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10 de julho de 2020

Responsável: Constantino K. Riemma


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Vozes nas ruas e música no ar
Rui Sá Silva Barros
Na Grécia e Espanha os socialistas dirigem o Estado que aplica planos de ajustes draconianos, é um modo conciso de apresentar a falência política das tradicionais organizações populares (partidos, sindicatos e associações). Os protestos agora correm por conta dos inexperientes indignados, um mínimo de organização e sem reivindicações claras. Não podia ser diferente e como Urano ainda percorre Áries em sete anos, eles terão tempo para amadurecer. Alguma coisa já está acontecendo com sinais promissores: o PS francês convocou primárias públicas para a escolha de seu candidato às eleições de 2012, compareceram mais de dois milhões; surgiu uma conferência contra a austeridade de nível pan europeu (já era tempo), e o movimento finalmente eclodiu nos EUA, faltam os alemães e chineses. E passo ainda mais importante foi marcar manifestações simultâneas em 15/10 (Sol conjunto a Saturno e Júpiter trino a Plutão), o que chamou atenção da mídia.

<-- Manifestações em Roma, 15/10

O manifesto de Buffett e o movimento Ocupar Wall Street dão munição a Obama, mas ele continua preso ao sistema financeiro – que ocupa todos os postos-chave na administração econômica –, grande financiador de campanhas. O movimento dos indignados precisa agregar outras parcelas da população para crescer, lista de reivindicação é o que não falta. Protestam contra a democracia existente com toda razão: tornou-se um jogo de cartas marcadas dirigida pelo dinheiro, onde o voto é facultativo a frequência só tem caído, o povo sabe perfeitamente que escolhe seis ou meia dúzia. A saída é ampliar a democracia com plebiscitos sobre as grandes decisões e mandato eletivo, o representante pode ser destituído se não defender a plataforma sob a qual se elegeu, isto implica no voto distrital; participação popular na direção de empresas e agências de supervisão estatais. O movimento americano emergiu num retorno de Saturno em trino à Lua natal da carta do país.

Na economia também não é difícil levantar algumas bandeiras: as dívidas totais (públicas e privadas) são impagáveis e precisam ser renegociadas com distribuição equitativa de perdas, os sistemas tributários precisam ser progressivos (quem ganha mais, paga mais), as micro e pequenas empresas fornecem a maior parte dos empregos e precisam de incentivos fiscais e créditos, o orçamento militar é exorbitante e precisa de uma poda. A preservação do amparo social a idosos e crianças é ponto de honra. Um acordo sobre alguns pontos básicos é perfeitamente possível. Com o andar da carruagem outras coisas urgentes podem ser incluídas: fim do desperdício e descartabilidade, prevenção contra as perdas advindas de desastres naturais, utilização de energia renovável e limpa, mecanismos que previnam fome e inanição etc.


Aspecto festivo no movimento 'Ocupe Wall Street'

Eles têm pela frente um adversário temível que domina a política econômica, as forças de segurança e a indústria do entretenimento, que cooptou as organizações populares e que seduz e hipnotiza com suas máquinas e aparelhos eletroeletrônicos. O adversário está em crise desde a última conjunção Urano-Plutão, ele vem empurrando as contradições para frente, adiou o acerto de contas com crédito barato, sua economia baseada em desperdício e obsolência programada castiga os recursos naturais e o ambiente planetário. A manutenção deste estado de coisas inclui o aparecimento de guetos, muita polícia na rua e guerras preventivas. Capital financeiro e democracia jogam uma queda de braço horripilante. Num último recurso poderiam deixar um grande banco falir e criar um pandemônio tal que os protestos passariam a segundo plano imediatamente. Os ativos financeiros dos grandes bancos são assunto para videntes, daí a onda permanente de rumores, ando lendo sobre os números desencontrados. Uma queima destes ativos é inevitável.

Para conservar a eurozona são necessárias duas condições: a criação de um governo econômico com convergência das políticas tributárias, previdenciárias e trabalhistas; e incentivar a especialização dos países periféricos na produção industrial de algo, dando-lhes alguns anos de proteção e monopólio. Do contrário, as diferenças aumentarão. Outra solução é a saída organizada da eurozona, o que seria um triunfo total do capital anglo-saxão. Com o recrudescimento do nacionalismo o governo econômico será imposto, atropelando soberanias e a democracia, os governos nacionais ainda vacilam em dar este passo, algumas eleições importantes estão marcadas para o ano que vem.  Saturno terminou sua quadratura a Vênus, regente do MC (executivo) e agora fustiga Marte natal, regente do FC (povo, fundamentos). Além disso, o Sol progredido adentrou a oitava casa natal: é transformação ou morte.

Marte em Leão reforça a atuação de Urano em Áries, Saturno em Escorpião (2012) reforçará Plutão. O Sol passando pela estrela Acrux em Escorpião opondo-se a Júpiter e Marte cruzando Regulus em oposição a Netuno prometem momentos tensos no final de outubro e começo de novembro. No início de novembro reunião do G-20 na França.  Só espero que nenhum grupo islâmico, adepto da alfafa, faça todo este movimento refluir como em 11/09.

Oriente Médio – O governo americano está tranquilo, o suficiente para espicaçar o iraniano. A história do complô para matar o embaixador saudita não se sustenta e o pedido de vista aos relatórios da AIE sobre o programa nuclear persa também. O Irã continua com o mesmo problema: queda de braço entre Ahmadinejad e o Conselho religioso pelo apoio da Guarda Revolucionária, o atual fiel da balança. Irã e Arábia Saudita se enfrentam na situação síria, onde a população cansou de morrer nos protestos e começou a se armar. Ano que vem Plutão e Urano cutucam o Ascendente e a Lua da carta natal do Irã, e vamos ver o reinício do movimento popular. Tunísia e Egito têm eleições marcadas para Assembleias Constituintes, quando empossadas será possível levantar mapas e olhar as tendências com maior clareza. Com Júpiter transitando Touro, o governo israelense pode querer expandir e consolidar as colônias na Cisjordânia, terra que acreditam ser propriedade histórica dos judeus. A troca de prisioneiros com o Hamas fortalece o grupo e enfraquece a ANP de Abbas, é uma resposta a campanha pelo estado palestino.

China – As exportações estão perdendo fôlego com a estagnação no Atlântico Norte, proliferou o crédito informal para pequenas empresas com muita inadimplência, enquanto o oficial é limitado pela subida no compulsório e taxas de juros.  A inflação persiste e corrói a renda popular, e o governo tira do ar um programa onde os espectadores podiam votar, péssimo hábito. Nos documentos públicos a conversão para o mercado interno já está garantida, mas na prática há resistência, e muita: das pequenas empresas voltas à exportação e da burocracia que está ligada ao setor. Pesticidas na agricultura, enxofre no diesel, vapores químicos, deslocamentos de populações para projetos industriais, tudo isto tem provocado protestos diários e localizados.

Em dezembro Plutão faz sua primeira quadratura exata ao Sol natal do mapa chinês, ano que vem Urano faz oposição; o tempo de indecisão vai acabar. A situação já causa ansiedade nos governantes do país que segue com lupa a situação chinesa.

<-- Tempestade de areia na China


Brasil
– Saturno ingressa no setor 9 da carta natal e põe seus temas em relevo. O Judiciário está corrompido até a medula, uma sentença saía por 50 mil até dois anos atrás, agora já não sei mais. As normas processuais são aberrantes permitindo dilações e adiamentos infinitos. O Supremo está abarrotado de processos que poderiam ser resolvidos nas instâncias inferiores e todo mundo é parente de alguém no sistema. O amontoado nas delegacias e penitenciárias é alvo de matérias no exterior. Não há República sem um judiciário que funcione! O governo precisa continuar intervindo no exterior, mas deve encontrar o tom. Quem somos nós para dar conselhos? Basta dar uma espiada na pobreza, educação e infraestrutura para ver que temos muito a fazer, para ver que nossa política econômica continua muito presa ao curto prazo. De resto dona Dilma está certa quando afirma que os planos de ajuste europeus aumentam a recessão e agravam as dívidas e o governo tomou a posição correta em relação à Síria, uma intervenção externa pode deflagrar uma guerra civil geral. Não se deve dar muita bola ao Conselho de Segurança que não dá um pio sobre as ditaduras no Golfo Pérsico ou África.

O tranco no crédito e nas despesas do governo surtiu efeito agora, com uma nítida desaceleração da economia, contrariando previsões de economistas e jornalistas afoitos. Não há qualquer problema em crescer 3% agora e ano que vem, se o tempo for usado para arrumar as contas. O câmbio virou bruscamente e foi a $1,95 na especulação, tende a se aquietar entre $1,70 e $1,80, remunerando melhor os exportadores e diminuindo a importação de badulaques; os bancos e empresas que tomaram empréstimos em dólares, por conta dos juros quase nulos, vão penar um pouco, mas nada dramático. Os que apostaram na crescente valorização do real no mercado futuro, estes sim perderam um bom dinheiro, mas nada que nos aflija.  Se não houver crise bancária na Europa, o fluxo de investimento e crédito deve continuar. Já está na hora de pensar em dar um destino razoável às reservas acumuladas, valeria a pena contratar serviços de infraestrutura no exterior já que aqui o BNDES continua ocupado em fomentar oligopólios. O destino da renda do pré-sal é assunto transcendental, digno de um plebiscito, deixar isso na mão de 600 congressistas e governadores é um perigo, eles só conseguem pensar até a próxima eleição e olhe lá! Estudo recente detalhou numericamente o que já sabíamos: todos os impostos pagos pelo sistema financeiro representam 4% da arrecadação federal, só o IRPF é mais que o dobro (9%). O sistema regressivo em ação, quem ganha mais paga menos. Júpiter estimula a oposição Marte-Saturno da carta natal do País, um dos nós para o salto ao futuro. Os problemas com a Fifa e o Ministério dos Esporte estão diretamente relacionados com o trânsito.

Fiz diversas referências aos mapas natais dos países acima e UE, eles estão nas crônicas anteriores no fórum do site. Passemos a um assunto mais agradável e prometido.

Música e trabalho espiritual

De todas as criações humanas a música instrumental é a que melhor evoca a realidade dos mundos suprassensíveis. Liberta da imprecisão das palavras e da familiaridade das imagens visuais, nossa mente sofre um branco que possibilita a emergência de outras coisas, pois o compositor diz alguma coisa, mas não sabemos o que é.
A música e o som têm efeitos físicos e emocionais tangíveis. Podem quebrar materiais sólidos, derrubar as muralhas de Jericó; atingem nosso centro motor e nos arrastam para a dança; e emocionais também: a lenda de Orfeu, o encantamento da serpente, os hinos nacionais e militares, a alegria e as lágrimas, tudo isso atesta este impacto. A música pode ser tremendamente hipnótica, quem já não passou o dia tentando se livrar de uma? Ela também é um excelente apoio mnemônico, através de uma música recordamos com facilidade uma época de nossas vidas.

<-- Dançarina hindu e a arte dos mudras

As músicas – oriental e antiga – levavam em conta a importância do som em nosso psiquismo e prescreviam rigorosamente escalas e ritmos apropriados para cada finalidade. Esta música está em perfeito alinhamento com princípios cosmológicos e matemáticos. Foi assim na Grécia e a Igreja Católica recolheu esta herança nos modos do canto gregoriano. Música, dança e canto foram empregados em liturgias de diversos povos e em organizações esotéricas ortodoxas, como os Mehlevi (os dervixes dançarinos) do grande Rumi, além de tudo um maravilhoso poeta.  A simples audição deste tipo de música já tem um efeito benéfico. As escrituras sagradas pedem uma entonação especial, sejam os Vedas, os sutras tibetanos, os textos judaicos, cristãos (principalmente ortodoxos, no original grego) e islâmicos. O Latim foi uma língua de soldados e mercadores, mas a Igreja Católica conseguiu infundir-lhe espiritualidade em sua liturgia.

Além disto, a humanidade sempre cultivou a música para acompanhar suas atividades diárias: para o trabalho, recreios infantis, festas populares, ninar, cortejar e muito mais. As transformações do Renascimento também tocaram a esfera musical, os compositores começam a assinar as obras, a polifonia tomou conta das missas e as experiências foram incentivadas. A história da música instrumental europeia é uma história da expansão dos recursos da linguagem musical. Por isto não devemos fazer uma pergunta tola: quem é melhor, Bach, Mozart ou Beethoven? Depois da revolução francesa Beethoven pode tomar liberdades que os públicos de Bach e Mozart recusariam. É claro, os indivíduos escolheram a partir de seu centro emocional: os que têm Júpiter e Saturno fortes escolherão Bach pelo fervor religioso e precisão matemática, os que têm Mercúrio, Vênus e Saturno predominantes escolherão Mozart pela elegância, humor e precisão formal; e os que têm signos de fogo – e Sol e Marte em destaque – preferirão Beethoven por seus júbilos, arrebatamentos e orgulho. Os uranianos escolherão o último, Beethoven (a partir do Opus 106), pois aí o compositor abandonou as formas tradicionais e o público da época não acompanhou.

É possível fazer exercício de concentração com peças destes compositores? Sim, é possível, mas há grandes obstáculos no caminho. Devido à prolongada convivência com a dança e o canto, a música está repleta de associações, cortesia de Nietzsche que observou isso. Se você ouve uma peça dos compositores e imagina gente dançando, na corte ou no campo, você não está delirando, eles usaram muita música de dança em suas obras. Depois vieram o cinema e a televisão, que usaram a música como trilha sonora, e o rádio que usava a música para ritmar atividades domésticas rotineiras. Em suma, tendemos agora espontaneamente a imaginar cenas visuais e historietas quando ouvimos música e isso destrói a concentração. O uso de peças muito conhecidas também provoca o mesmo efeito, quando ouvimos a ária em sol, o prelúdio e fuga em dó maior, de Bach, a pequena música noturna ou a marcha turca de Mozart; a Sonata ao Luar ou a quinta Sinfonia de Beethoven; ao chegarmos ao décimo compasso já começamos a pensar noutra coisa.

A música instrumental produzida no século XX tomou todas as liberdades possíveis e fez experimentos com escalas, timbres, ritmos e formas, além de expressar a angústia de forma aberta e sem redenção. O resultado é que o público se afastou, principalmente quando tinha acesso à música popular no rádio e na vitrola, uma música que por sua homogeneidade de ritmo, o emprego de refrão e simplicidade harmônica permitia uma audição distraída, a mente ficava satisfeita com a familiaridade. Produziram-se peças ricas e de grande valor nesta esfera, mas o uso de palavras nos leva inelutavelmente ao humano, demasiado humano, o que não é o objetivo da concentração, como explicado na última crônica.

<-- Orfeu e a lira

Ouvir música que nos agrada é benéfico, pois harmoniza a pulsação do psiquismo, mas para fazer exercícios de concentração é melhor escolher algo diferente, que nos obrigue a prestar atenção e leve um tempo para memorizar. Escolha um trecho de 2 minutos, depois pode alongar. Os resultados são muito interessantes, pode aflorar uma recordação nítida como a do narrador de Em busca do tempo perdido (Proust) ao ouvir o septeto de Vinteiul, pode surgir a solução de um problema, e quando o exercício se prolonga e aprofunda pode surgir uma serenidade espantosa que liquida qualquer dúvida sobre a continuidade da vida, alicerce de bem-estar.

O estudo intelectual da arquitetura da música pode ajudar na memorização e é fundamental para acompanhar obras dodecafônicas e serialistas. Isto não é essencial, mas ajuda. Se uma peça musical lhe impressiona profundamente, a análise da estrutura não vai oferecer resposta a este enigma, a resposta está em sua carta astrológica. A configuração reage com simpatia a alguns encadeamentos de sons e andamentos, e antipatia a outros. Este tema é vasto. Na Qabbalah judaica, os vinte e dois signos, planetas e elementos estão relacionados às 22 letras do alfabeto e temos 22 quartos de tons básicos. O mapa natal se converte num mantra pessoal e pode ser musicalizado.

A respeito de algumas músicas as pessoas dizem: é celestial! Elas têm toda razão, a música é um chamado para o retorno à nossa pátria espiritual.

Em tempo: o Sindicato dos Astrólogos (RJ) promove seu 13º Simpósio com o tema: A Humanidade e seus apocalipses. Gente do país inteiro e exterior, algumas palestras interessantes de temas afins. Devo apresentar um trabalho sintetizando as crônicas. A diretoria caprichou na organização. Programação, preços, datas e local podem ser encontrados no site http://www.sinarj.com.br/
 
26/10/2011 10:27:11

Comentários

dulcio lenzi - 29/10/2011 01:05:49
Só espero que nenhum grupo islâmico, adepto da alfafa, faça todo este movimento refluir como em 11/09.

perigo a vista, tipo tocar o terror no encontro.

Rui Sá Silva Barros - 29/10/2011 12:18:16
Olá Dulcio:
Você deve se lembrar que meses atrás os estudantes em Israel começaram um protesto contra os aluguéis altos, depois o movimento engrossou contra a inflação e outras mazelas. Nisto, um grupo saído do nada assaltou um comboio no sul matando inclusive policiais egípcios na fronteira. O movimento refluiu imediatamente para alívio do governo israelense. A coisa pode se repetir, em Roma suspeita-se que um pequeno grupo começou a queima de carros e depredação de imóveis. As provocações estão sempre à espreita e o resultado é o mesmo, seja por burrice (alfafa) ou ações encobertas dos próprios governos. Abs, rui.

Ozanam Thales S. Teixeira - 01/11/2011 16:37:30
Amigo Rui,
Estava com saudades das suas análises e até achei que vc não ia publicar nada em outubro. É bom ver que vc continua firme e forte.
Amigo qdo é que vai cair a ficha dos governos???? Apesar de tudo os homens continuam cometendo os mesmos erros de séculos atuais, mtas pessoas poderiam viver na idade das cavernas, tamanho o seu pensamento tacanho.
Veja esta notícia: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1000072-potencias-nucleares-planejam-renovar-arsenais.shtml
O complexo militar industrial domina completamente os países, e creio que banqueiros e financistas querem promover uma orgia de sangue como aconteceu na 1ª Guerra Mundial, em que milhões de jovens foram ceifados nas trincheiras pelas metralhadoras de ambas as partes.
Fazê o que?? eu torço pra que ocorram outros furacões Katrina e outros tsunamis e terremotos, pois se a humanidade ñ que evoluir pelo amor que evolua pela dor.
Parabéns pelos 60 anos, vc está num momento especial, pois segundo a Kaballah e o Judaísmo, 60 corresponde ao 6º dia da criação e depois vem o descanso o Shabbat, que corresponde ao ápice da evolução do ser, com a chegada do 7º dia, o dia em que recebemos a Shechiná.
Portanto aproveite bastante este período.

Shalom

Possa Cadósh Baruch Hu abençoá-lo cada vez mais.

Ozanam

Rui Sá Silva Barros - 01/11/2011 18:24:44
Caro Ozanam:
Obrigado pelos votos, estou precisando mesmo, no segundo semestre os problemas chegaram juntos, mas começam a dar trégua.
A primeira guerra foi um ponto de viragem, a vida humana tornou-se descartável com bombardeios de civis indefesos e milhões morrendo numa estúpida guerra de trincheiras. A indústria bélica vai bem, obrigado.Já estão vendendo para os novos governos do norte da África, e os americanos, incomodados pela presença chinesa, já querem criar um comando para o continente. Os sinais de barbárie estão aí. O que os americanos vão fazer com os 30 mil soldados que sairão do Iraque? Eis a pergunta da hora. Marte passando pela estrela Regulus faz oposição a Netuno, espero que não inspire ninguém a fazer besteira. Abraços, rui.

roberto ferrari de ulhôa cintra - 02/11/2011 13:01:47
concordo.
indico ainda a leitura complementar do meu artigo - "é o
dolar , idiota http://www.revistaautor.com/portal/index.php?view=article&catid=13%3Aeconomia&id=399%3Ao-d-idiota&format=pdf&option=com_content&Itemid=40(também no google )

Rui Sá Silva Barros - 02/11/2011 16:47:34
Olá Roberto:
Seu artigo é muito bom, conciso e direto ao ponto. O governo americano parou de publicar o valor da M3, dolares no exterior, bem se vê que o problema é grande. Se os produtores de petróleo, China, Japão,Índia e Brasil aceitaram receber suas exportações em outras moedas o movimento que vc descreve será acelerado. O lastro final do dólar é o Pentágono, um imposto disfarçado que o mundo paga pelo papel de polícia deles. Certamente os dirigentes chineses se dão conta disto, mas não veem alternativa, por enquanto. A criação de uma moeda comum para comércio e transações internacionais encolherá a economia americana. A encrenca é grande, eles não entregarão a rapadura pacificamente. Neste momento de estagnação, com ameaças de recessão e quebras bancárias, a questão está em segundo plano, mas logo ali na frente ela deve ressurgir.Grato pelo comentário e indicação. Abraços, rui.

Bete Torii - 03/11/2011 00:52:33
Oi Rui,
Muito interessante tudo o que você diz sobre a música, seus efeitos e sua ajuda. Quanto à visão astrológica, agora que você diz me parece realmente pertinente, senão evidente, que as simpatias e antipatias por determinado tipo de música, andamento (timbre também?) etc. estejam relacionadas ao mapa natal. Beijos, Bete

Rui Sá Silva Barros - 03/11/2011 10:43:03
Oi Bete:
As reações inatas para qualificar as sensações são dadas pelo mapa natal, com o tempo e um pouco de disciplina podemos começar a apreciar outras coisas. Isto se aplica aos sons, cores, formas, sabores, odores,etc. A predominância de um órgão sensorial também é dada pela configuração astrológica. Daí surgem as mais diversas configurações e os choques entre as pessoas, às vezes cômicos, noutras trágicas. Por volta dos 20 anos começamos a acreditar que este sistema inato é produto da escolha consciente e voluntária do ego. Inventamos razões para "provar" que o vermelho é melhor que o azul, ou vice-versa, que as tonalidades maiores são 'melhores' que as menores, que o doce é melhor que o salgado. Quer dizer, a ilusão vai aumentando! Em suma, um conhecimento de nossa constituição básica é um requisto essencial para a compreensão e o trabalho espiritual. E assim, diante da mesma música as pessoas podem ter reações mais diversas.Pode existir uma música objetiva que produza os mesmo resultados em todos? Penso que sim, que já existiu, mas como outros saberes este também foi perdido, no entanto temos alguns sucedâneos: os hinos nacionais provocam certa reação em comum, mas não totalmente, veja o caso do nosso: virou Uvirundum. Assunto vasto e apaixonante. Beijos, rui.

Abelard Gregorian - 12/11/2011 13:55:25
Rui,
você trata do sentido transcendente da música e indica a sua participação na liturgia de praticamente todas as religiões.
O que você poderia dizer quanto às referências simbólicas da música para compreender a organização do Cosmo? Por exemplo, os possíveis nexos entre a música e a idéia de escala e de oitavas, utilizada por Gurdjieff em seus ensinamentos?

Rui Sá Silva Barros - 12/11/2011 14:45:57
Olá Abelard:
Grande questão! Gurdjieff toma a escala de dó maior para explicar aspectos de Cosmologia. As coisas vão longe, observe que esta escala se aplica à organização de nosso sistema solar. Em dó maior os semitons ficam entre o terceira e quarta notas e depois entre a sétima e a oitava. Se partirmos do Sol como Dó e prosseguirmos na escala ascendente teremos a Terra como Fá (matéria orgânica)e Urano como Dó, o que coloca imediatamente a questão das afinidades entre Sol e Urano, o manejo da energia é um dos que aparecem primeiro.A escala de Dó maior é apenas uma das possibilidades para a organização dos sons, há muitas outras formas e todas têm significados e abrangem aspectos da realidade. Que sabemos nós atualmente destas coisas? Quase nada. Mas sabendo ou não agimos como se a música fosse fundamental, ou melhor dizendo o som. E assim falamos com gente em coma sem conhecer que os primeiros serão os últimos, o som é primordial no mundo sensorial e será o último a desaparecer.
As escalas pentatônicas podem ter correspondências precisas com os cinco sentidos e as cinco vogais. Imagine o que não pode ser feito a partir disto para o aguçamento dos sentidos e práticas meditativas!Na Qaballah o som é fundamental e a arte combinatória das letras, idem; muitas práticas são feitas pela entonação e combinação e a maioria não resulta em palavras de uso corrente.Aliás, há mais palavras potenciais do que as de uso corrente. Que serão elas? Palavras a espera de objetos que ainda não existem. É um vasto assunto e no ponto em que estamos exigiria muita pesquisa prática, pois como muitops outros saberes este também caiu no esquecimento. Abraços, rui.


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