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19 de outubro de 2020

Responsável: Constantino K. Riemma


As cartas "Gringonneur": A LUA (XVII)
 
 
 

    A Lua não está representada sobre um carro, com um crescente na mão, à imagem de Diana a percorrer o zodíaco, iconografia habitual no Renascimento. É de um modo mais científico, fazendo alusão às pesquisas astronômicas e não às divindades antigas, que o artista imaginou este trunfo. Dois astrônomos, um vestido com hábito de monge, outro coberto por um turbante oriental, determinam com ajuda de um compasso as posições oferecidas pela observação de um crescente lunar.
    Pode ser também que se trate de dois astrólogos. Na idade Média e no início do Renascimento, a astrologia e astronomia eram uma só e constituíam uma das sete artes liberais. Os humanistas se apoiavam sobre o saber antigo para valorizar a astrologia e pensavam que toda existência dependia do cosmo. E essa interpretação se prolongou em certos domínios culturais.

    Tarô dito de Charles VI ou Tarô Gringonneur: A Lua. Norte da Itália. Final do século XV.
    Pintura com têmpera de ovo, sobre um desenho preparatório com tinta negra, tipo sépia; decoração com ramos estampados, após fixação de folha de ouro e prata, sobre uma camada assentada sobre suporte de papel; dorso branco sem adornos. Papel em várias camadas com "colarinhos" à moda italiana, alguns dos quais estão roídos. A parte do desenho dissimulado pelos "colarinhos" realizados posteriormente, foram redesenhados. Dezessete cartas: 80/185 x 90/95 mm. Paris, Biblioteca Nacional da França, Estampas, Res. Kh 24.  http://expositions.bnf.fr/renais/grand/047.htm.

Tradução de Constantino K. Riemma

   
 
 
 
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