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20 de janeiro de 2022

Responsável: Constantino K. Riemma


  Torre de Babel - dezembro.2021
2022: Misericórdia
Rui Sá Silva Barros
Historiador e Astrólogo
Para fechar o ano temos a última quadratura Saturno/Urano relacionada com a estranha situação da economia mundial. Por que faltam contêineres, por que o preço do petróleo sobe mesmo que reservas estejam disponíveis, e os semicondutores?  Tudo mal explicado, talvez se aclare com a quadratura. Marte fará conjunção com os cinco planetas lentos até o final de julho o que aumenta a temperatura astrológica.
O grande evento astrológico de 2022 será a conjunção de Júpiter e Netuno em Peixes em abril e rápida. Eis alguns temas esperados:
Religião A última conjunção em Peixes ocorreu em 1856 e pouco depois a Virgem se manifestou em Lourdes na França, criando outro local de intensa peregrinação. Eventos psíquicos inesperados, alto grau emocional, engano e ilusão estarão em pauta.
Gruta do Santuário de Lourdes
Gruta do santuário em Lourdes
Do site vaticanonews
Saúde Este vírus corona é bem imprevisível e ainda vai dar trabalho. Mesmo em regiões da Europa onde a vacinação passou de 2/3 da população há recaídas e preocupações como na Bélgica, Holanda e Alemanha. Uma nova variante detectada na África do Sul causou mais temor e muitos países fecharam fronteiras até a situação clarear: qual a letalidade, as vacinas disponíveis são eficazes para a nova cepa? Algo já ficou claro na pandemia: é preciso vacinar a maior parte da população mundial e estamos longe disto.
Água — Enxurradas e secas estarão nas manchetes bem como a poluição de rios e oceanos. A questão do descarte do plástico também estará em evidência, pois é um produto netuniano como todos os derivados de petróleo. Da COP 26 restou uma certeza, óleo, gás e carvão ainda serão usados por um bom tempo mesmo sabendo que isto pode acarretar desastres climáticos com mortes, desalojados e destruição de imóveis.
Pobreza — A pandemia jogou milhões de pessoas na pobreza e na fome formando um caldo de cultura para protestos desorganizados e violentos. A filantropia declina com as empresas em retração e a classe média apertada.
Estes são temas genéricos, mas é preciso também olhar onde a conjunção cai no mapa dos países.
Em berço esplêndido
No Brasil cai na casa 2, a economia total, o PIB, o uso dos recursos disponíveis. As perspectivas não são das melhores, mesmo que a inflação ceda os preços dos alimentos, combustíveis e gás se acomodarão nas alturas atuais. Não há perspectiva para abrandar o desemprego e o dólar continuará alto com os malabarismos nas contas públicas. O Auxílio Brasil é indispensável para a reeleição do atual governo. A conjunção poderia ser benéfica, mas na atual situação pode resultar num desastre.
Di Cavalcanti - Periferia Urbana
Periferia Urbana - pintura de Di Cavalcanti
Do site touchofclass
O ano será dominado pelas eleições que já estão em pleno curso, o que dá matéria para os jornalistas que se ocupam da política diariamente, mas só em maio teremos um quadro definido das candidaturas. O peso da economia será decisivo, a conjunção faz trino ao MC e está oposta ao Mercúrio Natal. Veja o mapa do Brasil). Da campanha e das eleições é possível afirmar com segurança que:
1 – Será uma campanha virulenta com acusações e agressões.
2 – A maioria do Congresso será composta pelo baixo clero que minimamente organizado pode infernizar qualquer presidente.
3 – O vencedor herdará um país em ruína com educação e saúde aos pandarecos, muitas instituições defasadas sem dinheiro e pessoal, contas públicas periclitantes e grande descontentamento popular.
Enquanto se discute a eleição, o Congresso aprova a PEC dos precatórios (um calote e uma bomba fiscal adiante), tramita uma lei de mineração devastadora, manda ao STF um jurista evangélico, ignora decisão do STF sobre as emendas do relator.
Mundo afora
EUA Um ano decisivo com o primeiro retorno de Plutão e a conjunção Júpiter/Netuno estimulando a quadratura natal Marte/Netuno: veja o mapa dos EUA. As provocações militares à China e Rússia devem ganhar intensidade e a possibilidade de uma troca de tiros cresce a cada dia. A popularidade do governo se esvai com o repique da pandemia, com a alta da inflação, a crise dos imigrantes, os saques contra lojas etc. A conjunção cai na casa 11 e haverá eleições para o Congresso.
Rússia — A conjunção cai na casa 8 e em quadratura a Marte: veja o mapa da Rússia. O país está sendo provocado a partir da Ucrânia onde os ocidentais instalam armas modernas e de longo alcance e no Mar Negro com exercícios navais da NATO. Qualquer problema em território russo será respondido imediatamente e com força total, os europeus podem se ver envolvidos e não têm nenhuma possibilidade militar.
União Europeia — A conjunção cai também na casa 8 e em trino a Plutão natal (veja o mapa da UE), uma boa oportunidade para ganhar mais autonomia. Os europeus lidam novamente com um repique da pandemia e sofrem com a inflação e combustível para o inverno. Estão espremidos entre os americanos que querem sócios para o combate e de outro lado pelos chineses (manufaturados) e russos (óleo e gás).
China — A conjunção cai na casa 2 e em trino a Vênus e ao MC em Escorpião (veja o mapa da China), uma boa oportunidade para a retomada econômica, mas Saturno fará uma oposição a Marte/Plutão em Leão na casa 7 e provocações militares não estão descartadas, especialmente em Taiwan.
Outros países também serão afetados, mas ao longo do ano iremos detalhando.
Emoções e política
Alegria, tristeza, medo e raiva são essenciais para a vida, inclusive a dos animais. Cada uma delas tem muitas gradações e há várias combinações possíveis: alegria e raiva para os sádicos, tristeza e raiva para os deprimidos, por exemplo. Políticos, burocratas e jornalistas estimulam estas emoções de uma forma especial para obter obediência, submissão e inação.
No Azul - pintua de Kandinsky
No Azul - pintura de Kandinsky
Do site magalu
O medo tem inúmeras gradações desde a leva preocupação até o pânico mais profundo. Tem a função vital de alertar sobre o perigo e evitá-lo. Muitas vezes o perigo é imaginário e o medo é disfuncional. A descoberta da variante ômicron na África do Sul gerou um pânico total com bolsas desabando e até o presidente de uma grande farmacêutica afirmando a necessidade de uma nova vacina para combater a variante, o que seria um grande negócio. E isto tudo sem sabermos nada sobre o grau de contágio e letalidade da cepa. O medo paralisa.
A tristeza nos alerta para a importância das relações duradouras e quão dolorosas podem ser as separações. Sem a tristeza nossas relações afetivas seriam transitórias e voláteis. Vai do ligeiro desânimo até a aceitação da morte como solução. A tristeza é explorada da forma mais abusiva possível especialmente nos telejornais, quando a privacidade de pessoas enlutadas é violada por um microfone e câmera. A tristeza pura é altamente paralisante.
A globalização trouxe para muitos a perda de emprego, renda, habitação, disponibilidade de educação e saúde. Tudo isto provocou raiva, ódio, indignação, amargura e ressentimento. Alguns políticos começaram a canalizar esta raiva contra o sistema político, Trump é um exemplo, prometeu restaurar empregos e felicidade e o que realizou de fato? Aumentou o orçamento militar e cortou impostos de empresas e dos ricos. A decepção dos eleitores foi enorme e o ressentimento aumentou. De quem é a culpa? Do Congresso, da legislação ou dos imigrantes, respostas tolas para que o circo continue.
A alegria vai do contentamento até a euforia, um reforço para a vontade de viver   é canalizada para o consumo e competição esportiva e logo se esgota. Como o consumo está baseado em crédito, muito rapidamente a alegria dá lugar à preocupação e a na competição esportiva muitas vezes a alegria descamba em violência contra adversários.
As emoções circulam e formam correntes, é preciso estar atento para não ser arrastado. Quem se indigna com alguma coisa deve agir, do contrário ela se torna um veneno. E para completar a engenharia social doses de cinismo são cada vez mais frequentes por parte dos dirigentes.
A pandemia gerou problemas gigantescos e, mesmo assim, podemos ver um traço de misericórdia celestial atuando: a letalidade foi bem baixa, 3% de mortes sobre contagiados. E de fato talvez seja menor, pois a quantidade de testagem foi pequena. As doações de alimentos, remédios, dinheiro e tempo para cuidados foram essenciais.  A atuação das equipes de saúde foi também uma expressão de misericórdia.
Papai Noel no trenó
Trenó - do site saúde animal.
Boas Festas e que no ano que vem possamos procurar ouro na escória e difundir misericórdia.
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Rui Sá Silva Barros é historiador, astrólogo.
Mestre em História social (USP) e autor de textos sobre simbologia
(Esoterismo, ciência e sociedade). Pesquisador em Kaballa (Tarô e Qabbalah).
Oferece consultas astrológicas com ênfase nas soluções para todos os temas.
Contatos e informações: rui.ssbarros@uol.com.br ou fone: 11 2367-9179.
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
Edição: CKR – dezembro/2021
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