K. Riemma


Por que devemos escutar
Fátima Mônaco
 
Terapeuta de Família
 
É oportuna a divulgação deste texto como subsídio ao trabalho de consultores, tarólogos, por lembrar que a verdadeira ajuda vai além do falar e dar recados.
Traz um ponto de vista que contribui para a sessão de estudo Tarô e Terapias, que será realizado dia 14 de setembro de 2013, em São Paulo, com a participação de Lindalva R. de Barrro, Teca Mendonça e Constantino K. Riemma. Veja detalhes.
 
Por mais que queiramos aquietar nossas mentes estamos sempre tagarelando, mesmo em silêncio. Está cada vez mais difícil utilizar-se da “escuta verdadeira” para se ter uma boa compreensão e comunicação com nossos semelhantes.
Obviamente que só amamos e conhecemos verdadeiramente a quem ouvimos e para colocar em prática “a arte de ouvir” é preciso muita dedicação, interesse e disponibilidade.
Como então devemos escutar aqueles que estão mais próximos de nós, como os nossos filhos e amigos mais próximos, marido e mulher e até aqueles que ainda não conhecemos? Logicamente que não existem fórmulas preparadas para este fim, mas devemos levar em conta que ouvir é se colocar em silêncio com outra(s) pessoa(s), sem julgamentos e sem conselhos. Simplesmente ouvir com paciência, numa escuta ativa, receptiva, sensível e aberta. Permanecer tranquilo, concentrado no que se escuta, nas experiências do outro, estando totalmente presente com o outro.
Escutar é uma arte
Escutar é uma arte
Escultura francesa de autor desconhecido
Acredito que o fator tempo seja inimigo de uma boa escuta, daí a necessidade da disponibilidade para que a escuta seja feita com a atenção necessária.
Muitas das vezes nossos filhos querem um pouco de atenção (escuta) e estamos distraídos o bastante para não levarmos a sério “aquele sonho que ele teve” ou “seus anseios diários” e não conseguimos estar atentos às suas necessidades, suas alegrias, tristezas e dúvidas. Seremos pais se nos esforçamos para sermos casal e ou cuidadores responsáveis e somente através do nosso testemunho é que eles entenderão que além de provedores e cumpridores de nossos deveres também transmitimos o amor. Na realidade sabemos que não são poucos os casais e famílias carentes de uma escuta e necessitando de uma atenção e diálogo.
Para ouvir nossos filhos vale à pena prestar atenção em nossa escuta com os nossos companheiros porque tudo é um reflexo de como estamos na vida e fazer da escuta um estilo de vida, um hábito e até uma necessidade vital.
Para ouvir precisamos nos conhecer, termos paz interior, tranquilidade, disponibilidade e o mais importante: querer ouvir; ter o desejo de escutar, acolhendo o que é dito e o não dito, pois, desta forma penetramos no íntimo dos nossos filhos e das pessoas que ouvimos. Só assim participamos de suas vidas de uma forma criativa e poderosa.
Quando ouvimos criativamente não ficamos simplesmente em posição de escuta, mas refletimos com o outro, ampliamos o entendimento, pedimos detalhes do que ouvimos, sempre com o objetivo de ajudá-lo. Deste modo estamos conhecendo o outro e podemos cuidar dele.
Um requisito indispensável para uma boa escuta é o senso de reverência e de respeito para não se repetir a outros aquilo que foi escutado. De outro modo como teremos confiança uns nos outros?
Por fim, como disse Dom Cipriano em seu artigo “Aprender a escutar” (Revista Jesus vive e é o Senhor. Ano XXIX, nº 340): “A escuta nunca é superficial, artificial ou estática. Ela é quente, tem calor humano, é interessada, é participante. Procura conhecer para cuidar do outro. É amor em ação”.
Informações sobre a autora:
Fátima Mônaco é Terapeuta de Família e participa do
CEFAC - Centro de Estudo da Família e Casal - Salvador-BA
Outros textos do acervo do Centro:
www.cefacbahia.org.br/pag_internas/publicacoes/historico.htm
Edição: ckr
setembro.13
Frase do Dalai Lama sobre a riqueza da escuta
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