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15 de dezembro de 2018

Responsável: Constantino K. Riemma


A percepção pessoal e simbólica dos arcanos
Jaime E. Cannes
 
Este exercício proposto por Mary K. Greer tanto serve para o autoconhecimento, quanto para a memorização e personificação dos significados dos arcanos, especialmente para quem está começando a estudá-los. Ao relacionarmos o simbolismo do tarot às vivências pessoais torna-se muito mais fácil memorizar seus significados.
A execução em si é bem simples, mas é preciso que se tenha algum conhecimento básico de astrologia para que seu entendimento seja pleno. O quadro abaixo mostra a relação entre arcanos do tarot e os signos e planetas da astrologia, ordenados no sentido horário:
Casas e planetas
As casas astrológicas com seus signos e planetas correspondentes
    Signos
Áries: O Imperador Touro: Hierofante Gêmeos: Amantes Câncer: O Carro
Leão: A Força Virgem:  O Eremita Libra: A Justiça Escorpião: A Morte
Sagitário: Temperança Capricórnio: O Diabo Aquário: A Estrela Peixes: A Lua
    Planetas
Sol: O Sol Lua: A Sacerdotisa Mercúrio: O Mago Vênus: A Imperatriz
Marte: A Torre Júpiter: Roda da Fortuna Saturno: O Mundo Urano: O Louco
Netuno: Enforcado Plutão: O Julgamento    
    Casas Astrológicas
Casa I (Ascendente): O eu, a aparência, como recebo e respondo aos estímulos do mundo exterior.
Casa II: Valores materiais e morais, autoestima, bens, finanças, onde se busca segurança.
Casa III: Redes locais de contatos, comunicação, relação com o meio ambiente próximo; parentes como irmãos e tios, viagens curtas.
Casa IV: Fundação, família, a mãe, o ambiente doméstico, a alma, o passado, a infância.
Casa V: Autoexpressão, ego, criatividade, lazer, prazer, marketing pessoal (o que você quer que os outros pensem a seu respeito), erotismo.
Casa VI: Trabalho, saúde, como organizamos e vivemos o cotidiano, qualidade de vida.
Casa VII: Parcerias, sociedade, casamento, relacionamentos com outras pessoas.
Casa VIII: A morte, o que deve ser transformado para a evolução, recursos que vem dos outros (ex: heranças); magia, ocultismo.
Casa IX: Filosofia de vida, estudo acadêmico, temas superiores, espiritualidade, religiosidade; viagens longas e assuntos ligados ao estrangeiro.
Casa X: Ambições, disciplina, materialidade, como o mundo o vê, o pai; profissão, carreira, missão de vida.
Casa XI: Afinidades sociais, grupos a que pertence ou se relaciona, Mestres, visão do futuro.
Casa XII: Preocupação com o social, altruísmo, a busca pelo transcendente, o desafio do Carma pessoal.
A roda zodiacal
O zodíaco com os signos dispostos em sua ordem usual, no sentido anti-horário
Bem, agora pegue seu mapa astrológico natal e arrume na mesa os arcanos seguindo a relação acima, mas dentro da ordem do seu mapa. Por exemplo, se tiver Câncer no ascendente, casa I, você deverá colocar ali a carta “O Carro”, assim na casa II, sob a regência de Leão, coloque a carta “A Força” e siga assim a ordem da roda até percorrer as doze posições e os doze signos zodiacais. Ao completar a mandala preencha as casas com os arcanos correspondentes aos planetas. Se tiver Sol em Escorpião coloque o arcano “O Sol” na casa onde se encontra a carta “A Morte”. Não tente fazer com isso uma análise astrológica, faça uma interpretação tarológica mesmo.
Nesse exemplo, a carta “A Morte” deverá estar na quinta casa, já que o ascendente está em Câncer. Essa posição corresponde ao lazer, prazer, criatividade, erotismo e autoexpressão. Perceba como isso se dá com a presença do décimo terceiro arcano aí: e a influência do Sol, atenua essa regência? Enfatiza ainda mais? De que modo? Se já fez a leitura do seu mapa astrológico esse exercício poderá trazer percepções novas sobre você mesmo e complementará de modo interessante e significativo o estudo do seu mapa astrológico natal.
Seguindo ainda a roda do exemplo dado, a casa VII (que rege relacionamentos, parcerias e casamento) estará sob a égide do signo de Capricórnio, que, transmutado num arcano do tarot, será “O Diabo”. De um signo rígido e reservado surgirá um arcano que também pode reger a supressão dos instintos naturais, justamente por “demonizá-los”, mas que por sua natureza revela tendências passionais. Como reconhece isso em sua vida? Você vive sua passionalidade ou também aprendeu que ela é um bicho incômodo que deve estar amarrada e enjaulada?
O zodíaco e as cartas do tarot
Símbolos dos arcanos do tarot associados aos signos zodiacais
Greer não dá maiores explicações sobre o que fazer com signos interceptados nem com o surgimento de um Stellium. Um signo interceptado é aquele que está contido dentro de uma casa tão ampla que ele não toca seus limites, também chamados de cúspide, nem no começo e nem no fim dessa casa. Se um signo estiver interceptado o seu oposto também estará. Assim, se possuir Aquário interceptado, Leão também estará. Na mandala do seu mapa vai parecer que um signo foi “pulado”. Como proceder então? Nesse caso, recomendo que se considere o arcano correspondente como invertido, sinalizando uma força que está bloqueada em seu fluxo. Se houver ali planetas e, portanto, arcanos correspondentes, observe se eles estão facilitando o fluxo dessa energia bloqueada ou se a estão travando ainda mais.
Um Stellium é uma conjunção múltipla de três ou mais planetas num mesmo signo. Essa conjunção tem uma sucessão próxima com orbe de até 10º (dez graus). Uma conjunção dessas enfatiza o surgimento de dons, talentos e habilidades relacionados ao signo que ela enaltece. Exalta-o tanto positiva quanto negativamente. Nesse caso, ao fazer a conversão para os arcanos, coloque na ordem do menor para o maior grau dos planetas da conjunção. No exemplo citado vamos supor que o Sol a 11º de Escorpião esteja num Stellium com Lua a 12º, Marte a 17º, e Júpiter a 19º desse mesmo signo. Ao colocar os arcanos correspondentes aos planetas sobre a carta da Morte, que representa Escorpião, siga a ordem do menor para o maior, que ficaria assim: O Sol, A Sacerdotisa, A Torre e A Roda da Fortuna. Colocados em sequência, os arcanos vão tornar mais clara a interpretação do seu simbolismo na roda zodiacal.
Anote suas percepções, faça essa roda zodiacal muitas vezes. Não force o que à primeira vista parecer não fazer sentido, lembre-se que este também é um exercício de autoconhecimento. Suas percepções irão ampliando-se à medida que você for se conhecendo mais. Pesquise mais sobre o significado das casas astrológicas e anote somente o que for relevante para você. Faça muitas vezes esse exercício, lembrando-se de abrir, entre um e outro, um intervalo que varie entre três e seis meses pelo menos.
Contato com o autor:
Jaime E. Cannes, professor e consultor de tarô desde 1988, 
é astrólogo, numerólogo, mestre e terapeuta Reiki.
www.jaimeecannes.com e www.tarotzenreiki.blogspot.com
Outros trabalhos seus no Clube do TarôAutores
Edição: CKR – 02/01/2015
Revisão: Ivana Mihanovich
  Baralho Cigano
  Tarô Egípcio
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