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30 de outubro de 2020

Responsável: Constantino K. Riemma


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A LEITURA DO TARÔ
os olhos do tarólogo e os ouvidos do consulente
Leonardo Chioda
Permitir que alguém pronuncie as palavras nascidas de uma página ou mesmo de uma imagem, é uma experiência muito menos pessoal do que segurar o livro ou a figura e seguir o texto com os próprios olhos. Render-se à voz do leitor estabelece uma hierarquia que coloca o ouvinte nas mãos do leitor. Ser tarólogo é exercer uma função de poder. Ao mesmo tempo, o ato de ler para um ouvinte atento força frequentemente o leitor a se tornar mais meticuloso, a ler sem pular e sem voltar a um detalhe anterior, fixando o texto por meio de certa formalidade ritual. Este, então, a moeda de troca que aperfeiçoa o trabalho do leitor de imagens que precisa aguçar cada vez mais sua vista sobre os naipes.

Tenho batido na tecla da leitura de imagens porque é o meu ofício primordial enquanto tarólogo. E enquanto escritor aqui direcionado especialmente a tarólogos, curiosos e instigados pelas cartas, me sinto no dever de suscitar a prática constante do ato de ler – não só diante do baralho, mas em todos os lugares, a toda hora. Todo tipo de leitura. Assim, o feedback depois da consulta será cada vez mais positivo. Oferecemos uma leitura prazerosa e proveitosa quando o consulente se mostra entusiasmado, várias vezes afirmando com a cabeça diante das particularidades vistas nos arcanos e também quando indaga sobre possibilidades. O silêncio também, não nos enganemos, pode indicar profundidade e reflexão enquanto prosseguimos com a leitura.

A leitura de tarô, uma leitura ouvida pelo consulente, deve ser treinada, ritmada e sempre assegurada por uma consistência – confiar no taco, saber o que os olhos vêem e depositar nas palavras a certeza de que o estudo contínuo aliado à prática são as melhores ferramentas para se ler de maneira adequada e suficiente. Criamos uma história, ou várias, a cada arcano deitado. É nosso dever prezar pela legibilidade –  de cada imagem para cada ouvido.
 
05/12/2009 20:07:04

Comentários

Marcos Rogério Ferraz - 09/12/2009 10:06:59
Leonardo

Gosto da sua maneira de ver o taro.

Quem se aventura a ler e interpretar através do taro sempre conta uma história e para estar preparado de verdade é necessário muita leitura: fora do mundo tarológico e dentro dele também! Com um bom repertório de base a história 'vem' e você pode fazer a leitura das cartas para o seu ouvinte. E uma leitura rica. Afinal quem consulta quer isso.

O tarólogo também é um contador de história -, um griô, um escritor - histórias essas criadas no momento da leitura, histórias que nem ele leitor nem o consulente sabem da existência (pelo menos não em nível consciente).

As histórias criadas no momento da leitura tem que ser prazeirosas para os dois lados: leitor e consulente porque é aí nesse ponto que interegimos de verdade e podemos dar sugestões válidas para o nosso ouvinte.

Abraços!

Flavio A. Farias - 09/12/2009 14:20:34
Gosto muito da frase: O silêncio também, não nos enganemos, pode indicar profundidade e reflexão enquanto prosseguimos com a leitura.

Leio com prazer um texto que fala da importância da imagem.

Grato

luciana - 09/12/2009 17:10:26
sabe sobre meu futuro

Bete Torii - 10/12/2009 00:27:40
Oi Leonardo,
bem vindo aos fóruns!

Também gostei muito do seu texto e principalmente da última sentença: prezar pela legibilidade adequando-a ao ouvido do consulente...

E até sábado.

zarak - 14/02/2010 12:21:31
Eu tenho o tarô mitológico. Acho bom porque admiro muito a Grécia. Gostaria de saber sua opinião.

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