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11 de dezembro de 2018

Responsável: Constantino K. Riemma


 
A Tarô e o tarólogo
 
 
Por
Mara Rúbia Ribeiro
 
 
    O tarô é conhecido como o espelho do inconsciente, pois revela a nossa realidade interior através de seus arquétipos e simbolismos.  É o revelar de um novo caminho ou uma nova postura diante dos objetivo que nos propomos a seguir. Seu efeito espelho permite uma dinâmica entre os símbolos e o inconsciente do consulente permitindo o que Carl Jung chama de “Principio de conexão não-causal” que liga a psiquê do indivíduo ao mundo material formando uma só energia em duas distintas partes. Segundo o site Tarô e Simbolismoa leitura de Tarô é somente a ponta do iceberg, o seu uso é infinito nos permitindo o desenvolvimento espiritual, autoconhecimento, equilíbrio (...) O Tarot nos fornece essas indicações, porque nos mostra novas perspectivas e enxergar além do problema”.
Fotomontagem de Bruno Lomio
    O responsável em levar toda bagagem racional e espiritual para o indivíduo que se dispõe a procurar o tarô como forma de se libertar da crise existencial é o tarólogo, ou seja, uma pessoa que com seu dom e dedicação faz da tarologia uma profissão que ajuda as pessoas a trabalharem o seu inconsciente induzindo-a a organizar o que há de melhor dentro de seu espírito abalado, fazendo com que as pessoas melhorem no presente o passado que ficou e organize seu futuro melhor do que o presente que está passando. O estudo do tarô é uma ferramenta que, bem usada, liberta o homem do medo e da ignorância.
    Segundo Luiz Costa sobre o estudo do tarô, “Desde seu uso junto às artes divinatórias até o uso pessoal voltado para o autoconhecimento seu estudo, levado com seriedade e honestidade de propósitos, vem abrindo a mente humana e reaproximando o homem de sua Divina Fonte”. (www.luiz-costa.zip.net)
    O tarólogo é aquele que, em seus estudos, observa os símbolos contidos nas cartas e a história que cada uma conta, sua mente deve estar aberta e livre de tendências externas que determinam e direcionam sua interpretação. Por isso o tarô deve ser visto como um mapa, um guia que nos leva a algum lugar onde queríamos chegar, mas não tínhamos condições sozinhos.
    Segundo Sallie Nichols na obra Jung e o Tarô, “A projeção do nosso mundo interior no exterior não é coisa que fazemos de propósito. É simplesmente a maneira como funciona a psique. Em realidade, a projeção acontece de forma tão contínua e inconsciente que costumamos não dar tento de que ela está acontecendo. Não obstante, tais projeções são instrumentos úteis à conquista do autoconhecimento. Contemplando as imagens que atiramos na realidade exterior, como reflexos de espelho da realidade interior, chegamos a conhecer-nos”. (p. 26)
    Desta forma o tarólogo sério buscará ser um eterno estudioso ira deslumbrar junto ao seu consulente o que existe em sua psique e buscará sem interferir em seu livre arbítrio orientá-lo dentro da ética.
    Ser tarólogo além de profissão séria é uma opção de vida, pois a pessoa que aceita esta missão guarda a chave do destino de seu consulente e só a entrega, quando este se dispõe a abrir o portal que o leva a enxergar novos horizontes.
Fontes:
1. http://www.luiz-costa.zip.net/
2. http://www.sobresites.com/taro/simbolismo.htm
3. Sallie Nichols, Jung e o Tarô, uma jornada arquetípica. São Paulo, Ed. Cultrix, 1995
maio.08
Contato com o autor:
Mara Rúbia Ribeiro - www.tarotespiritualidade.blogspot.com
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