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20 de junho de 2019

Responsável: Constantino K. Riemma


Anel do Nibelungo | Mitologia e Cosmogonia | Presença do Sagrado
Mitologia - Cosmogonia
Douglas Marnei
Mitologia
Os mitos se encontram profundamente enraizados no inconsciente coletivo de todos os povos. Mesmo em estado latente, o mito é atuante, pois fornece elementos para a compreensão do passado das sociedades, dando suporte para valores morais e filosóficos necessários para orientar nossas ações e decisões no tempo presente.
Seu propósito é tornar acessíveis e compreensíveis, aos seres humanos, as verdades universais. Graças aos mitos, o Homem é levado a sentir ver e reconhecer a realidade em um sentido metafísico e seu significado é apreendido pela intuição e não pelo raciocínio lógico. Enquadradas em uma dimensão sutil, as descrições míticas das figuras sobrenaturais revelam sua natureza sagrada e possibilitam sua utilização em nosso ambiente telúrico.
Eles nos revelam a verdade da mesma maneira que os sonhos, ou seja, na linguagem da metáfora e dos símbolos. Os mitos e os sonhos são valiosos instrumentos para que as pessoas reconheçam, através de personagens, símbolos ou situações, alguma coisa que elas identificam na profundidade de sua Psique.
Ugallu uma figura mítica
Ugallu - exemplos de representação de uma figura mítica sobrenatural
Imagens em www.arcanoteca.blogspot.com/2014/10/bestiario-mitologico.html
Os arquétipos presentes nos mitos podem encontrar ressonância em aspectos psicológicos de nossa personalidade, possibilitando levar o indivíduo a reflexões e mudanças de comportamento. Através destes arquétipos, as divindades se fazem presentes em nossa dimensão e nos permitem interagir com eles por meio de rituais e meditações, alcançando a solução de problemas e a cura de distúrbios.
A Astrologia também utiliza os arquétipos mitológicos para fazer a análise dos temas. Seguindo o princípio da Correspondência de Hermes Trimegistro, segundo o qual “o que está em cima corresponde ao que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima”, os astrólogos usam uma linguagem analógica para estabelecer conexões entre o que está representado no céu e o que acontece no plano terrestre.
Cosmogonia
No início dos tempos, o grande caos rugia
Não havia mar, nem água, nem areia,
Nenhuma terra abaixo, nenhum céu acima,
Somente um vão profundo, em que nada existia.
Völuspá, Edda poética
 
A partir deste abismo primordial chamado Ginnungagap surgiram dois reinos: ao Sul o reino do fogo cósmico chamado Muspelheim e ao Norte o reino do frio e da escuridão chamado Niflheim.
Estes dois mundos foram se aproximando e formando um equilíbrio, com o fogo derretendo o gelo e este apagando aquele, até formarem o mundo como o conhecemos que passou a ser denominado Midgard.
No centro deste mundo encontramos Yggdrasil, o Freixo do mundo, cujos galhos se espalhavam sobre a Terra e atingiam os Céus. Ela possuía três raízes e sob cada uma delas existia uma fonte: na primeira nascente, chamada Urdh estavam as Nornes, as senhoras do Destino; na segunda fonte se encontrava a cabeça decapitada de Mimir, e era considerada a fonte do conhecimento; a terceira nascente era chamada de Hvergelmir e dali jorravam doze rios que se espalhavam sobre Midgard.
O tronco de Yggdrasil sustenta nove mundos que se comunicam em diversas dimensões, sendo que o centro de todos é Midgard, o mundo da realidade física. Depois indo para cima em um eixo vertical encontramos Álfheim, a morada dos elfos, representando a criatividade, expansão mental e a iluminação da mente.
Yggdrasil e os Nove Mundos
Os Nove Mundos em Yggdrasil
Oposto a ele neste mesmo eixo temos Svartálfheim, o reino dos anões, que é o plano da transformação da matéria bruta em produtos mais refinados, representando a inteligência primária e aplicada a questões práticas.
Abaixo deste reino seguido o eixo vertical encontramos Helheim, o reino dos mortos regido pela deusa Hel. Ali ficam os mortos que não morreram nos campos de batalha, seja de velhice ou doença.
Em posição oposta a este mundo no eixo vertical encontramos Asgard, a morada dos Deuses, comandada por Wotan e sua esposa Fricka. Ali também estão os demais deuses e os heróis mortos em campo de batalha.
Os outros quatro mundos estão situados em dois eixos horizontais que se cruzam em Yggdrasil. Dois deles ocupam um destes eixos horizontais, Muspelheim e Niflheim conforme já comentamos.
No outro eixo na direção Leste encontramos Jötunheim, a morada dos gigantes do gelo, um mundo estagnado e desprovido de qualquer crescimento mental e espiritual.
Em oposição a este mundo na direção Oeste temos Vanaheim, a morada das divindades Vanir, regentes da fertilidade e sede das forças modeladoras dos processos orgânicos, da prosperidade e da paz.
Excertos (págs. 14 e 21-23) do livro
O Anel do Nibelungo – o conflito entre o Amor e o Poder
de Douglas Marnei
Douglas Marnei, formado e Arquitetura e Urbanisamo,
é astrologo e estudioso da mitologia.
www.facebook.com/douglas.marnei e dougmarnei@msn.com
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
Edição: CKR – 11/01/2019
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