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12 de dezembro de 2018

Responsável: Constantino K. Riemma


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Raquel e o Mau-olhado ou Olho gordo
Compilação de
  Laer Passerini

    A Sabedoria da Cabala reconhece a existência do “ayin hará”, mau-olhado ou olho gordo.
    Várias fontes, até bíblicas, indicam que existe a possibilidade de uma pessoa prejudicar outra através do olhar e por isso não podemos considerar o “ayin hará” apenas como uma superstição.
    Os antigos sábios cabalistas descrevem um dos 72 Nomes de D’us como sendo muito poderoso e uma invencível arma de guerra. Este Nome assegura a vitória na mais longa e importante batalha na história humana – o conflito contra nosso próprio mau-olhado e o de outras pessoas. Trata-se do Nome # 10 (veja abaixo).
    A Matriarca Rachel representa a Sefirá de Malchut e é ela quem nos protege contra os perigos do mundo físico e contra as influências do "ayin hará" (olho gordo ou mau-olhado). O aniversário de morte (hilulá) de Raquel é comemorado 11º dia do mês de Mar-Cheshvan (outubro-novembro), momento oportuno para invocar sua proteção. Esta é também a razão pela qual o cordão vermelho que os cabalistas amarram no pulso é abençoado sobre a tumba de Raquel nesta noite.
    Pelo fato do calendário gregoriano ser solar e o hebraico luni-solar, as próximas correspondências de datas para comemorar são: 2009: 29 de outubro; 2010: 19 de outubro; 2011: 8 de novembro; 2012: 27 de outubro; 2013: 15 de outubro.

Olho gordo
    O judaísmo admite a existência do ayin hará, mau-olhado ou olho gordo. Várias fontes, até bíblicas, indicam que existe a possibilidade de uma pessoa prejudicar outra através do olhar e por isso não podemos considerar o ayin hará apenas como uma superstição.
 
Uma representação para proteger contra o ayin hará
Nem todos concordam
com o uso de amuletos
Autor desconhecido
      O olho, no judaísmo, é um órgão especial da alma. Olhos lindos demonstram uma bondade interior como no caso do rei David, que possuía olhos bonitos. No entanto, assim como podem ter uma boa influência, os olhos podem, também, prejudicar. A Bíblia relata que quando o patriarca Jacó mandou seus dez filhos, rapazes fortes e bonitos, para o Egito, à procura de alimento, fez uma recomendação para que cada um entrasse por um portão diferente, para não chamar atenção, para não atrair mau olhado.
    A própria lei judaica tem proibições relacionadas a este assunto. É proibido, por exemplo, ficar meramente olhando e observando o campo ou a colheita alheia. Mas, apesar de tudo isto ser verdade, não se deve atribuir importância em demasia para olho gordo, pois a influência deste é limitada.
    A posição correta sobre o mau olhado pode ser encontrada em livros de nossos contemporâneos. O Rabino Moshé Feinstein diz claramente que ayin hará afeta em particular as pessoas que lhe atribuem uma grande importância. Não devemos ficar sintonizados neste assunto, preocupando-nos e analisando cada detalhe que acontece em nossa volta, usando amuletos ou fitinhas para proteção; isto nos torna vulneráveis. Pelo contrário, se nos desligamos
do assunto, tornamo-nos mais fortes espiritualmente.
    A atitude correta para se proteger do mau-olhado é evitar a ostentação. Vale lembrar que as primeiras tábuas da lei, entregues com muita pompa e cerimônia, quebraram, enquanto as segundas, dadas de forma mais discretas, permaneceram com o povo judeu. Isto não quer dizer que devemos esconder-nos em casa, mas optar por mais recato (tsniut). Nas nossas preces matinais, pedimos a D'us, entre outras coisas, que nos proteja do mau-olhado, de um vizinho mau etc.
    A aproximação constante com a fonte divina e o cumprimento das mitzvot, das boas ações, é sem dúvida, a melhor proteção contra o mau-olhado.
    Conforme Vera Caballero, temos: Não são todos os que acreditam, mas por via das dúvidas não é bom facilitar!
    Desde a antiguidade, os olhos são vistos como sendo a expressão da alma e considerado um órgão sagrado. O olho humano tem um potencial oculto e emite energias que podem intensificar as palavras ditas. Um olhar penetrante e bem dirigido pode reforçar muito uma mensagem ou um ensinamento. E, muitas vezes, sozinhos já conseguem passar toda a informação necessária. Vemos, portanto, que grande parte da energia gerada por nossos processos internos– como nossos pensamentos e sentimentos– são emitidos pelos olhos para o mundo exterior.
    Além de ser o espelho da alma, o olho é também um grande emissor de magnetismo e energia. Existem relatos de homens santos que, apenas com seu olhar, curavam os doentes. Isso nada mais é do que uma energia de cura muito poderosa que é canalizada através dos olhos.
    Mas, infelizmente, nem só de santos vive a Terra. Muitos seres interiormente desequilibrados emitem, através do seu olhar, toda a energia desgovernada que habita em seu interior e saem por aí matando plantas, murchando bolos, causando quebranto em crianças pequenas, quebrando objetos, enguiçando máquinas, e provocando até doenças e muito mal estar em suas vítimas.
    Muitos consideram o fenômeno do Olho Gordo como pura superstição, mas o tema já era
tratado por Lao-Tse, criador do Taoísmo, que viveu há mais de 350 anos antes de Cristo e por Confúcio que viveu 600 anos antes de Cristo, ambos na China.
    O Olho Gordo nada mais é do que a canalização, através dos olhos, de uma energia interna gerada pelo desejo de possuir o que é dos outros e pela inveja, que não deixa de ser um roubo de energia.
    Os possuidores de Olho Gordo são pessoas em permanente estado de descontentamento e que têm complexo de inferioridade (mesmo que camuflado), uma vez que não se julgam capazes de conseguir por si mesmos o objeto de sua cobiça. Seguem a vida lamentando-se de sua má sorte, mas nada fazem pra construir uma vida mais feliz.
    Poderíamos considerá-los vampiros de energia e estão ligados aos baixos desejos, à mesquinhez, ao egocentrismo e a uma série de assuntos internos mal resolvidos. Gostam de estar sempre por perto e sabedores dos acontecimentos, são solícitos e companheiros, utilizando-se do recurso da aproximação.
 
Códice de Leningrado
Códice de Leningrado - p. 474a
Escrito em pergaminho e datado
de 1008 é a cópia mais completa das
Escrituras Hebraicas do mundo.
[www.wikipedia.org]
 
    Uma coisa é certa: a nossa felicidade certamente incomoda muita gente e durante toda a vida nos veremos obrigados a lidar com isso, portanto não adiante fugir e nem fingir que não é com você. Aprender a nos portar diante do fato é o melhor que temos a fazer.
    Veja a seguir algumas dicas que podem nos ajudar muito:
    1. Muitas pessoas costumam usar amuletos para evitar as energias negativas.. Embora muitos não acreditem em sua eficiência, na verdade esses objetos são receptores de energias desarmoniosas, absorvendo-as e neutralizando-as. Mas são de pouca valia caso a pessoa que a porta esteja vibrando no mal ou com baixa auto-estima.
    2. Deixar a ingenuidade de lado também é muito útil nessas horas. Com um pouco de conhecimento, prática e atenção. é possível começar a pressentir as intenções dos outros para não sermos pegos de surpresa. Isso não significa ser malicioso e apenas ver o mal em tudo e todos, mas com um pouco de sensibilidade aprenderemos a nos posicionar de forma correta em cada situação, nos abrindo para quem merece nossa confiança e nos colocando em posição de defesa com relação àqueles que não nos inspiram bons agouros. O segredo é não nos deixar levar pelas aparências e somente pela razão.
    A intuição também conta muito nesses casos, além de uma observação muito apurada. A partir daí, vamos selecionar nossos amigos, saber a quem confiar nossos segredos e principalmente determinar quem deve ou não freqüentar nossa casa.
    3. Outra boa dica é o uso de visualização criativa e do mentalismo. Imagine-se envolto em luz dourada, que o torna invulnerável às investidas do invejoso. Aproveite também para mandar um pouco de luz para ele, afinal a generosidade é uma energia que nos protege. Faça o mesmo com sua casa, animais e objetos de valor. O azul é outra cor muito boa para a proteção: a cor do arcanjo Miguel.
    4. Mas, em se tratando de Olho Gordo, o mais importante é a postura da pessoa diante do fato. Seres de vontade fraca, indecisas, medrosas, supersticiosas, que não se julgam merecedoras de felicidade são alvos fáceis para o invejoso. O fortalecimento interior é a melhor arma contra as investidas externas.
    5. Outro aspecto importante é a naturalidade. Nada de esconder o carro novo, a promoção merecida e muito menos os seus dons pessoais, nunca use de falsa modéstia, assuma com firmeza e merecimento as suas riquezas. Por outro lado, também não caia no outro extremo, saindo por aí se exibindo e atiçando a inveja dos outros. Repito: a naturalidade aliada à segurança do senso de merecimento nos protege da inveja alheia.
    6. Nunca olhe para o invejoso com medo ou se sentindo inferior a ele em termos de poder. Lembre-se que quem tem inveja é porque não é feliz e não tem a capacidade de conquistar o que deseja. A sua firmeza é que vai te proteger e o medo só dará forças ao invejoso. Use e abuse do senso de humor. A alegria aliada à presença de espírito (sem agressividade) cortam o padrão vibratório do invejoso, deixando-o sem ação. E não se esqueça: 'Nunca tenha vergonha ou culpa por ser feliz'!
Proteção contra Mau-Olhado (# 10)
Baseado nos ensinamentos de
 
  Rav P. S. Berg  
 
    Os antigos sábios cabalistas descrevem este Nome de D’us como sendo muito poderoso, uma invencível arma de guerra. Ele assegura a vitória na mais longa e importante batalha na história humana – o conflito contra nosso próprio mau-olhado e o de outras pessoas.
 
Um dos 72 nomes de D'us: Alef, Lamed, Dalet
Dalet ← Lamed ← Alef
Um dos nomes de D'us
www.www.reviews.ebay.com
      No Zohar, I, pg. 68b, encontramos:
    “A pessoa dotado de um mau-olhado carrega com ela um olhar das forças negativas da destruição, por isso é chamada “destruidora do mundo”, e em geral deve-se tomar muito cuidado e procurar não estar com ela, pois se corre o grande risco de se ferir”.
    Olhos em geral possuem um tremendo poder.
    O olho humano tem a capacidade de transmitir tanto energia positiva como negativa. O mau-olhado refere-se a um rápido olhar, pleno de ressentimentos e mágoas, que recebemos das pessoas que nutrem sentimentos destrutivos contra nós.
    Os cabalistas atribuem muitos dos nossos infortúnios diários a esse tipo de mau-olhado.
    Em contrapartida, quando lançamos nosso mau-olhado em outras pessoas, criamos uma enorme abertura em nós mesmos, atraindo com isso mais olhadelas negativas dos outros, com os seus conseqüentes efeitos negativos e destruidores.
    Tornamo-nos então mais vulneráveis e nossas defesas espirituais se enfraquecem.
    E é claro que o mau-olhado traz iguais danos tanto para o emissor como para o receptor!
    Este Nome de D’us (#10) nos ajuda a acelerar o processo de combater tal situação, e em todos os níveis!
    Quando você meditar com este Nome, canalize o seguinte conteúdo:
    “Meu próprio desejo de enviar mau-olhado para os outros está diminuindo. Um escudo de energia positiva me envolve, oferecendo e garantindo proteção contra as olhadelas negativas, como inveja, cobiça, ciúme, e o espírito mal e mesquinho dos outros”.
    O Nome Alef, Lamed, Dalet é ligado está ligado às influências da Sefirá Chessed (4a. Sefirá: expansão, compaixão, misericórdia, perdão, gentileza, amor, benevolência), que se situa na coluna da direita, logo abaixo de Chochmah, que corresponde ainda ao signo de Capricórnio.
    Esta é também a primeira das Sete Sefirot inferiores, com as quais nos relacionamos. Mas as Sefirot são inteligências muito elevadas, então como nos conectar com elas?
    Sabemos que existe eletricidade na tomada, mas precisamos de instrumentos (cabos e aparelhos) para revelá-la. Da mesma forma, precisamos de instrumentos ou canais para bem estabelecer conexão com as Sefirot.
    O canal para Chessed é o patriarca Abrahão, pois ele foi o canal que manifestou a inteligência de Chessed no mundo. Quando queremos nos conectar com essa qualidade de energia, devemos meditar em Abrahão.
    De acordo com a Guimatria, a numerologia Cabalística, as letras hebraicas que formam a palavra Chessed somam 72, relacionando-a com o poder dos 72 Nomes.
    Essa relação nos ensina que, para que possamos ativar o poder dos 72 Nomes, devemos ter compaixão, misericórdia e gentileza pelo nosso próximo.
 
Linhas vermelhas enroladas na Tumba
de Raquel são depois cortadas
e utilizadas como proteção.
www.judaism.com
 
    A expressão física da Sefirá Chessed é a água. Chessed representa o total Desejo de Compartilhar. É o doar incondicional, o estender a mão (por isso em nosso corpo se relaciona com o braço direito), é o fluxo de energia que se expande abundante e incontrolavelmente, por isso é considerada a mais expansiva das Sefirot.
    Entretanto Chessed sem equilíbrio é o extremista–liberal que lamenta mais pelo criminoso do que pela vítima; é o homem pobre que ganha na loteria e dá cada centavo de sua nova fortuna para caridade e deixa a própria família pobre. Desenfreada, Chessed doa até quase machucar. Felizmente, temos uma contraparte de equilíbrio, a Sefirá de Guevurah.
outubro.09
Contato com o autor:
Laer Passerini - laer@passerini.com.br
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