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12 de dezembro de 2018

Responsável: Constantino K. Riemma


O Mapa Estático como Holoprograma
Mauro Franco
 
Para analisar o conceito que vou expor precisamos de duas referências: a primeira diz respeito à Holografia e, a segunda, diz respeito à Psicologia Holística.
Holografia
 
Holografia
1. Um holograma é uma imagem em três dimensões que foi captada em um filme fotográfico e que se mostra como uma imagem incoerente e sem relação alguma com o objeto fotografado (ou holografado). Esta imagem é um conjunto de ondas sem forma definida. Ao passar um raio de luz laser por este filme pode-se obter uma imagem em três dimensões do objeto real fotografado. Este conceito considera a diminuição do número de dimensões sem a perda da informação original. É possível mudar o ponto de vista sobre a imagem 3D e ver objetos ocultos o que é impossível numa fotografia normal.
2. Cortando o filme fotográfico (ou holografia) em vários pedaços tem-se a grata surpresa de verificar que cada pedaço apresenta toda a informação do objeto original holografado e não apenas uma parte dele como acontece com uma fotografia normal.
Psicologia Holística
Durante o século XX diversos psicólogos começaram a sintetizar as informações disponíveis sobre os vários ramos da ciência e criando vários conceitos novos que incluíssem as experiências que estavam sendo realizadas no campo psíquico. Seguindo e aprofundando as ideias de Jung surgiu a Psicologia Transpessoal que sai do contexto pessoal e entra no contexto coletivo. Dentro deste novo panorama a ideia de Holos e de Holografia tornou-se a chave para a compreensão da Psique humana lançando as bases da Psicologia Holística.
Dentro deste novo ramo foram criados os conceitos de Holoprograma e Holopraxis, um a parte teórica e a outra esta parte teórica em movimento, ou seja, a experiência em si, a percepção dos fenômenos.
Um Holoprograma dentro do Tarot
A partir do que foi exposto acima podemos entender como as várias formas de organizar os Arcanos Maiores e Menores conseguem todas fazerem sentido, conter e complementar as informações de diferentes maneiras.
O mesmo conjunto pode ser organizado linearmente, em dualidades, em ternários, possivelmente em quaternários e outras formas de organização. Este fenômeno se deve a característica holográfica dos arcanos, sendo cada um uma imagem microscópica do todo, além de ser parte do todo.
Podemos, agora, considerar que o conjunto do Mapa Estático é um holograma. Então, além ele conter vários pedaços (22), cada pedaço contém toda a informação do holograma completo. Isto propicia uma série de considerações e de descobertas novas.
Podemos verificar este conceito em cada um dos arcanos maiores.
O Enforcado, por exemplo, exibe seis brotos cortados em duas traves que laterais e um local em cima, na sétima posição, onde se apoia uma terceira trave a partir da qual se encontra dependurado pelo pé. Se sobrepusermos esta imagem sobre a imagem completa veremos que as duas colunas laterais (01-07 e 15-21) são as duas traves laterais e que o arcano 14 é o ponto onde se apoia o pé do Enforcado. Sua cabeça se encontraria no arcano 8 ou no arcano 9.
Mapa Estático       O Enforcado no tarô de G. O. Mebes
O Mapa Estático dos arcanos maiores e a carta 12 (O Pendurado) no tarô de G. O. Mebes
Ilustração de Yeremyan-Ayvazian
O Mundo teria os arcanos 1, 15, 7 e 21 como os quatro cantos, os quatro animais sagrados, e o andrógino se encontraria no centro, no arcano 11, trabalhando com as varinhas, arcanos 4 e 18 e caminhando usando os arcanos 1 e 15, mas centrado e equilibrado no arcano 8. Uma balança que se move ora com um prato servindo de apoio ora outro.
A Torre é o raio subindo (sabemos que o raio parte da terra) e chegando às alturas. É a casa de Deus que é destruída (nossa casa interna, onde vivemos cercados por várias camadas de defesas, véus, couraças, cascas, o que nos dá segurança, mas nos impede de viver a totalidade) dando lugar a uma Casa de Deus maior, o mundo. Então é o rompimento das barreiras laterais, o desvanecer desta estrutura que nos separa de Deus.
Assim, podemos reimaginar cada arcano dentro deste contexto demonstrado.
Nenhum destes contextos é novo. Todas estas informações formam aquilo que chamamos de Ocultismo, Misticismo e Religião. De forma nenhuma tentamos suplantar ou substituir qualquer conceito ou dogma, apenas apresentamos uma forma de visualizar toda a estrutura de forma que um Raio Divino ainda existe e vive neste mundo, como um raio laser a criar a realidade ao nosso redor. Estamos, agora, procurando unificar, sintetizar e Religar de outra forma, usando dois tipos de conhecimento, um objetivo (Objeto) e outro subjetivo (Sujeito-Ser). O Mundo ainda é vivo e complexo, totalmente interligado.  Um Ecossistema onde tudo é interdependente. As tradições das diversas raças se interconectam e se autocompletam formando um todo cujo centro é o que possuem em comum e cujas bordas são os diversos pontos de vista lançados de diferentes posições sobre o mesmo objeto observado. Aspectos ocultos em uma aparecem claramente em outra.
Isto é um quadro de magnífica beleza, pois deixa implícita uma intenção, a de que apenas unificando tudo poderemos entender o todo e então lançar um sentido sobre cada parte. Este é o novo paradigma, inverso da Análise, uma Síntese.
Contato com o autor:
Mauro Franco - maurofranco@hotmail.com
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Edição: CKR – 12/02/2014
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