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15 de dezembro de 2018

Responsável: Constantino K. Riemma


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O Tarô - Instrumento de investigação terapêutica
  Alessandra Fonseca  
 
    Há tempos venho abordando o Tarô de forma terapêutica em atendimentos que realizo. Essa abordagem é aceitável ao passo que todos concordamos que o Tarô consiste em um alfabeto simbólico e que a simbologia contida no Tarô funciona como uma ponte entre o inconsciente do cliente com o consciente/inconsciente do tarólogo.
    Conhecedor da simbologia de seu instrumento, o tarólogo realiza a leitura do método escolhido e coloca seu cliente a par das questões ora conscientes ora inconscientes que ele mesmo, o cliente, traz em si.
    Desta vez, ao invés de tentar explicar o Tarô em sua abrangência, vou tentar explicar o Inconsciente, que é a matéria-prima de qualquer processo, método ou instrumento terapêutico.
    Falamos em Inconsciente, mas poucos de nós já parou para refletir o que ele realmente representa; se ele baseia a consciência ou se é por ela construído; onde ele reside em nós.
    E é assim: se você for procurar sobre o Inconsciente em material freudiano, você vai encontrar que o inconsciente é formado pelos rejeitos do consciente. Consiste em um ‘lixão’ de tudo o que a consciência não quis mais e fica lá, paradinho, apenas recebendo novos depósitos residuais.
    Caso você vá procurar sobre o inconsciente em material junguiano, a resposta será diferente. Nesta linha, primeiramente o indivíduo nasce inconsciente, mas não
 
Chacra frontal
Chacra frontal
Ilustração de autor desconhecido
 
nasce vazio.  Ele traz memórias, conteúdos herdados de seus ancestrais, ou seja, é o inconsciente que existe primeiro. Este inconsciente junguiano também, além de trazer conteúdos herdados, produz novos outros e vai reagrupando os conteúdos mais antigos a conteúdos recém-formados. Neste inconsciente, encontram-se as heranças pessoais produzidas durante a vida e as produções do próprio inconsciente.
    Muito pessoalmente, não entendo que este inconsciente junguiano seja formador da consciência, porém, acredito que ele trabalhe interdependentemente com ela, de forma compensatória e de maneira que haja a expansão gradativa e igualitária de ambos.
    E é este conceito junguiano sobre Inconsciente que é base para o desenvolvimento das terapias holísticas, alternativas.
    Então, retomando só um pouquinho, este Inconsciente que utilizamos como matéria-prima para os processos terapêuticos holísticos é o que existe desde de sempre no indivíduo e que traz em si registros anteriores ao próprio indivíduo e que, em trabalho com a consciência, permite que ambos se desenvolvam gradual e mutuamente e criem novos registros que criarão outros novos registros que, por sua vez, criarão mais outros novos registros e assim por diante.
E agora? Onde fica o Inconsciente?
    Alguns pontos para o tarólogo terapeuta ter em mente:  
    1 - A realidade da Alma do consulente é um presente contínuo. Às vezes, durante a conversa que envolve a consulta terapêutica, o tarólogo e o cliente vão se deparar com questões muitíssimo antigas que residem naquela Alma e que podem causar-lhe entraves. Às vezes, a conversa terapêutica viaja pelos planos, desejos, visualizações futuras conscientes e/ou inconscientes que aquela Alma considera viver.
 
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O irromper da Luz
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      2 - As realidades da Mente/ Emoções/ Corpo que constituem a Alma são interligadas, interdependentes e interagentes.
    Neste segundo ponto, devemos considerar que tudo o que existe e se manifesta no plano físico possui também uma manifestação de energia mais sutil que pode ser chamada de campo energético. A matéria e a energia encontram diferenciação com base na freqüência da velocidade da luz.
    Para a ciência, o que vibra numa freqüência abaixo da freqüência da velocidade da luz é matéria, sendo considerado energia o que vibra acima da freqüência da velocidade da luz e, por isso, torna-se imperceptível aos cinco sentidos humanos.
    Particularmente nos seres humanos, as manifestações energéticas que vibram acima da freqüência da luz são as
expressões da personalidade, os sentimentos, os pensamentos e os aspectos espirituais. Tais expressões, podemos dizer, são registros do ambiente, internalizados e digeridos por registros pré-existentes. Desta forma, a partir da combinação do novo e do velho, surge outro registro diferenciado e particular em cada indivíduo.
Onde eles ficam se não são matéria?
    Além de nosso corpo físico temos um corpo etérico que é uma cópia idêntica e direta de nosso corpo físico. O corpo etérico interage energeticamente com o corpo físico dando ao último sustentação, estímulo e energia.
    Sobrepondo-se ao corpo etérico, vibrando em energia mais sutil, encontra-se o corpo emocional, também conhecido como corpo astral. Nele residem nossas emoções e sentimentos, bem como nossa maneira particular de expressa-los. Nossos registros de padrões emocionais, de padrões de reações emotivas, de padrões de desejos, medos e ainda os registros das dores passadas ficam reservados neste corpo e este, quando em disfunção, acaba por interferir no corpo etérico que, por sua vez, interfere no corpo físico causando-lhe doenças.
    Numa faixa de freqüência acima do corpo emocional está o corpo mental. É através dele que a personalidade expressa seu intelecto. Pensamentos, idéias, conhecimentos racionais e intuitivos são controlados por ele. Nele armazenam-se padrões mentais, crenças, modelos positivos e negativos de vida que condicionam a personalidade. Por ele, torna-se possível reprogramar e recriar a vida e a realidade. Disfunções neste nível vão interferir progressiva e sucessivamente no corpo emocional, no corpo etérico e, consequentemente, atingirão o corpo físico.
     O registro de vivências e aprendizados da Alma durante suas múltiplas existências bem como seus projetos de vida atual e futuras encontram-se num corpo ainda mais sutil, conhecido como corpo causal e é através dele que o indivíduo vai relacionar-se com e vivenciar sua espiritualidade.
    A gente está acostumado a pensar no corpo físico, na vida material terrena como a base de toda a nossa existência. Quando a gente se depara com um conceito como o exposto anteriormente, de que existem vários outros corpos sobrepondo nosso corpo físico e que nosso corpo físico, sendo o último em escala gradativa acaba por sofrer as conseqüências de registros antepassados nesses corpos que a gente não vê, as coisas parecem complicadas!
 
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Os chackras
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     Pelo menos, encontramos um local (ou vários) para o Inconsciente morar!
    As terapias holísticas trabalham primordialmente nestes corpos sutis, nestes registros energéticos, neste Inconsciente.
    É necessário dizer que, muitas vezes, um registro negativo que cause um desacordo entre os corpos, consegue se densificar e atingir o corpo físico. Neste registro, as terapias holísticas já não mais conseguem trabalhar. Porém, quando um registro mal-criado se encontra ainda num dos corpos sutis, é possível que a terapia alternativa o reeduque, o reprograme e harmonize os corpos.
    3 - Como a leitura do inconsciente do cliente através do Tarô nos coloca diretamente frente ao funcionamento, registros e ideais de todos estes corpos constituintes do indivíduo, é interessante que o tarólogo terapeuta consiga, mais que esmiuçar os fatos da Alma ao cliente, dar-lhe sustentação para as modificações e/ou manutenções necessárias ao seu desenvolvimento e auto-reconhecimento enquanto agente de seu destino.
 
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       Assim... Muito francamente, não acredito no atendimento terapêutico com o Tarô apenas na base da conversa. Os padrões que a gente encontra na leitura são, em sua grande parte, rígidos e de difícil acesso. Também, a gente conversa com o camarada, mas a audição seletiva dele acaba separando e até desvirtuando as coisas. Nem é de se dizer que o indivíduo não esteja aberto à terapia, como bem comumente acontece, mas o autoboicote também é comum. Neste ponto, o apoio de um instrumento terapêutico que fará a sustentação pós-atendimento é muito importante.
    Minha indicação àqueles que desejam utilizar o Tarô para atendimentos terapêuticos é que realizem um bom curso de Terapia Floral e conjuguem os dois instrumentos.
    A Terapia Floral é muito eficaz e prática – a partir do curso, o próprio terapeuta poderá manipular o floral e entrega-lo, na mesma hora, ao cliente. Este poderá ministrar o floral segundo indicação em casa e, após a finalização do primeiro frasco, ele já sentirá mais claramente o efeito harmônico em seus corpos.
    A indicação da Terapia Floral é, principalmente, pela praticidade e eficácia. Porém, há outras terapias, tais como Aromaterapia, Reiki, Magnified Healing, Radiestesia e Radiônica, Cristaloterapia, Apometrias, Melkzedeck e tantas outras da mesma forma eficazes. Vai depender da interação do terapeuta com o instrumento.
    Em meu trabalho terapêutico, utilizo o Tarô para leitura do inconsciente e direcionador de entrevista e, como sustentação pós-atendimento, utilizo a Mesa Radiônica, a Terapia Floral, a Aromaterapia e o Magnified Healing.
    Mais uma última coisa, porém não menos importante: já li algumas vezes que o tarólogo precisa definir se ele vai seguir a linha terapêutica ou a linha divinatória. E já concordei com isso por muito tempo. Porém, como a experiência e o fluxo e refluxo de registros inconscientes acabam por nos tornar metamorfoses ambulantes, hoje vejo o que era pra mim um fato com outros olhos.
    A abordagem terapêutica através do Tarô não deixa de ser uma consulta oracular divinatória. Porém, posiciona o cliente como agente de seu próprio destino, abraçando o livre-arbítrio com todo amor, ao invés de posicionar este cliente como cumpridor de uma jornada pré-determinada.

    
novembro.09
Contato com o autor:
Alessandra Fonseca - ale.fonseca28@hotmail.com
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