Home page

15 de junho de 2019

Responsável: Constantino K. Riemma


2016: reerguer o que desabou
com calma e sabedoria. A hora é essa!
Cláudia Boechat
Vamos começar a análise de 2016 com o arcano do ano: O Eremita. Esse senhor vem nos dizer de cara que sabedoria é nossa melhor arma para se vencer a tal “crise” tão proclamada nos últimos tempos. Crise que nos faz desconfiar de tudo e de todos. O Eremita nos traz outro bom conselho: antes de esperarmos uma “ajudinha” de alguém para conseguir alguma coisa, o melhor é contarmos apenas com nosso próprio esforço. Para tanto, o autoconhecimento é fundamental: temos que saber quais são as nossas limitações e as nossas qualidades para evitar tropeços no caminho. Se temos fôlego para encarar uma subida íngreme, por exemplo, vamos com tudo para o alto. Se já sabemos que vamos nos cansar, o melhor é procurar um desvio ou um caminho mais adequado. Esse senhor sabe onde está pisando porque, além de avaliar o caminho e se conhecer bem, vai com calma. Outra lição que já caiu na sabedoria popular: “é devagar que se vai longe”; ou “devagar e sempre”; ou ainda “não ponha o carro na frente dos bois”. E, de mais a mais, “prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”.
Tiragem de Cláudia Boechat com o
Acima: O Julgamento, O Eremita e A Torre. Abaixo: A Papisa, O Louco, O Mágico e os Amantes.
Cartas de I Tarocchi Classici
Eu não faço previsões. Faço um jogo de aconselhamento e autoconhecimento. Não sou vidente. Porém, quando a gente analisa os arcanos, muita sabedoria chega até nós. Há clientes que falam que ‘adivinhei’. Na verdade, faço uma análise da mandala pessoal de cada um e, claro, percebo onde há problemas e onde está “um mar de rosas”. Quando a pessoa toma conhecimento disso, parece adivinhação, mas eram aspectos que ela desconhecia. A magia está na razão de uma carta específica cair numa casa específica para uma pessoa específica. Mas isso é outro papo. Vamos voltar a 2016.
Há outros dois arcanos que devemos analisar: O Julgamento (20) e A Torre (16).  O Julgamento nos diz que podemos viver um momento histórico. Uma trajetória passada será avaliada e é a ocasião ideal para rever erros e acertos e fazer as devidas correções de rumo. A saudosa Celina Fioravanti me ensinou que essa também pode ser uma carta kármica que nos faz um chamado importante. Se ajudamos, podemos receber ajuda; se não ajudamos, podemos ser convocados a ajudar. Fato é que o anjo toca sua trombeta para nos tirar do marasmo e assumir responsabilidades. É como se dissesse: “Ei, moço! Acorde! Vai ficar aí repetindo as mesmas coisas? Chegou a hora de reconhecer seus erros (corrigi-los ou pagar por eles) e de ter seus méritos reconhecidos. Mas saiba que nada acontece se não fizer uma análise honesta sobre si mesmo e esteja disposto a iniciar um novo ciclo. A hora é essa: é pegar ou largar”.
A Torre vem desestruturar e transformar para que a esperança possa surgir. Vamos combinar que esse papo de crise já está enchendo o saco. Se algo não deu certo e a casa caiu, “passe a régua” e recomece do zero. Não é hora de ficar catando os caquinhos e tentar iniciar a reconstrução com eles. Jogue o entulho fora e comece a erguer uma casa nova com material renovado. O velho não nos serve mais. Dói chegar a essa conclusão? Dói sim, e muito. Mas só desse jeito pode nascer uma nova consciência. Então, 2016 pede também uma renovação total. Se pensarmos em termos políticos, por exemplo, uma terceira via atual, moderna e inovadora precisa surgir. A tal da reforma política é urgente e nenhum dos expoentes de agora parece satisfatório, da situação ou da oposição. Se isso não acontecer, vão reconstruir ‘a torre’ com os caquinhos do que está aí e ela vai cair de novo, de novo e de novo. É preciso renovar, recomeçar de verdade, mudar.
Podemos ainda ir além: analisar os arcanos Papisa (2), O Louco (0), O Mago (1) e Os Amantes (6). A Papisa nos pede uma certa reserva. Hora de aprender, investigar, analisar. Falar menos e observar mais. Trata-se de uma preparação. Talvez para encarar O Julgamento e A Torre com maior maturidade. Está bem afinada com O Eremita. Já O Louco nos avisa que uma era terminou e temos de nos desapegar dela para iniciar um novo ciclo. Olho no futuro. Se A Torre tirou o nosso chão, ou se a crise nos desestruturou, é hora de seguirmos em frente, passando ao largo do abismo sem temores. Não existe uma vida tão estável que não nos exija correr riscos: “sem medo de ser feliz”. O Mago indica que enxergaremos sim, um novo caminho, uma nova possibilidade. Porém, vai depender de cada um o destino escolhido. Vamos lembrar que em 2016 teremos eleições municipais. É hora de reavaliação? Sim. É hora de renovação? Sim. É hora de investigação? Sim. É hora de se desapegar em busca de um futuro melhor? Sim. O Mago tem seus instrumentos para a nova jornada: no caso, o voto. Claro que a dúvida vai surgir (Os Amantes) e não será uma escolha fácil, mas absolutamente necessária. Uma opção tem de ser feita.
Que bom que temos O Eremita, experiente e soberano com sua sabedoria, para guiar nossos passos no ano que se inicia! Que sigamos em paz, com calma e muita luz em nossas vidas!
Cláudia Boechat, jornalista e cronista, responde pelo blog
www.champanhecomtorresmo.blogspot.com
Contato por e-mail: taroresponde@gmail.com
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
Edição: CKR – 25/11/2015
Partilhe seus comentários ou deixe questões para o Autor responder
  Baralho Cigano
  Tarô Egípcio
  Quatro pilares
  Orientação
  O Momento
  I Ching
Publicidade Google
 
Todos os direitos reservados © 2005-2019 por Constantino K. Riemma  -  São Paulo, Brasil