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| "Curso completo de Tarô" de Nei Naiff |
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| Impresso pela primeira vez em 2002, o livro Curso Completo de Tarô de Nei Naiff (Claudinei dos Santos), foi preparado a partir das apostilas elaboradas ao longo de sua experiência em cursos e palestras sobre o tarô. |
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| Um dos méritos desse trabalho está na distinção que faz entre a realidade histórica do tarô e as fantasias que foram se agregando ao longo dos últimos séculos. Essa justa discriminação entre o imaginário e o real dá seriedade ao conjunto das informações que apresenta. |
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| O livro contém 25 capítulos ou "lições", incluindo a história das cartas e sua estrutura, informações simbólicas sobre cada arcano e técnicas de tiragens ou "metodologia", num total de 278 páginas na edição BestBolso e 298 páginas na edição da Nova Era. Apenas uma parte do volume é dedicado ao significado de cada carta, trazendo informações sucintas do ponto de vista geral ou da "tarologia" e da aplicação prática ou "taromancia". |
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| Para facilitar um entendimento de conjunto, o autor propõe seis sub-grupos ou "caminhos" para os arcanos maiores: Vontade, Livre-Arbítrio, Prazer, Dor, Esperança e Evolução. |
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| Com relação aos arcanos menores, considera cada naipe como um "degrau": Ter, Ser, Estar e Ficar. |
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| Entre outros recursos didáticos que Nei Naiff adota para estimulação do leitor estão as avaliações distribuídas ao longo do livro, no formato de testes de múltipla escolha. |
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| As cartas |
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| As duas publicações do livro vêm acompanhas de cartas. Veja na Galeria do Clube do Tarô algumas amostras. Na publicação pela editora Nova Era, o jogo de cartas, plastificado, vem numa caixa própria no tamanho 8,5 x 13 cm. Nas edições BestBolso as cartas tamanho 5,6 x 9cm, anexadas ao livro, dispensaram a plastificação, mas precisam ser destacadas e recortadas. Pelas seguidas reedições, o livro e as cartas constituem, no mercado editorial brasileiro, uma rara ocorrência de grande aceitação do público ligado ao tarô. |
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| Com relação aos desenhos das cartas consta na página de créditos a informação: "tarô clássico ilustrado por Thais de Linhares sob orientação de Nei Naiff". |
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| De fato, os arcanos maiores e as figuras da corte seguem o layout e a postura dos personagens do Tarô de Marselha. As alterações mais evidentes estão na relativa diminuição do volume das representações humanas em relação ao tamanho da lâmina. |
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| Num único arcano há uma variação sensível: a carta da Torre segue uma alteração que se tornou dominante, a partir do final do século 19, nos baralhos ingleses e nas recriações norte-americanas, em que os personagens não tocam o solo mas, sim, se precipitam do |
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| O Louco e a Torre por Nei Naiff e Thais Linhares |
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| alto de uma torre que desmorona. |
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| O Louco mantém a postura clássica da figura humana. Sugere apenas um detalhe que também se generalizou no último século, a partir das ilustrações da artista inglesa Pamela Smith: o andarinho não vaga em terra firme, mas está a um passo do precipício. |
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| Com relação aos arcanos menores, em particular as cartas numeradas de 2 a 10 dos quatro naipes, os arranjos dos símbolos seguem outro padrão, sem vínculos direto com os chamados tarôs clássicos. |
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| Nesta resenha fizemos apenas breves menções a um dos trabalhos de um tarólogo brasileiro bastante dedicado e empreendedor. |
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junho.10 |
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