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17 de fevereiro de 2019

Responsável: Constantino K. Riemma


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  Aplicações: Adriana | Emanuel | Flávia | Gian | Jaime | Luna | Maysa | Ricardo | Titi | Valquíria  
  Posturas: Benedita | Denise | Falcão | Isabel | Kimon | Mara | Rodrigo  
As espadas e os distúrbios psicossomáticos
e somatopsíquicos
  Ricardo Pereira  
É comum ouvirmos falar que grande parte das doenças é oriunda da mente humana e que a saúde está intrinsecamente ligada ao equilíbrio mental.
Em Ciência é observado o avançar das pesquisas sobre os fenômenos, a natureza e os mecanismos da mente e da cognição humanas.
O Louco no Tarot of Klimt
O Louco
Golden Tarot of Klimt
by Atanas Alexander Atanassov
 
A minuciosidade de tais atividades investigativas tem propiciado o intercâmbio entre algumas ciências, dentre elas pode-se citar a neurociência, a psicologia, a linguística, a filosofia e a inteligência artificial, formando esse conjunto de saberes a Ciência Cognitiva, a qual vem buscando congregar esforços para a compreensão da mente humana.
Nesse contexto dos estudos do cérebro e da mente pela Ciência Cognitiva, cada uma dessas ciências, de forma transdisciplinar, possui papel ou função fundamental, ou seja, grosso modo, a neurociência investiga o desenvolvimento do cérebro e as funções do sistema nervoso; a psicologia busca o aprofundamento teórico sobre a compreensão das operações mentais que é capaz de executar o sistema nervoso e também os fenômenos mentais como agentes causais do comportamento; a lingüística, busca a investigação da principal função da mente humana, ou seja, o desenvolvimento da linguagem; a filosofia dispõe, através da lógica e da epistemologia, vários fundamentos e alguns instrumentos de análise de hipóteses da Ciência Cognitiva; e a inteligência artificial proporciona os modelos de máquinas reais ou teóricas cujos enfoques são a simulação da mente humana, o seu funcionamento, com ênfase no pensamento.
Na prática a Ciência Cognitiva busca uma compreensão da mente humana e a sua relação com o cérebro. Além de lançar mão de um significativo arsenal teórico e empírico,
fundamenta-se em várias ciências da matéria para estudar os fenômenos e propor-lhes explicação e tratamento, isso no caso das doenças do cérebro e da mente.
Com o avanço da ciência médica, a idéia de que a origem das doenças era meramente físico-orgânica teve que abrir espaço para novos enfoques a partir de uma visão holística do homem, a qual considera o ser humano como um todo, ou seja, matéria, mente, emoções e alma/espírito e as suas dinâmicas inter-relações.
Uma visão cartesiana do corpo que deveria ser compreendido e conservado enquanto máquina, tornou-se um tanto descabida, fazendo, então re-emergir a idéia que os antigos filósofos gregos (Hipócrates, Platão e Aristóteles) pregavam de que o corpo e a alma/espírito eram uma unidade indivisível.
Nessa passagem da história do avanço das ciências da saúde, vê-se o emergir da medicina psicossomática, organizada há pouco mais de cinquenta anos, para basicamente investigar e tratar das relações recíprocas entre o espírito (mente) e o corpo.
Conceitualmente, destaca Eksterman (2010), "[..] a psicossomática é o estudo empírico das relações mente-corpo em Medicina, [..] que envolve a compreensão sistêmica das doenças
e das intervenções transdisciplinares da terapêutica." É muito conhecida, também, como "psicologia médica", pois na prática há a significativa intervenção de psicólogos durante a ação terapêutica.
Existe também todo um trabalho de interface, no seio das investigações da Ciência Cognitiva, entre a psicanálise e a neurociência no sentido de se entender as razões neuromentais, por exemplo, para determinados tipos de comportamentos.
O termo “psicossomática” surge das palavras gregas “psychein = sopro; alma” e “sôma = corpo”, sendo incorporado ao jargão médico ainda no século XIX, por volta do ano de 1818 pelo o médico psiquiatra J. C. Heinroth (1773-1843).
Heinroth (1818 apud BARBOZA, 2010), "[...] descreveu as relações entre as denominadas 'paixões sexuais' com os quadros de tuberculoses, epilepsia ou câncer e utilizou o termo 'psicossomática' em seus estudos, constituindo-se em referência para toda forma de pensar e compreender a unidade entre a mente e o corpo na experiência da doença". Posteriormente, ele definiu o termo “somatopsíquico” para assinalar doenças em que o fator corporal modificava o estado psíquico.
Mais adiante temos Freud (1873), em fins do século XIX, a proporcionar uma reflexão sobre a existência de uma relação
 
Oito de Espadas no Golden Klimt Tarot
Oito de Espadas
Golden Tarot of Klimt
by Atanas Alexander Atanassov
entre os fatos da vida psíquica e os da vida orgânica. Considerava, ele, essa relação um tanto misteriosa, analisando o processo de desencadeamento de sintomas físicos, tais como paralisia, cegueira, surdez etc como uma espécie de fenômeno atrelado a um "misterioso salto da mente para o corpo", fazendo, desse modo, menção aos sintomas físicos da histeria, espécie de neurose que pode desencadear manifestações de sintomas corporais, a qual era objeto de suas investigações. Embora em sua obra não haja qualquer apontamento sobre estudo referente à manifestações psicossomáticas, ou que em psicanálise não exista qualquer relação entre "psique e soma", não é incoerente inferir ou se supor que o pai da psicanálise poderia também, à época de suas pesquisas das neuroses, ter se deparado, "sem" aperceber-se, com algumas ocorrências de ordem psicossomática.
Observa-se, nesse contexto, que a psicossomática tenta compreender os impactos de diversos fatores sociais sobre os processos mentais e físicos (e vice-versa), os quais podem levar a uma pessoa à doença ou ao bem-estar, buscando tratá-las, quando doentes, de forma transdisciplinar ou por meio da interação entre várias outras ciências. Dependendo da linha ou da escola, a terapia psicossomática pode levar em consideração perfis de personalidade relacionados às afecções ou distúrbios psicossomáticos, como a Escola de Chicago, por exemplo.
Dessa forma, entende-se que as doenças psicossomáticas possuem componentes psíquicos e a manifestação de desequilíbrios orgânicos é ocasionada, no entender dos especialistas dessa área médica, por problemas emocionais. De outra forma, eles também entendem que o simples conhecimento por parte de uma pessoa de que ela é portadora de uma enfermidade orgânica grave faz com que dispositivos de defesas mentais sejam desenvolvidos, naturalmente gerando estados, por exemplo, de estresse, angústia, ansiedade, tristeza e até de depressão.
Snuff Sold
Snuff Sold
by J. Slattum (2008) in www.jslattum.com
 
Nesse contexto Doin (2008) destaca:
Hoje, é sabido que o estresse crônico, além dos bem conhecidos sofrimentos psíquicos (angústia, depressão, fadiga mental, etc), leva a alterações anatomofisiológicas do sistema nervoso central, das vísceras, do sistema imunitário, enfim, de diversos setores do corpo-mente, embora as exteriorizações possam ser mais emocionais ou mais orgânicas, conforme o caso.
Pessoas portadoras de doenças psicossomáticas, segundo Aranha (2010), comportam-se de formas bem diversas, passando por exemplo:
a) a se queixarem de desequilíbrios físicos sem nenhuma evidência orgânica constatada por exames;
b) a "simularem" algum tipo de doença a fim de conseguirem algum tipo de benefício, gratificação ou apoio;
c) a enxergarem a doença como um instrumento de autopunição ou punição do outro;
d) a supervalorizarem, a superestimarem a patologia orgânica com frequentes queixas neuróticas; e
e) a projetarem no corpo um escudo de defesa, um anteparo aos sentimentos emocionais dolorosos, ou seja, projetando no corpo as dores da alma; esse processo seria algo como a "somatização" de conteúdos afetivos.
Percebe-se, por toda essa abordagem conceitual, que há uma evidente distinção entre os elementos referentes aos fatores somático e psíquico, mas, também é observada a íntima interação que os mantém integrados, tanto de forma estrutural, quanto funcionalmente, a serviço das necessidades vitais.
O Tarô e os distúrbios psicossomáticos
No campo do Tarô, pode-se observar algumas práticas sendo desenvolvidas e teorias construídas de forma transdisciplinar, envolvendo os campos da Psicologia e alguns poucos enfoques na área de Neurociência, os quais buscam relacionar os 78 arcanos com aspectos que envolvem a dinâmica comportamental humana e os possíveis desequilíbrios orgânicos oriundos de padrões mentais humanos, assim como os diversos desafios que impedem o ser humano de evoluir, os quais são abordados em uma perspectiva de taromancia terapêutica
ou do tão destacado, hoje, na literatura tarológica, a intrigante prática do "Tarô terapêutico".
Essa combinação de Tarô e Psicologia pode ser encontrada nas obras de Arthur Rosengarten, com seu famoso livro "Tarot and Psychology: Spectrums of Possibility"; de Sallie Nichols, com o seu memorável "Jung e o Tarô: uma jornada arquetípica"; de Rose Gwain, com o seu surpreendente livro "Descobrindo o seu Eu Interior através do Tarô".
Há também o trabalho de integração do Tarô e da Psicologia efetivado nos Estados Unidos por Elinor Greenberg, cuja finalidade é a de desenvolver uma nova forma de psicoterapia focada na orientação sobre o como lidar com os desafios das mais variadas espécies experienciados pelo ser humano, os quais são causadores de estresse, baixa auto-estima, tristeza e depressão, cujas intervenções terapêuticas devam resultar em seu bem-estar e, particularmente, em seu crescimento pessoal.
É possível verificar também, nesse contexto, o empenho do doutor em "estudos interdisciplinares", o norte-americano Gerald Schueler, que sugere um trabalho aliando o Tarô com a Psicologia, Física Quântica, aspectos da Neurociência e da Teoria do Caos a fim de intervir terapeuticamente em experiências traumáticas que podem redundar em doenças neurológicas ou em desordens psíquicas.
 
Oito de Espadas
Quatro de Espadas
Rider-Waite Tarot
by Pamela Colman-Smith
Nesse âmbito, temos ainda o pertinente trabalho de Veet Pramad, autor de "Curso de Tarô e seu uso Terapêutico" e, também, a obra "O Tarô: das Correlações Arquetípicas à Função Terapêutica, de Ednamara Batista Vasconcelos e Marques, ambos enfocando a terapêutica de florais como uma alternativa à intervenção e tratamento de distúrbios psíquico-emocionais e orgânicos, cujas causas podem ser de origem inconsciente, originadas no interior do ser de cada um, as quais são denunciadas pelo simbolismo subjetivo e pelas muitas perspectivas de significação de arcanos maiores e menores, os quais penetram à psique humana, constituindo-se em um instrumento de abordagem terapêutica.
Outras tantas contribuições a essa área da taromancia terapêutica, de tarólogos, psicólogos etc, no âmbito internacional, certamente podem ser, ainda, encontradas pelos quatro cantos do planeta.
Em tarologia, área do conhecimento humano que se dedica a pesquisa e ao ensino do Tarô é possível, através da técnica de associação ou de correspondência simbólica ou de atributo,
Melancolia
Melancholy
by Virgil Elliott (1944)
 
relacionar os arcanos maiores e menores com determinados distúrbios orgânicos ou somáticos e psíquicos atribuindo-lhes, com o devido cuidado com a coerência e o bom senso, significados que podem ser utilizados no ofício taromântico-terapêutico.
Vale enfatizar, que não se trata de diagnóstico de enfermidades, pois esta prática é restrita do ponto de vista legal, em nosso ordenamento jurídico e no seio do exercício das profissões regulamentadas em nosso País, à classe médica, não cabendo, claro, ao tarólogo efetivar diagnóstico.
Em tese, trata-se de uma espécie de "rastreamento de símbolos", com o intuito de encontrar possíveis indicativos, ou não, de distúrbios físico-orgânicos e/ou psíquicos durante o processo de análise taromântica, seja ela de cunho adivinhatório ou terapêutico, com foco em questões de saúde.
Nesse processo é dever ético do tarólogo, aconselhar ao seu cliente, em caso de suspeita de enfermidade baseada na simbólica dos arcanos, na identificação da possibilidade de incidência de algum tipo de desequilíbrio
orgânico ou psíquico, que ele(a) busque a intervenção médica ou terapêutica e efetive tratamento.
O naipe de Espadas
No âmbito dos distúrbios psicossomáticos, entre os arcanos maiores e menores, o naipe de espadas do Tarô é o que significativamente apresenta específicas correlações e indicativos às específicas enfermidades nessa área.
Do ponto de vista esotérico, as espadas encontram a sua morada e força no plano da mente humana ou plano mental, correspondendo ao elemento ar, o qual se caracteriza por demonstrar uma energia yang, masculina, ativa associada, em Astrologia, aos signos de Gêmeos, Libra e Aquário.
O plano mental é o plano dos pensamentos, das idéias e da inteligência, possuindo partes concreta, racional, qualificadas pela lógica, dedução e análise, e outra sutil, caracterizada pela abstração. É a consciência do espírito. É a busca do equilíbrio. O plano mental é também a morada das ilusões, das vaidades, do orgulho, do egoísmo, da angústia, do sofrimento e da cisão.
O pensamento é uma energia que alimenta a força mental, a qual conduz a ação e a transformação, agindo continuamente sobre o meio em que o espírito ou a mente se encontram mergulhados, ou seja, no corpo físico humano.
O naipe de espadas do Tarô também atua em questões focadas no âmbito da saúde físico-mental, pois retrata e destaca a luta humana na busca de equilíbrio dos diversos setores de sua vida mundana.
Na série de espadas, por exemplo, do Tarô de Waite-Smith (1857-1942 / 1878-1951), os cenários destacados pelos arcanos menores em suas imagens simbólicas, de uma forma ampla, transmitem mensagens de conflitos, doenças, desequilíbrios, dor, lutas, rupturas e despedidas, em meio à busca incessante do ser humano pelo equilíbrio em suas relações sociais e em seus estados físico e mental, sempre com fins de autoconhecimento e de evolução nas mais diversas instâncias da vida terrena, nas quais ele é um elemento agente de sua própria história.
Dois de Espadas   Três de Espadas   Nove de Espadas   Dez de Espadas   Cavaleiro de Espadas
Dois, Três, Nove, Dez e Cavaleiro de Espadas no Tarô de Waite-Smith
Em caso de consultas ao Tarô através de uma abordagem terapêutica, voltada para análise das possíveis causas de conflitos e desequilíbrios emocionais, as quais podem resultar em doenças psicossomáticas, tem-se no naipe de espadas a possibilidade, por meio de um rastreamento simbólico, de se correlacionar os símbolos e atributos arcânicos aos possíveis indicativos de ocorrências de distúrbios mentais que impactam negativamente no corpo físico humano, ou ao contrário, aqueles desequilíbrios da mente humana a apontar possíveis disfunções físico-orgânicas resultantes de certos padrões mentais negativos.
Nesse âmbito é possível citar o exemplo do Oito de Espadas, denotando, dependendo do contexto analisado, do método de tiragem e de outros arcanos, a possível incidência de uma gastrite de cunho emocional ou uma úlcera, consequentes de algum tipo de restrição, a qual vêm causando, no cliente/consulente, estresse ou ansiedade ou preocupação com o seu futuro, desencadeando por assim dizer nos sintomas físicos relacionados a essas patologias. Como afirma Waite (2004) sobre os presságios do Oito de Espadas: "[...] as preocupações contínuas podem criar enfermidades."
Oito de Espadas
Oito de Espadas
Tarô Rider-Waite
por Pamela Smith
 
Nesse contexto, é fator crítico de sucesso para o processo de análise taromântico-terapêutica, o conhecimento prévio por parte do tarólogo:
1) de parte da contribuição teórica e prática de áreas como a ciência cognitiva, psicologia, neurociência e terapia psicossomática, dentre outras, no sentido de entender conceitos fundamentais, os quais poderão permitir uma melhor compreensão da dinâmica das enfermidades psicossomáticas, no sentido de correlacioná-las, com segurança, aos arcanos do Tarô e efetivamente orientar os seus clientes/consulentes na busca por intervenções médico-terapêuticas;
2) da história de vida do cliente/consulente ou de um terceiro (quando se busca informação sobre a saúde de uma outra pessoa), incluindo as suas realizações e de seus objetivos futuros;
3) de sua história (ou de um terceiro) enquanto paciente em tratamentos de saúde;
4) das possíveis síndromes, causas e sintomas das doenças psicossomáticas a fim de correlacioná-las, quando tecnicamente pertinente, aos arcanos do Tarô; e
5) de como estabelecer, em parceria com o cliente/consulente, uma espécie de plano de orientação e de ação terapêutico, o qual deverá motivá-lo à implementar as mudanças que ele julgue necessárias e que siga em frente na busca do objetivo de implementá-las em prol de sua saúde e bem-estar físico e mental.
Quadro de correlações do naipe de Espadas
O quadro a seguir apresenta algumas correlações do naipe de Espadas às doenças psicossomáticas e somatopsíquicas. As correlações dos arcanos maiores e dos menores dos demais naipes ao diversos distúrbios de ordem física serão matérias de próximos artigos.
Vale salientar, que esse quadro é sintético (não-completo) e sugere algumas correlações baseadas na simbólica, nos perfis de personalidade humana inerentes a cada um dos arcanos e na experiência taromântica.
As indicações estão divididas em dois blocos para cada arcano menor onde estão destacados: DP = “Distúrbios Psicossomáticos” (doenças causadas por fatores psicológicos) e DS = “Distúrbios Somatopsíquicos” (doenças em que o fator corporal ou modifica o estado psíquico ou o fator psicológico)
Rei de Espadas  
Rei de Espadas
DP: enxaqueca, avc, lombalgias, hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias, afonia, obesidade, bulimia, reumatismo, impotência, incontinência urinária distúrbios geriátricos, alcoolismo.
DS: irritabilidade, transtorno de personalidade, transtorno da ansiedade, neurose, psicose,
agressividade, crueldade, insegurança, inflexibilidade, impaciência, raiva, ira, sadismo, autodestruição.
Rainha de Espadas  
Rainha de Espadas
DP: somatização, enxaqueca, avc, lombalgias, hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias, respiração ofegante, afonia, reumatismo, cólicas pélvicas, dor durante a relação sexual, alterações menstruais, dismenorréia, esterilidade, frigidez, incontinência urinária, distúrbios geriátricos, alcoolismo.
DS: irritabilidade, transtorno de personalidade,transtorno da ansiedade, neurose, psicose, agressividade, crueldade,insegurança, inflexibilidade, impaciência, tpm, raiva, ira, criticismo, severidade, autodestruição.
Cavaleiro de Espadas  
Cavaleiro de Espadas
DP: tensões motoras (instabilidade, agitação, nervosismo, tremores etc), formigamento das mãos ou pés, respiração muito rápidos em repouso, palidez, tensão, ansiedade, estresse, epilepsia, convulsão, alcoolismo.
DS: irritabilidade, transtorno de personalidade e ansiedade, neurose, psicose, insegurança, agressividade, crueldade, inflexibilidade, impaciência, impulsividade, comportamentos frios, reações destrutivas, exaustão, raiva, ira, insensibilidade, autodestruição, negação, escapismo.
Pajem de Espadas  
Pajem de Espadas
DP: somatização, tensões motoras, retardo neurocognitivo,epilepsia, convulsão, hiperatividade mental e física, incontinência urinária, epilepsia, convulsão, esterilidade.
DS: fobias, inquietude, distúrbios comportamentais, distração, desatenção, agressividade, confusão mental, dependência, perda da força, desestímulo, insegurança, atitudes defensiva, hostilidade, baixa autoestima, medos.
Ás de Espadas  
Ás de Espadas
DP: tensões, estresse, dor na nuca, enxaqueca, anorexia nervosa, bulimia, início de problema gatro-digestivo, distúrbio intestinal ou estomacal, gastrite, úlcera, lúpus, câncer.
DS: confusão ou perturbação mental, nervosismo, alucinação, rigidez, negação, transtornos afetivos comportamentais, atitudes exageradas, emoções tempestuosas, explosividade, diminuição da libido, suicídio.
Dois de Espadas  
2 de Espadas
DP: tensões nervosas, problemas oftálmicos, cegueira, esofagite, arritmia, distúrbio urogenital, distúrbio renal, retenção urinária, desminorréia, irregularidades do ciclo menstrual, hipocondria, tensão muscular.
DS: evitação, insegurança, preocupação em excesso, sedentarismo, emoções e conflitos reprimidos, identificação com a doença do outro, conversão (achar-se sentir-se doente).
Três de Espadas  
3 de Espadas
DP: cardiopatias, doenças coronárias, distúrbios cardiovasculares, insuficiência cardíaca, anormalidades no fluxo sanguíneo, anormalidade nas válvulas do coração, sopro, dor no peito, infarto do miocárdio, dores em geral, palpitações, diabetes, dificuldades de cicatrização.
DS: depressão, transtornos afetivos, emoções tempestuosas, raiva, desânimo, sentimentos de desvalorização, baixa autoestima, revolta, frustração, apatia, desconfiança.
Quatro de Espadas  
4 de Espadas
DP: depressão, fadiga, fobia social, comportamento de evitação, claustrofobia, paralisia, anemia, apneia do sono, impotência sexual.
DS: rigidez, isolamento, afastamento, sentimentos de irrealidade e de estranheza, tristeza profunda, retraimento, desmotivação, lassidão, sonolência excessiva.
Cinco de Espadas  
5 de Espadas
DP: hipertensão, alterações da tireóide, bócio, taquicardia, cardiopatias,  palpitações, esgotamento nervoso, transtornos mentais, perturbações mentais,  síndrome do pânico, mania, hiperagitação,  disforia, estresse, distúrbios do sistema nervoso, surtos psicóticos, distúrbios hormonais, irregularidades do ciclo menstrual, dores no corpo, fraqueza muscular.
DS: alterações emocionais, desordens comportamentais, conflitos existenciais, lastimeira, escapismo, euforia extrema, agressividade, irritação, violência, mau humor, raiva, ansiedade, melancolia, pensamentos derrotistas.
Seis de Espadas  
6 de Espadas
DP: distúrbios linfáticos, problemas na circulação da linfa, problemas na circulação sanguinea, labirintite, fobias diversas, afecções cutâneas, doenças de pele.
DS: conflito mental, escapismo, afastamento, distanciamento, insegurança, dependência.
Sete de Espadas  
7 de Espadas
DP: hipertireoidismo,  confusão ou perturbação mental, déficit das reservas de energia, exaustão e esgotamento físico  e mental, , estresse, queda de defesa imunológica, atrofia do baço, problema na estrutura linfática, úlcera, alergia, lesão na pele.
DS: alteração no humor, ansiedade severa, agitação, fadiga, insônia.
Oito de Espadas  
8 de Espadas
DP: asma, tensão nervosa, frio, mãos frias e pegajosas, gastrite, má digestão, azia, úlcera, cegueira, surdez, arritmia, cefaléia, zumbido, labirintite, vertigem, doença renal, doença intestinal, paralisia
DS: nervosismo, ansiedade, fobia, síndrome do pânico, exaustão, desgosto, depressão, falta de energia, fadiga, dependência.
Nove de Espadas  
9 de Espadas
DP: depressão extrema, fadiga, paralisia, anemia, apneia do sono, impotência sexual, fobia social, claustrofobia, síndrome do pânico.
DS: afastamento, comportamento de evitação, inconformismo, medo, desespero, preocupação excessiva, insônia, melancolia, tristeza profunda, preocupação com a morte, pensamentos e idéias suicidas.
Dez de Espadas  
10 de Espadas
DP: transtorno emocional, ansiedade patológica, transtorno somatoforme ou somatização, déficit das reservas de energia, dores na nuca, na coluna, na cabeça, região cervical, lombar, problemas musculares, paralisia, impotência sexual, infertilidade.
DS: desânimo, desinteresse, apatia, fadiga fácil, tonturas, zumbidos, palpitações, falta de ar, bolo na garganta, tensão extrema.
A responsabilidade pelos diagnósticos
É importante reafirmar, que o Tarólogo jamais faz diagnóstico, pois não é médico, mas, sim, busca nos 78 arcanos do Tarô, em contextos referentes à saúde humana, indicativos de desequilíbrios mentais-orgânicos, tentando contribuir para que o seu cliente/consulente compreenda e busque expressar melhor as suas emoções no seu dia-a-dia, no sentido de fazê-lo evitar determinados distúrbios ou de buscar a sua harmonização e bem-estar por meio do tratamento médico ou terapêutico de uma doença psicossomática.
Nesse métier é dever ético e profissional do tarólogo orientá-lo, em caso positivo de indicativo de algum desequilíbrio ou patologia, na busca de solução para as suas possíveis problemáticas na medicina tradicional ou alopática e, se for o caso, sugerir que ele procure efetivar um tratamento alopático em conjunto com determinadas terapias complementares, as quais poderão minimizar alguns efeitos adversos dos medicamentos tradicionais, acelerando também o processo de retorno ao seu equilíbrio físico-mental.
 
Referências Bibliográficas
ARANHA, Maurício. Psicodinâmica do psicossomático. Rio de Janeiro: ICC - Instituto de Ciência Cognitivas, 2010. Disponível em: www.icc-br.org. Acesso em: 5 maio de 2010.
BARBOSA, George Souza. Como surgiu o conceito de psicossomática? Vox scientiae. São Paulo: ECA/USP, 2010. Disponível em: www.eca.usp.br/nucleos/njr/voxscientiae/george_souza_41.htm. Acesso em: 4 maio 2010.
EKSTERMAN, Abram. Histórico e princípios da psicossomática. Disponível em: www.medicinapsicossomatica.com.br. Acesso em: 4 maio 2010.
FREUD, Sigmund. Estudio comparativo de las paralisis motrices organicas y histericas. In: Obras completas, Madrid, Es: B. Nueva Madrid, 1973.
WAITE, Edith. O Tarô universal de Waite. São Paulo: Isis, 2004.
 
maio.10
Contato com o autor:
Ricardo Pereira: http://substractumtarot.blogspot.com
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
 
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