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13 de dezembro de 2018

Responsável: Constantino K. Riemma


 
O tarólogo e o seu trabalho
 
 
Por
Valéria Fernandes
 
    
    Pretendo esclarecer primeiramente que tarólogo é aquela pessoa que usa o tarô para orientar, planejar, traçar caminhos, metas, perfis, entre outros. Juntamente com quem o procura, estuda, examina e mostra as probabilidades e as possibilidades possíveis para as mais diversas situações, seja para uma pessoa física ou jurídica. Com este pequeno exemplo das muitas faculdades que exerce este profissional, desejo salientar que, como instrumento de trabalho só se usa as cartas de tarô. Quaisquer outros oráculos, terapias, religiosidades e crenças que façam parte da vida do profissional da área, aparecem para agregar, e não como pré-requisito para que um bom trabalho seja desenvolvido. Acho completamente válidas tais agregações, e em muitas ocasiões me valho destes recursos, no entanto, não é esta junção que vai fazer uma leitura ser melhor ou pior. Independente de ter um certo cristal na mesa, um incenso queimando, um ambiente misticamente preparado, o tarô funcionará da mesma forma, sem absolutamente ser necessário um ritual prévio.
Ilustração de um velho sábio. Fonte desconhecida.
    Um tópico importante a ser lembrado é a associação constante feita entre ser tarólogo e possuir algum tipo de vidência ou paranormalidade. Creio que este tipo de distorção cause grandes dissabores para quem dedica parte de sua vida ao estudo do tarô, pois são campos completamente distintos e um a não depende do outro. O que pode eventualmente acontecer é do tarólogo também ter algum dom desta natureza, o que poderá subsidiar seu trabalho com as cartas.
    Para quem está começando agora a penetrar neste universo fantástico, vale lembrar que o tarô requer dedicação de uma vida toda, visto que é uma fonte inesgotável de sabedoria.
    No que diz respeito aos atendimentos, é fundamental dominar as simbologias das lâminas e os métodos de tiragens, e, essencialmente, ter amor e respeito ao ser humano, pois é “alma” do outro que está literalmente em jogo no ato de uma consulta. Manter uma relação intrínseca com a psicologia, também julgo fundamental para interpretação dos arcanos em todos os níveis.
    Quando se trata da questão ensinar, acredito que o tarólogo/professor, além de arcar com a responsabilidade de ter pleno conhecimento do seu material, que começa nas mais divergentes vertentes do surgimento do tarô, deve ter uma boa didática, bem como habilidade para se fazer entender de forma clara e coesa, a qual é revelada pela boa comunicabilidade.  
    Faço votos que o resumo da minha visão e todas as que serão apresentadas neste espaço, possam contribuir efetivamente para desmistificar alguns pontos e esclarecer tantos outros para o bem comum.
maio.08
Contato com a autora
Valéria Fernandes - www.taroetaro.blogspot.com
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