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17 de maio de 2022

Responsável: Constantino K. Riemma


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Arcano 2 - A Papisa
Uma Visão Simples
Flávio Alberoni
                                      Um olhar sobre si, sem pensamentos.  


Desde sempre quando busco visualizar um símbolo para o tarô, eu vejo um barco à deriva num lago e muita neblina em volta. A impressão imediata me diz que os elementos que ele nos fornece para avaliar algum caso determinado são pequenos e absolutamente pouco claros, levando com facilidade à confusão. O que nos salva é a intuição e a entrega a esta mesma intuição. Pois ter forte intuição e não se entregar a ela, é de pouca valia. Particularmente o Arcano 2 – a Papisa, tem uma excelente correspondência a este símbolo. Vale dizer que o eixo Papisa/Mundo representa, para mim, o tarô. Oswaldo Wirth denomina este citado eixo como a Percepção do Desconhecido.

Gosto demais do significado deste Arcano até porque tenho na família uma sublime representante da personalidade regida por ele em nível de alma: minha mãe, e seus 96 anos bem vividos, cercados de 13 filhos e dezenas de netos e bisnetos, não me deixam mentir. Evohé Dona Fernandina!

Tanta energia tem ela que este ano inaugurou um blog – http://www.diariodadonagorda.wordpress.com – sob os auspícios de uma neta muito paciente com suas memórias e “causos” irrepreensíveis. Evohé! 

Suas flores substituem o livro do conhecimento. Ela prefere o livro natural não escrito pelos homens. Seu sorriso e olhar, como se nos contasse uma anedota, espera a nossa reação de maneira pouco circunspecta (e neste ponto lembra a Imperatriz), revela mais que esconde o que sabe muito além e não conta, para quem não merece.  E a coroa... ora essa, para que coroa? Não bastam os cabelos brancos? Cáspita!!

Mas gosto desta carta, com o seu personagem feminino sentado, vestida com recato, livro sagrado na mão e contemplando o horizonte. Existem desenhos e desenhos (e outras tantas interpretações), mas este me basta. De qualquer modo pode-se encontrar neste site uma excelente descrição da figura bem como de seus significados fundamentais.

O que me chama a atenção de imediato é o ato de contemplação. Parece-me que o apanágio desta carta é em princípio a contemplação, não a percepção, não a crítica. Sendo estes dois últimos uma conseqüência do primeiro. E valendo-me novamente de Wirth, representa o conhecimento místico por excelência.

Na seqüência ditada por este autor, apesar de ser uma carta notadamente feminina, faz parte do agrupamento de uma energia yang – masculina – tendo como seu oposto o arcano 21 ( o Mundo). E desta maneira nos chega o aspecto analítico deste arcano – no arcano 21, cuja soma numérica nos remete ao Arcano 3 – a Imperatriz – onde o pensamento indutivo tem lugar de maneira muito forte.

Nessa mesma seqüência – 1, 2, 3 – considerando-a como um processo de evolução do ser, considero muito difícil para o homem simples, o arcano 2 chegar ao 3, de maneira linear.  A energia envolvida no processo (seria o acréscimo do Arcano 1) é demasiada e não se consegue isso sem auxílio exterior e os mestres para tal não se encontram com facilidade nesta feira livre de nossa vida.  Mas, o arcano 2 consegue chegar ao 3, através de seu oposto – o Mundo e também pelo Arcano 20 (o Julgamento). E a Imperatriz, recebe o influxo de energia da Papisa, através da conquista de seu oposto – o 20, o Julgamento – cuja soma algébrica nos retorna à Papisa.

Novamente Wirth nos dá uma bela descrição da dupla Arcanos 3 e 20, chamando-a assimilação do que se vê, o que está fora de si. Estas duplas de Arcanos estão bem esclarecidas na tradução do Constantino de "Indícios reveladores dos segredos do Tarô": A roda, as fileiras e os quatro grupos: http://www.clubedotaro.com.br/site/m33_ow_indicios.asp

Deixem-me expor o dito acima graficamente:

Caminho místico – chamado também via úmida ou feminina...

0            21              20...
       1               2
                  3... 

É mais fácil de trilhar que o caminho ocultista também chamado via seca ou masculina

      22              21             20...
1                             3...

Esta última é uma seqüência mais difícil, que não consideraremos aqui. Quase tão difícil quanto a seqüência numérica linear (1, 2, 3, 4 ... etc).
Importante considerar cada arcano como uma força (pensamento-forma, elemental – Leiam -Um Tratado Sobre Magia Branca de Alice Bayley, em sua página 379 e o Mago de Strovolos de Kyriacos C. Markides . Esta ultima obra - bem popularizada é particularmente  esclarecedora), que em sua manifestação se vale da energia de outros arcanos.

No primeiro exemplo acima – o do Caminho Místico, o Arcano 2 busca apoio nos  21, 20. Portanto uma personalidade Arcano 2 que possui em si o cerne da contemplação pura e simples, pode se expressar como uma pessoa com fortes capacidades sintéticas (21), analíticas - secundariamente  (3) e transformativas (20). Desta maneira, mesmo que estas cartas não apareçam em sua tiragem. E isto deve ser levado em consideração numa eventual interpretação. Existem evidentemente outras inferências, mas estas preenchem o propósito deste texto...  De qualquer modo a contradição existente nas personalidades Arcano 2, é bastante atraente; certamente por representar a imagem especular do Arcano 1 e ser o seu complemento.  Considera-se a Papisa um  indicativo para pessoas com tendência excessiva a contemplação e, por conseqüência, sem iniciativa, com incapacidade de tomar decisões. Apenas para o indivíduo simples isso é bem verdade, principalmente quando aparece na leitura o Mundo invertido ou de alguma forma ausente.

Neste processo de avaliação de um arcano as suas ligações são importantes porque nos ajudam a conhecê-lo, depois de senti-lo. O caminho inverso é mais difícil para o não místico. E nossa formação nos impele a conhecer algo racionalmente antes de senti-lo integralmente. O caminho ocultista faz com que o conhecimento ocorra do exterior para interior. O caminho do místico é o contrário (Leiam Cartas para uma meditação ocultista, também de Alice Bayle, em sua página 115). Interessante, como disse acima, que um arcano tão notadamente místico em sua essência, localiza-se em sua seqüência numérica no campo ocultista (1 a 11). O que vale dizer que o equilíbrio Yin e Yang é realmente uma lei universal.  Coisa de chinês milenar. Em verdade este processo contemplativo nos leva a uma percepção da dualidade e a percepção profunda que a dualidade encontra-se em si mesmo e ela na realidade não existe – e neste ponto o contacto com o Arcano 11 – A Força – já é evidente.  Mergulhar nesta dualidade é o trabalho do ocultista. Não perder o fio da meada e aquietar-se na essência, é o apanágio do místico. Eu diria que este é o momento da primeira escolha no caminho determinado pelo tarô. O outro momento seria do Arcano 6 – Os Enamorados.

Uma amiga (uma sensitiva claramente Imperatriz – Arcano 3) leu este meu texto e  enviou o comentário abaixo. Deu-me forte esperança de ter sido compreendido, embora ela por suas características, seja uma sensitiva de mão cheia, estando pois bem além de minhas próprias explicações:
 
Pura contemplação que faz o resto perder a importância, mesmo quando o resto é a essência de um fato, um evento, uma reflexão.

Talvez o Arcano 2 seja aquele instante no meio de uma grande diversidade, de um grande problema ou o ápice de um sentimento maravilhoso... Aquele instante em que tudo isso perde a importância pela entrega à  contemplação do que se passa conosco. Imediatamente após, se vem o pensamento, perde-se a sensação, mas permanece o efeito desse instante em que a alma vem à luz da realidade.

O Arcano 2 não se explica, sente-se. E passa tão breve que não deixa memória. Mas, à sua passagem, nunca mais seremos os mesmos. O Arcano 2 poderia ser definido como um olhar sobre si sem pensamento.

Esta última frase achei magistral. Por isso a coloquei na introdução.

O texto/poema abaixo foi tirado do livro de Stephen Mitchell – O segundo livro do Tao - baseado em escritos  antigos do Chuang-tzu e o Chung Yung. São interpretações do Tao Te King, um tanto livres. O que lhes fornecem um toque tupiniquim notável.

Tudo pode ser visto como isto;
tudo pode ser visto como aquilo.
O aquilo depende do isto;
o isto espelha o aquilo.
Um é seqüência do outro;
cada um é inseparável de ambos.
Não se pode ter certo sem errado,
a vida sem morte, o verdadeiro sem o falso.
 
O Mestre não cai na armadilha dos opostos.
Seu isto também é aquilo.
Ele vê que a vida torna-se morte
e a morte torna-se vida, que o certo
traz em si a semente do errado
e o errado a semente do certo,
que o verdadeiro torna-se o falso
e o falso, o verdadeiro,.
Ele entende que nada é absoluto,
que como todo ponto de vista
depende de quem vê,
afirmação e negação
não são o ponto da questão.
 
O local onde o isto e o aquilo
não se opõem um ao outro
chama-se "pivô do Tao".
Ao encontrarmos o pivô,
nos encontramos no centro do círculo
e ali sentamos, serenos, enquanto
Sim e Não continuam se perseguindo
em torno da circunferência, eternamente.


Parece-me que o que compreendo como Arcano 2 e Arcano 21 (nos versos finais), está aqui magnificamente elaborado. Nem precisaria escrever estas mal traçadas linhas.

Grato pela atenção.

 
24/02/2011 11:02:25

Comentários

Cleonice - 26/02/2011 21:48:08
Olá Flávio,
Gostaria de deixar no Fórum a minha percepção do Arcano "A Papisa": quando me deparo com este arcano me vem à mente uma ideia, uma memória de conhecimento profundo, é como se o arcano nos mostrasse que basta manternos a calma, a tranquilidade diante de determinada situação, para que possamos entrar em contato com o mais profundo do conhecimento que rege o "lado oculto" da vida. Esse arcano mostra que podemos acessar esse conhecimento sempre, porque o LIVRO DA VERDADE está aberto para conhecimento de todos. Para mim é um arcano extremamente místico e revelador da VERDADE: sem mistérios, sem palavras difíceis. A única coisa que ele pede é que tenhamos quietude no coração e na nossa alma, para que a sabedoria se manisfeste no exterior de nossas vidas.
Abçs.
Cleo.

Flavio Alberoni - 27/02/2011 02:20:56
"A única coisa que ele pede é que tenhamos quietude no coração e nossa alma". Bem dito, Cleonice.
Grato.
Alberoni

Pilar Ferreras-Fernández - 06/03/2011 10:11:53
Olá Flavio.
Na minha percepção A Papisa, a Mãe, faz parte do triângulo divino da criação. Ela é a Linha. A expansão do Ser. O aspecto feminino de Deus na eterna gestação da forma.Ela é a expresão perfeita da mulher grávida. Sentada, prescruta no horizonte o destino de sua criatura.No livro, ela assinala a pagina da criação da Vida, somente acessível pela contemplação.Fecundada pelo Mago, o Ponto, o Pai, parirá no três, o triângulo, o Espirito Santo. As Parcas, Brama, Vishnu,Shiva. Quando aparece, no meu sentir, a Papisa representa a capacidade humana de criar a propria circunstância, sempre limitada pela ação do Carma.
Um abraço.
Pilar

Flavio Alberoni - 06/03/2011 22:45:31
Cara Pilar.

No aspecto conceitual não sinto A Papisa como expressão perfeita da mulher grávida. O aspecto de fertilidade, gestação e criatividade, eu sinto mais no Arcano 3, a Imperatriz. Para mim aPpapisa representa no aspecto criativo a substância a ser fecundada, mas não o ato de fecundação em si. Gosto da expressão Prakiti, que a filosofia yogue utiliza, para simbolizar a matéria a ser fecundada por Brhama, através do Fohat.

Mas, são tantas as alusões a outras correntes!... Isso para mim tem pouca importãncia. Mais importante que tudo é o que a pessoa "sente" da energia que promana do Arcano. E, concordo muito com sua última frase. O Arcano 2 cria a própria circunstância, aliada ao Carma. E esta criação de circunstância refere-se ao estado conseguido via contemplação,que torna o terreno mais fértil à criatividade, apanágio da Imperatriz, via (no caso do Arcano 2) o seu complemento: O Mundo.

Muito grato pelo comentário

Alberoni

Cleonice - 09/03/2011 18:20:02
Alberoni, hoje me bateu uma dúvida: alguns tarólogos vêem o Arcano "A Papisa" como representante do feminino, ou seja, acreditam que o Arcano "O Mago" é a energia "Yang", e "A Papisa" como a energia "Yin". Então seria um arcano que nos transporta para essa energia feminina, delicada, sutil...
Então, partindo desse raciocínio posso inferir que hoje estamos vivendo mais a energia masculina do que a feminina? Posso inferir que "A Papisa" está "meio fora de moda" uma vez que a competitividade, o ter, o status social, o cada um por si e Deus por todos, é que prevalece em nossa sociedade como conceito de vida e sucesso?
Caramba, se for, coitada de nós que nascemos com forte influência do Arcano "A Papisa", porque a percepção de vida é muito diferente do contexto "muito Yang" que se vive hoje.
O que vc acha?
Abçs
Cleo.

Flavio Alberoni - 10/03/2011 18:23:27
Cleo.
Um comentário bem humorado como o seu merece outro recado bem humorado. Considero também o Arcano 2 - A Papisa, como um belo representante da energia feminina. Mas, daí a considerar esta energia sutil como delicada, há grande diferença. Em termos práticos as mulheres "Papisa" que conheço são bastante empreendedoras, com muita iniciativa. Conheço homens "Papisa", bem menos empreendedores. E considero o empreendedorismo algo bastante yang. O assunto é bem interessante. Oswaldo Wirth, apesar de dar ao Arcano 2 o aporte feminino, relaciona-o também na sequência yang (1, 2, 3, ... até o 11 - veja o trabalho do Constantino neste site). A Medicina Tradicional Chinesa considera os órgãos de energia Yin e eles são guardiões da essência do indivíduo. Os órgãos yang (denominados vísceras) são os que levam a energia entre os órgãos. O que coincide com o mundo altamente yang que você descreve; mundo onde o processo de comunicação atingiu pontos muito elevados.
Mas, veja, o aspecto contemplativo da Papisa, nos fornece como consequência uma percepção da dualidade em que vivemos de maneira muito profunda. Esta percepção é bem yang. Cada Arcano pode (e deve) ser encarado em seus dois aspectos. O poema do texto acima nos movimenta neste sentido.

Nem sei se respondi a questão, mas o assunto é ótimo.

Grato

Alberoni

Cleonice - 11/03/2011 19:28:26
Beleza Alberoni, entendi o que vc disse. Eu não coloquei bem as minhas palavras, mas vamos lá: concordo com vc quando diz que o arcano "A Papisa" tem as características da dualidade (Yin e Yang), porque vc conhece pessoas que são empreendedoras e outras menos, ok. Por outro lado, e vc por ser conhecedor do tarot me corrija se estiver errada, quando "olhamos" para esse arcano sentimos toda essa força empreendedora, mas numa roupagem delicada, sutil, que é a figura da mulher.... e aí é que acho que a energia Yin se expressa. Agora, continue comigo nesse raciocínio, vamos transportar esse entendimento para o contexto atual de mundo: a competitividade, a ânsia de querer sempre ter mais, o individualismo, todo esse processo que a energia Yang apresenta, nós estamos vivendo, porém, te faço uma pergunta e já respondo: quem é que a cada dia está abrindo espaço neste mundo? A mulher. Nesta roupagem delicada, sutil... com força, iniciativa, empreendedorismo.
Espero Alberoni, não estar "viajando", mas é que tenho feito uma nova análise do tarot. Contrária ao que a maioria das pessoas fazem ao analisá-lo de forma individual, para cada pessoa, estou analisando o tarot em um contexto maior, ou seja, conforme os acontecimentos que todos podem ver a partir de noticiários, jornais ou internet. É como se a cada fase da vida estivéssemos sendo influenciados pelos Arcanos do Tarot.
Bem, pode ser que eu esteja "viajando", mas confesso que tenho achado ótimo olhar as cartas com outros olhos.
Abçs
Cleo

Flávio Alberoni - 12/03/2011 09:20:31
Cleo

As palavras nos confundem, né? Mas sem elas, como seria? A sua conclusão a respeito da mulher é controversa, mas me ressoa muito bem. Não daria a este aspecto empreendedor renascido à ótica feminina ao Arcano 2, mas seguramente estamos vivendo uma época de transformações. E uma das modificações é o mundo ser visto por outra ótica que não a masculina (em termos de energia). De qualquer modo, prefiro acreditar que a visão feminina do mundo está ocupando cada vez mais o espaço que lhe cabe, e isto se reflete, entre outras coisas, no comportamento da mulher. Mas, também no renascimento do valor ao pensamento não racional e intuitivo.

Mas, gosto sobretudo na sua peculiar maneira de visualizar o tarô, partindo para uma análise em contexto maior. Acho que isso cabe muito bem. Sugiro que procure encarar cada arcano como forças e não lhe dando denominações a não ser quando tem de expressar o que sente a outras pessoas. Por exemplo, no caso do ardcano 2, procurar sentir o arcano como uma força contemplativa, que se expressa energéticamente na visão da dualidade que vivemos. Esta força contemplativa o faz embeber por um conhecimento primordial (o livro que a papisa segura em suas mãos) que reflete a sabedoria, pois o pensamento como conhecemos não tem lugar. É mais um processo intuitivo. A assunção desta força em nós, permite uma avaliação sem erro de valores circunstanciais, sejam eles individuais ou não.

Por favor Cleo, viaje mais, viaje sempre.
Abração
Alberoni

Daniel Alves da Cruz - 22/05/2011 12:40:11
Pra mim a Papisa quando sai numa tiragem, além de indicar que se mantermos a calma alcançaremos a verdade, ela indica que algo pode estar contecendo com uma mulher (consulente do sexo feminino) seria como se fosse "Essa mulher" com relação a consulente.
Ex: Papisa - 10 de copas (essa mulher está muito feliz amorosamente)

Flávio Alberoni - 07/06/2011 11:25:40
Caro Daniel

Certamente você tem razão. Mas, curiosamente, eu encontro este arcano mais em "consulentes" do sexo masculino. E as de sexo feminino, via de regra, não tem nenhuma calma. São bem nervosas e em posição de comando. Isso é bem interessante. Talvez pelo enfoque que eu procuro dar nas minhas interpretações. O taro acompanha a nossa peculiar atitude (arcano 8), nas visualizações das cartas.

Muito grato

Alberoni

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