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16 de outubro de 2019

Responsável: Constantino K. Riemma


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Rainha de Paus
ou
Carta 7 - Serpente, no baralho Petit Lenormand
Geraldo Spacassassi
 
Rainha de Paus: está relacionada, astrologicamente, ao signo de Leão e à dimensão estável, leal e vivificada do elemento Fogo. É segura de si, magnética e entusiasticamente extrovertida. Busca a auto-expressão, a alegria, a criação e a procriação; pauta sua existência por rígidos princípios éticos e morais; é talentosa e de uma força de vontade inquebrantável. É capaz de amar e ser fiel, ao mesmo tempo em que é extremamente independente a ponto de não precisar de ninguém para ampará-la. É adaptável, carinhosa, protetora e generosa com os amigos.
A Serpente, Rainha de Paus no Petit Lenormand
A Serpente (Rainha de Paus)
no baralho Petit Lenormand
Editora AGMüller, Suíça
 
Ela está sempre disposta a resolver os problemas dos outros. Indica a fidelidade, o amor, os elevados princípios éticos e morais, a confiança no próprio brilho, a lealdade, a autoridade, a dignidade, a sinceridade, o carisma, a independência, a nobreza, a alegria e o otimismo. Sexualidade passional, visando fundamentalmente a segurança.
Serpente: é uma energia negativa, feminina, que gera sentimentos de inveja, falsidade e traição. Geralmente se manifesta através de brigas, discórdias e desarmonias. É nosso lado escuro que temos que assumir e encarar, ao invés de projetá-lo nos outros. Pode também representar um aviso para olhar à nossa volta e estar atentos às pessoas falsas e traiçoeiras que procuram nos prejudicar. Esta carta é sempre um sinal de alerta.
O simbolismo que cerca a Serpente é riquíssimo e extenso, sendo encontrado nas mais diversas culturas. O Ser Humano e a Serpente são opostos, complementares e rivais. Enquanto o ser humano está situado no final de um grande esforço genético, a serpente, essa criatura fria, sem patas, pêlos ou plumas, está no início desse esforço. Há algo de serpente no ser humano e, singularmente, na parte em que seu entendimento tem o menor controle. A serpente simboliza a psique inferior: o obscuro, o incompreensível e o misterioso. É um símbolo expressivo da materialidade, da sexualidade, da agressividade e da  vida,  bem como da força da
manifestação do reino das trevas que a serpente universalmente representa. Ela chama nossa atenção para a necessidade de defendermos nosso território, nosso espaço pessoal.
Existe uma atitude comum e simplista com relação a esta carta, de atribuir a inveja às outras pessoas, ao invés de examinarmos, em primeiro lugar, se não somos nós mesmos os dominados por ela. Com essa colocação, não estou negando a existência de pessoas invejosas à nossa volta, mas acredito que antes de acusá-las devemos parar e meditar sinceramente sobre a questão. Todos nós, em maior ou menor grau, estamos sujeitos a ela: faz parte de nossa condição humana. Quando a inveja se manifesta, se tivermos clareza de mente, se a confrontarmos friamente utilizando nosso potencial criativo de forma nobre e ética, se lutarmos para conquistar aquilo que ela representa, a inveja, enfocada, manifestará seu lado benéfico, ou seja, representará um estímulo precioso, capacitando-nos a aceitar desafios e obter progresso e crescimento. Entretanto, infelizmente a inveja se manifesta, com maior freqüência, como um sentimento menor gerado pelo ciúme, complexo de inferioridade e baixa auto-estima.
A pessoa invejosa é insegura, não tem amor-próprio; perdeu os referenciais éticos e morais, sendo incapaz de reconhecer seu potencial criativo e aplicá-lo construtivamente; desperdiça seu tempo comparando e controlando a existência do outro. É muito interessante ressaltar que a inveja é recebida gratuitamente, e gerada tanto pelos nossos êxitos, bondade, beleza e riqueza quanto pelos nossos fracassos, rebeldia, feiúra e pobreza. A inveja estabelece relação com os desejos, com aquilo que você não tem e identifica que os outros possuem e, com isso, você se mede pelo outro. Para lidar eficientemente com ela, devemos saber que a inveja se processa em três etapas, como nos ensina o rabino Nilton Bonder:
1. Entramos em sintonia com ela quando percebemos que estamos sendo alvo da inveja de alguém. Se não nos ligarmos a ela, estaremos livres; se nos atarmos a ela, teremos que fazer algo, pois ela é semelhante a uma praga do campo: nasce e se expande se a terra é fértil;
2. Uma vez sintonizados, devemos conquistar a inveja, identificando-nos com ela e colocando-nos na situação do outro. Em assim fazendo, é muito provável que cheguemos também a sentir o mesmo;
3. O mais importante é atenuar a inveja, relevando-a, compreendendo-a, para que nos desliguemos dessa energia negativa.
A busca de uma proteção espiritual neste caso é uma necessidade. Devemos nos harmonizar, orar, pedir proteção e luz para todos os envolvidos, segundo nossa crença particular.
 
Outros Capítulos de O Baralho Petit Lenormand - Teoria e Prática
de Geraldo Spacassassi, que podem ser acessados no Clube do Tarô:
Carta 28 - Ás de Copas / Cavalheiro : texto completo
Carta 20 - 8 de Espadas / Jardim : texto completo
 
agosto.10
Contato com o autor:
Geraldo Spacassassi - www.spaca.com.br
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