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01 de outubro de 2020

Responsável: Constantino K. Riemma


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Processos de Mudanças
Ricardo Pereira
  Para cada existência, a verdade básica é que tudo muda. Ninguém pode negar essa verdade. Não buscamos nada fora de nós mesmos. Devemos encontrar a verdade neste mundo, através de nossas dificuldades, de nosso sofrimento. O prazer não é diferente da dificuldade. Bom não é diferente de mau. Bom é mau; mau é bom. São dois lados da mesma moeda. Portanto, a iluminação deve estar na prática. Este é o entendimento correto na prática, o entendimento correto da nossa vida. Assim, encontrar prazer até no sofrimento é a única maneira de aceitar a verdade da impermanência. Sem compreender como aceitar essa verdade, você não pode viver neste mundo. Mesmo que tente escapar dele, seu esforço será em vão. (Shunryu Suzuki, citado no livro, Mente ZEN, mente de principiante)

 
Recebi em meu Fórum Taromancia, aqui do Clube do Tarô, no dia 03 de dezembro de 2010, as seguintes abordagens e a indagação de Flávio Siqueira, a qual resolvi respondê-la em um fórum individual e exclusivo, por tratar-se de um tema de magnitude para quem ensina, estuda e pratica o Tarô.

Olá Ricardo.

Estava estudando esses dias a Jornada do Louco. Muito interessante ver como os arcanos maiores se interligam tão perfeitamente. Bom, mas ai surgiu uma dúvida: Os arcanos A Roda da Fortuna, A Torre e A Morte se reportam a mudanças, não é isso? Mas há uma diferença sutíl entre elas, pelo menos ao meu ver. A que tipo de mudanças cada um se refere?

Grato.
Flávio Siqueira

Processos de Mudanças: A Roda da Fortuna, A Morte e A Torre


Flávio, gostei muito de seu questionamento e buscarei ser o mais claro possível em minhas respostas para cada um dos arcanos, os quais você levantou tal questão.

Realmente, no Tarô, tais arcanos versam sobre processos de mudanças e cada um deles atua, dentro da estrutura do Tarô e de suas simbólicas, com certas diferenças do ponto de vista, principalmente da previsão taromântica. Claro, atuam também, cada um com suas características, nos diversos planos da existência (material, mental, sentimental e espiritual), assim como suas dinâmicas precisam ser coerentemente trabalhadas nas diferentes abordagens de atendimento além das consultas adivinhatórias, tais como as terapêuticas, as de aconselhamento, as simbólicas, as de autoconhecimento, as de cunho espiritual etc.

Por outro lado, não podemos nunca nos esquecer que, em sua essência, o Tarô é um oráculo e que, sendo assim, fará previsões de futuro, análises de situações passadas e, principalmente, de situações correntes. Não importa o tipo de abordagem (simbólica, terapêutica, de aconselhamento, de autoconhecimento, mágica etc) que o tarólogo esteja utilizando no atendimento ao seu cliente, ele não cerceará a função oracular do Tarô, embora alguns afirmem, contraditoriamente, que não usam o Tarô para fazer adivinhação ou previsão de futuro e que ele não funciona exercendo esse, o qual considero, um de seus principais papéis.

Um aspecto importante de sua questão também não pode fugir da elaboração das respostas que posso contemplar para atender essa sua demanda, ou seja, o entendimento do conceito de "mudança".

Nos dicionários, por exemplo, como o Houaiss (2010) o termo MUDANÇA significa:


ato ou efeito de mudar(-se)
1 - troca de um lugar (país, região, residência etc.) para outro
2 - transferência de móveis, objetos etc., para novo local
3- substituição, troca
4 - transformação decorrente de certos fenômenos:estações do ano, clima etc.


Bem, você pergunta:

... A que tipo de mudanças cada um se refere?


Com base no conceito e na minha experiência enquanto tarólogo e professor de Tarô, afirmo-lhes com total segurança que os três arcanos se reportam, de forma ampla, a todo e qualquer tipo de mudança, de transformações, comportando-se de formas diferentes em dadas situações ou contextos para diferentes pessoas ou instituições, em planos distintos da existência humana, mesmo que suas simbólicas essencialmente os faça transmitir mensagens de acordo com um conjunto de atributos comuns mas que funcionam sob a regência de diferentes fatores, incluindo os técnicos, como os do uso, por exemplo, de métodos de tiragens ou de leituras.

Nesse contexto, na perspectiva da previsão taromântica tem-se as seguintes situações para esses 3 (três) arcanos no âmbito dos processos de mudanças:

A Roda da Fortuna (arcano maior de número 10)


Mudanças de ordem cármica


A Lei de Causa e Efeito para quem possui essa crença pode ser um fator a ser trabalhado com o Tarô por meio de investigações terapêuticas sobre atos de vidas passadas que podem impactar na realização ou não de mudanças necessárias, de sonhos ou de objetivos. O objetivo, por meio de implementação de mudanças, é o de compensarem-se os erros cometidos em vidas passadas ou presentes, transformar-se o carma, fazendo emergir aberturas, desfazerem-se os bloqueios, surgindo, assim, a evolução.

Mudanças súbitas, rápidas e imprevisíveis gerando instabilidades


As coisas acontecem subitamente, quando uma pessoa ou instituição está sob os auspícios desse arcano maior. Ninguém espera e todos são pegos de surpresa. As mudanças são do tipo: anoiteceu e não amanheceu, com esse arcano maior.

Muitas vezes todos estão despreparados para as transformações que chegam da noite para o dia. Momentos instáveis, tensos sempre se fazem presentes ou são experienciados.

Mudanças sob o comando do destino ou do plano espiritual

A vontade ou desejo humano não exerce influência nas ocorrências.

Mudanças de caráter substituinte


Geralmente, com esse arcano influindo, algo ou alguém é trocado por outro. Se houver sofrimento, será vivido com mais ou menos intensidade, dependendo do contexto e dos atores. Por exemplo, trocar um pneu furado por um cheio poderá gerar sofrimento grande para uma pessoa, mas para outra poderá ser um ótimo divertimento.

Mudanças transitórias

Ensina-nos o valor da certeza da existência da impermanência.

A Morte (arcano maior de número 13)


Mudanças necessárias


Indica sempre a iminência do fim de algo, de uma situação consequente de mudanças necessárias de valores, ordens, visões, atitudes, comportamentos que tanto podem fazer evoluir ou retroceder ou morrer.

Nesse caso, evolui quem faz as mudanças e encara o novo; quem não faz amarga a decepção, a dor e o arrependimento, mas, ai, já pode ser bem tarde.

Mudanças que dependem quase que exclusivamente do desejo do consulente


Se ele (o consulente) quer fortemente, pode e deve efetivar as mudanças as quais deseja, as quais considera importantes. Sozinho ele pode fazer muito nesse sentido. O desafio aqui é o de não sair por ai realizando as mudanças e objetivos pessoais em detrimento dos interesses e desejos dos outros.

Mudanças com sofrimentos


Geralmente as mudanças com esse arcano redundam em sofrimento e dor, pois ocasionam rupturas definitivas e fortes decepções. Mas, o alívio vem rápido para alguns e pode demorar um pouco para outros, mas sempre chega.

Mudanças e transformações acompanhadas de novidades

O novo sempre surge com esse arcano maior de transição: novas idéias, visões, amores, ocupações, energias, tudo é transformado com o A Morte.

Mudanças definitivas


Não há volta, retorno com esse arcano maior. As atitudes, decisões ou fatos ocasionam mudanças definitivas. Por exemplo, um acidente que faz alguém perder um braço, uma perna; um erro médico que deixa sequelas irreversíveis etc.

A Torre (arcano maior de número 16)


Mudanças efetivadas a partir da ação de terceiros ou de fatores externos ou naturais


Por exemplo, as catástrofes, as tempestades, os incêndios, as cheias e alagamentos, as guerras e os conflitos em geral estão todos sob a influência desse arcano maior.

Nesse sentido, cada uma dessas ocorrências oriundas de fatores externos e de variáveis não controláveis, em sua maioria, trazem em si mesmas as sementes da mudança e também das perdas de todos os tipos.

Mudanças ocasionadas por erros


Geralmente as mudanças implicadas nesse arcano maior são oriundas de erros que foram cometidos em vidas passadas ou nessa vida ou que vêm sendo cometidos recentemente e de forma contínua, abrangendo, por exemplo, erros de cálculo ou de planejamento, os quais originam estruturas ou sistemas ou situações vulneráveis ou arriscadas; de falta de bases ou de fundamentos consistentes; de falta de sintonia ou valores ou interesses em comum; de incompatibilidades em sentido amplo etc.

Mudanças amplas e totais

As transformações podem se proliferar por várias áreas da vida de pessoas ou de instituições, não sobrando um elemento sequer que se aproveite.

Tais mudanças completam as suas totalidades preparando espaços para novas ordens completamente diferentes das concebidas anteriormente. Se um casamento entrou em crise e houve uma separação, por exemplo, não há mais volta; se houve uma ruptura de parceria entre empresas, nada fará mudar esse resultado etc. A mudança se instala aqui definitivamente.

Mudanças originando frustração, dor e sofrimento nem que seja para uma das partes


Como as incompatibilidades e erros são espécies de motivadores de mudanças, essas vêm surgindo e multiplicando-se em frustração, dor e sofrimento. O sofrimento é bem significativo nas mudanças consequentes dos auspícios desse arcano maior. Lágrimas muitas podem ser derramadas, noites e noites de sono podem ser perdidas ou por todos envolvidos em uma contenda, ou apenas por um deles.

Por exemplo, um divórcio sugerido por esse arcano pode trazer mudanças bastante positivas para um e transformar a vida do outro em um verdadeiro inferno de necessidades, de privações e de sofrimentos.

Diante tal dinâmica desse arcano maior, não é coerente a defesa da idéia tão comumente apresentada na literatura e na prática do Tarô de que um arcano é positivo e a de que aquele outro é negativo. Desse modo, o julgamento sobre atuação dos arcanos, de seus comportamentos em uma consulta taromântica depende diretamente da situação analisada e da vivência dos envolvidos numa questão.

Mudanças de origem cármica ou do destino


Se um erro foi cometido, ou por excesso ou por mau uso da liberdade, e tudo desabou na cabeça do consulente, surge com esse arcano maior a oportunidade de se fazer tudo diferente. Muda-se tudo, pois nada mais se aproveita.

Quem acredita em carma, em vida depois da morte e na Lei da Causa e Efeito poderá afirmar com a emergência desse arcano maior que o consulente percorreu ou vem caminhando por um caminho, utilizando-se de mecanismos em não-conformidade ao que estava ou estaria contemplado para ele, nos planos Divinos, a fim de obter a transformação e liberação do seu carma; que ele muito pouco ou quase nada aprendera com as lições que a vida recente vinha lhe oportunizando a fim de que ele compensasse aqueles erros cometidos no passado.

A mensagem do arcano, nesse caso, é a de que os erros cometidos deverão ser retrabalhados, corrigidos e modificados por intermédio da luz da espiritualidade ou da religiosidade, conforme os planos de uma Ordem ou Inteligência Espiritual Superior. Cooperar inteligentemente com a Lei do Carma, não resistindo à transformação proposta pela espiritualidade é o desafio ou a maior meta a ser atingida quando esse arcano maior surge para denunciar que mudanças precisam ser efetivadas a fim de se cumprir tal proposta.

No que diz respeito a questão do Destino (esse conceito para alguns é igual ou entendido como o de carma), quem nele acredita, dirá que como não estava escrito no livro do destino do consulente o sucesso dele a partir de sua convivência com determinadas pessoas, instituições ou com a sua participação ou investimento em certos empreendimentos, por isso tal fado, chances ainda ele terá de retornar à rota ou trajetória que lhe foi predestinada. Desse modo, surge-lhe um aviso arcânico de que uma luz de oportunidade de novos empreendimentos que podem ser construídos, em conformidade com os planos superiores, está surgindo entre as frestas dos escombros de sua derrocada, em pleno alvorecer de um novo dia, de um novo futuro, com a emergência do arcano da esperança: A Estrela.

Nesses casos ainda fica a dúvida: como garantir com precisão ao consulente, por meio do Tarô, que os aspectos desafiadores que bloqueiam a sua evolução em sentido amplo possuem origem cármica ou fazem parte de seu destino?

Considerações finais


Observa-se, nesse contexto, algumas possibilidades de exemplos das diferentes formas de atuação dos arcanos aqui analisados em perspectivas de processos de mudanças. Cada nuance destaca distinções sutis, mas que podem fazer a diferença durante uma consulta ao oráculo e no momento da orientação ao consulente.

O entendimento da dinâmica distinta apresentada sobre cada um desses maiores é fundamental à taromancia, pois pode garantir previsões e orientação mais assertivas, precisas e eficazes.

Espero Flávio, ter conseguido respondê-lo, esclarecido as suas dúvidas com a mesma qualidade com que foi elaborada a sua questão.

Grato por me permitir contribuir, compartilhando com todos os meus poucos conhecimentos sobre o Tarô.

Um abraço cordial,

Ricardo Pereira
Historiador e Tarólogo

FONTES DAS IMAGENS

Butterfly, In: Google Imagens, 2010.

Pictorial Key Tarot, by David Corsi, 2007.

Ricardo Pereira - © Copyright 2010 - Todos os direitos reservados

Contato com o autor


Ricardo Pereira:http://www.substractumtarot.blogspot.com
 
04/12/2010 23:18:27

Comentários

Flávio - 07/12/2010 14:25:42
Ricardo,

Fico muito satisfeito com a sua explicação, compreendi muito bem. Também achei bastante adequado chamar o tópico de Processos de Mudanças, pois o que percebo é que de alguma forma os 3 processos trazem consigo uma mensagem e um aprendizado. Agora resta saber como o indivíduo vai gerenciar o processo, ou seja, será que ele aceitará as coisas facilmente, vai sofrer muito, adianta resistir, etc.
Mais uma vez muito grato pela atenção.

Constantino - 07/12/2010 20:30:05
Flávio,
aproveito o belo espaço oferecido pelo Ricardo e transfiro para cá o comentário que havia feito para você num outro fórum.
Em síntese, as próprias imagens das cartas podem nos indicar claras diferenças nos processos de mudança que ocorrem no cosmo e na vida dos homens.
No Tarô de Marselha, por exemplo, a Roda da Fortuna ou Roda da Sorte sugere os ciclos que se repetem e se renovam: os dias, as estações, os setênios, as diferentes fases da vida. Essa idéia é ainda mais explícita no Tarô Visconti Sforza, que retrata as quatro idades do homem.
A Torre passa a idéia de quebra de paradigmas, de uma estrutura que se desfaz, mas preserva os personagens humanos. São as transmutações da forma para liberar ou ampliar a essência.
Já a Morte não deixa dúvidas com o seu cenário explícito de fim de ciclo: a foice é o instrumento agrícola que liquida a plantação, não para simplesmente destruir, mas, sim, para colher o cereal que tanto poderá servir de alimento para os homens, quanto de semente para novo plantio.
Três cartas que representam três diferentes níveis de mudanças e de ciclos de transmutação, todos necessários e inelutáveis.

Edy De Lucca - 08/12/2010 17:13:25
É impressionante como na mandala astrológica essas diferenças se manifestam claramente. Ontem fiz uma jogo para uma amiga que perdeu um filho e, obviamente, está sofrendo muito. Na primeira casa (identidade) saiu a torre e na sétima casa (relacionamento) a morte se apresentou. O que confirma o comentário claríssimo do Constantino.
um grande abraço

Ricardo Pereira - 08/12/2010 20:15:29
Flávio, Constantino e Edy,

O que fica claro com esses 3(três) arcanos maiores de MUDANÇAS é que cada um deles, nesse âmbito, atua distintamente.

Como as experiências de mudanças de cada pessoa são bem peculiares e podem apresentar características diferentes, o arcano "A Torre" vivido por "A" é diferente do "A Torre" experienciado por "B" e por "C" e por "D", por exemplo, para uma separação conjugal ocorrida ao mesmo tempo e no mesmo espaço geográfico. Nesse sentido, também é importante enfatizar que nem "todos" os atributos desse arcano se aplicam ou são experienciados por "A, B e C" ao mesmo tempo ou do mesmo modo em situações semelhantes. Por isso a "célebre" frase no meio tarológico: "...cada um vive a sua 'A Torre' com aquele(s) e no tempo que merece ..."

O mesmo se aplica aos outros 2 (dois) arcanos aqui estudados. Cada qual se comportando de modo distinto.

No Tarô é assim, não existe uma forma que faça o resultado de um prognóstico, para um mesmo tema, produzir algo com o mesmo formato para todos, ou seja, cada pessoa é única, assim como as suas experiências, dinâmicas da vida humana essas muito bem apresentadas e destacadas pelo Tarô durante a taromancia e confirmadas posteriormente pelos nossos consulentes.

Grato por participarem e quaisquer dúvidas estou por aqui!

Ricardo ;-)

Maria Elisa Fernandes - 10/12/2010 23:46:56
Como tudo o que você escreve, esta explicação foi maravilhosa, clara, objetiva, fácil de se compreender e de apreender. Muito legal você ter separado por situações de cada Arcano, claro que isto faiz toda a diferença numa interpretação, tornando-a rica em orientação e fornecendo as ferramentas para o caminho que se deve seguir para emergir dessas mudanças de maneira consciente, madura e evolutiva. Mais uma vez parabéns e aproveitei muito esta lição.
Posso aproveitar para perguntar sobre a continuação do curso de Tarô? vamos ter esse presentão em 2011? Um grande abraço

Aline Bonifácio - 11/12/2010 01:36:17
Genial o seu texto, Ricardo! Muito bom mesmo! Sempre aprendo muito contigo!

Por experiência própria em leituras, dos três arcanos o que mais temo é A Morte, no caso da mudança ser indesejada para mim. Porque ela é sempre irreversível e traz sofrimento, mesmo que, mais para frente, surjam novas oportunidades.

A Torre, mesmo com o rompimento e a dor, ainda pode trazer uma situação de volta, sob um novo olhar, um novo comportamento, através da esperança e da harmonia ressurgidas com o arcano A Estrela. Mas A Morte sempre me pareceu ser algo mais definitivo, que não tem mesmo jeito, a não ser aceitarmos o ocorrido.

Agnes G. Almeida - 11/12/2010 16:31:09
Ricardo,
Muito esclarecedora sua explicação sobre as diferentes formas de mudanças sugeridas pelos 3 arcanos. É sempre complicado e exige muito cuidado a interpretação dos mesmos na sequencia de um jogo, pois é sensível a diferença entre eles.

Senhor da vida - 11/12/2010 20:19:37
Realmente cada um tem a mudança que merece, no sentido positivo da palavra, porque como foi bem explicado, tudo na vida é uma questão de valores, o bem e o mau tem a mesma importãncia ou poder na vida humana, como lidar com eles é o nosso processo de aprendizado.
No metodo que uso Trimestral, quando o arcano 13 cai no lar, no trabalho é batata, certa vez caiu a morte na casa 02 finanças e casa 10 caiu o Mago.
Consulente saiu de um emprego, por isso o alerta de corte na finança, mas também logo foi chamado para novo emprego.ele vivenciou dor e alegria quase que no mesmo tempo.Abs e excelente tópico.

Flavio Alberoni - 11/12/2010 21:14:47
Estes três arcanos encerram algumas características bem interessantes. A Roda da Fortuna e a Morte, são arcanos complementares, conforme a sequência binária de Wirtz. Portanto não se pode falar num sem que o outro seja lembrado. Desta maneira o processo destrutivo do arcano 13, obedece um rítmo ditado pelo arcano 10. Agora, a carta 16 é maravilhosa! Enquanto o seu complemento (Arcano 7) encerra uma meta bem definida, o 16 simboliza o transcurso para a chegada a esta meta. O meio do caminho. E o rítmo (10) e a destruição (13) em cada passo em direção a esta meta atesta uma modificação notável no "andarilho". A necessidade de humildade e inofensividade para assumir esta carta é algo muito rico! As inferências dadas pelos tarólogos sobre cada arcano tornam-se evidente.

Particularmente as duas primeiras tem um aporte mental agressivo, pois estão sob o condicionamento do Arcano 4

Há outra relação muito forte entre eles. Todas as cartas tem a mesma energia intrínseca, todas são cardinais. Na série ternária 1, 2, 3// 4, 5, 6/ 7, 8,9//10, 11, 12// 13, 14,15// 16, 17...

Grato,

Alberoni

Magali Rossi - 11/12/2010 23:24:35
Adorei o seu artigo. Você escreve muito bem. Abraços e muito sucesso para você.

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