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21 de abril de 2019

Responsável: Constantino K. Riemma


O Rei de Ouros e a Sagrada Coroa Húngara
Jorge Purgly
Todos os domingos converso pelo telefone com a minha mãe que vive em São Paulo. Amo minha mãe com veneração filial e a considero como uma pessoa extraordinária tanto na riqueza dos seus 96 anos bem vívidos como na sua pessoa, admirável, a quem eu devo tudo o que tenho e tudo o que sou. Graças a ela sou tarólogo desde a infância e é de onde hoje tiro meu sustento. Veja sobre ela: Tiragens de cartas da Vovó Dora.
Em telefonema recente minha mãe me contou uma curiosidade que acredito ser divertida, interessante e praticamente desconhecida. Acredite, se quiser.
A coroa de Santo Esteves
A Coroa de Santo Esteves
ou a Sagrada Coroa Húngara
www.en.wikipedia.org/wiki/Holy_Crown_of_Hungary
 
A Sagrada Coroa Húngara, segundo minha mãe, foi resgatada antes da ocupação russa e transportada para o Brasil onde ficou guardada em segurança e sigilo, sendo transportada de volta da mesma forma, em dezembro de 1977. Oficialmente foi declarado ter sido devolvida pelo governo dos Estados Unidos.
Segundo a minha mãe, porém, a Sagrada Coroa da Hungria jamais esteve em Forte Knox ou tocou o território Norte-Americano. Ao contrário do que diz a história oficial ela esteve guardada em um penico (!), de 1945 a 1977, isto é, durante 32 anos na casa de um húngaro refugiado no Brasil.
O nome deste húngaro, que deveria ter sido condecorado como herói, é Joseph Markovics. Ele viveu no Brasil desde que chegou refugiado da Hungria, e nem mesmo seus melhores amigos ou familiares sequer desconfiavam que ele guardava em segredo um grande tesouro: a Sagrada Coroa da Hungria.
Ainda, segundo minha mãe, somente muito tempo depois que ele contrabandeou a Coroa Húngara de volta ao seu lugar de origem e a devolveu ao Governo Húngaro foi que veio à tona em uma reportagem entitulada Trem Dourado, que relata a aventura deste herói.
Joseph Markovics tinha um filho, esposa e viveu no Brasil como um fotografo, de modo humilde, porém digno.
Minha mãe viu nas cartas, por várias vezes há muitos anos, que este homem era um Rei de Ouros, mas ela não compreendia por que. Somente depois de 35 anos ela encontrou a resposta. Este homem, honestíssimo e honrado, um patriota como nenhum outro, havia sido um soldado de alta patente e recebeu a missão de guardar a coroa logo no início da Segunda Guerra Mundial. Joseph Markovics ecumpriu a sua missão segundo os ditames da sua consciência. Um verdadeiro Rei de Ouros.
A coroa saiu e voltou para a Hungria dentro de um simples penico revestido de chumbo. Nada assim tão ilustre como registra a história oficial que inclui Forte Knox.
Pesquisa na Internet
Encontrei, em sites hungaros, citações que ligam Jószeph Markovics à Sagrada Coroa Húngara. Ele usa o pseudônimo de Vitész Jószeph em texto publicado na sociedade dos Guardiões da Coroa.
Perguntei à minha mãe, agora quase tri-vó Dora a respeito e ela respondeu: O que importa isso? Já estão todos mortos mesmo. Quem vai dar ouvidos a uma velha senhora de 96 anos de idade?!
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Um resumo da história : A Coroa de Santo Estevão
Julieta Pedrosa
A coroa de Santo Estevão, também conhecida como "Sagrada Coroa da Hungria" foi usada para celebrar os reis húngaros desde o século XIII. A coroa leva o nome de István (1000-1038), o primeiro rei cristão da Hungria e que foi canonizado santo após sua morte. É objeto de enorme veneração e respeito por parte do povo húngaro e sua história comporta fantásticas aventuras: já foi perdida, roubada, considerada resgate de guerra, escondida dentro de arcas de madeira, cofres de ferro, barril de óleo e esteve em castelos, cidades, pequenas vilas, até mesmo no Fort Knox, USA.
A coroa, em ouro e guarnecida com safiras, granadas, pérolas, figuras esmaltadas e também gemas substituídas por vidro, é considerada, por alguns especialistas húngaros, como tendo a sua forma 100% original, mas existem controvérsias devido a alguns detalhes que se sobressaem: a pequena cruz no topo está afixada com um parafuso que penetra o estomago da figura de Jesus, o que não é uma representação ortodoxa; a maioria das figuras dos apóstolos estão superpostas e fora de ordem; a coroa, na sua presente forma atual, não pode ter sido confeccionada por nenhum ourives comissionado pela corte húngara, parecendo mais um amálgama de diversas peças; ainda, para se adequar ao tamanho normal de uma cabeça adulta, faz-se necessária a colocação de tecidos acolchoados por dentro da peça, cuja distribuição desbalanceada do peso sobrecarrega demais o pescoço de quem a porta.
Espada e Coroa de Santo Esteves
A Coroa Sagrada da Hungria, a Espada e o Orbe (ou 'Gobus Cruciger' em latim)
In www.en.wikipedia.org/wiki/Holy_Crown_of_Hungary
A coroa é composta de duas peças: uma coroa inferior de estilo bizantino e outra superior cruciforme, mais antiga. A primeira data cerca de 1070 e consta ter sido um presente do imperador bizantino Miguel VII Dukas a Synadene, princesa que se tornou esposa do rei húngaro Géza I(1074-75). A coroa superior em forma de cruz foi dada como presente pelo papa Silvestre II ao rei Estevão I e possui um detalhe peculiar: a cruz no topo não está afixada em ângulo reto, mas sim com uma inclinação de aproximadamente quase 30 graus, provavelmente devido a algum acidente em sua manipulação. Não é considerada a cruz original, a qual consta como ter contido uma relíquia que se acreditava ser um pedaço da cruz onde Jesus foi crucificado.
Citando algumas das aventuras pelas quais a coroa de Santo Estevão I passou, entendemos porque ela é considerada uma relíquia sagrada pelo povo húngaro, que crê que enquanto existir a coroa (e ela se encontrar em solo pátrio), a Hungria existirá como nação. Em 1241, o rei Bela IV resgatou a coroa dos tártaros; em 1463, o rei Mateus comprou-a da corte vienense por uma soma astronômica; em 1526 ela foi escondida na cidadela de Fuzer, quando da invasão otomana; em 1849 a coroa foi enterrada dentro de uma arca de ferro, em uma cidadezinha da Romênia, quando da queda dos Habsburgos; em 1945 ela foi escondida dentro de um barril de óleo, para escapar do exército russo que entrava na Áustria; também em 1945, ela passou para a posse do Governo dos Estados Unidos da América, que não a considerou como espólio de guerra, mas a manteve guardada no Forte Knox, mesmo lugar onde é guardado o ouro do tesouro norte-americano. Em 5 de janeiro de 1978, a posse da coroa foi finalmente transferida para o governo da Hungria e atualmente se encontra no prédio do parlamento húngaro.
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Fontes para conhecer a história da Coroa Sagrada:
Inglês: https://en.wikipedia.org/wiki/Holy_Crown_of_Hungary
Francês: http://www.noblesseetroyautes.com/2013/05/la-sainte-couronne-de-hongrie/
Húngaro: http://magyarnarancs.hu/belpol/a_korona_elhurcolasa_kiralyok_konnye-60882
             http://nemzethir.gportal.hu/gindex.php?pg=29319301&nid=5877510
             http://www.magyarkronika.com/esemenyek/2012/0601-8.html
             http://www.koronaorseg.hu/rolunk.html
             http://utolag.com/Utolag.php
Contato com o autor:
Jorge Purgly atende com Tarot Egípcio, leitura de mãos,
Terapia Floral, em Indaial - SC : www.purgly.blogspot.com.br
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
Edição: CKR – 10/07/2015
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