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24 de maio de 2019

Responsável: Constantino K. Riemma


2016: paixões sectárias no ar
Rui Sá Silva Barros
Historiador e Astrólogo
O ano será dominado pela quadratura Saturno/Netuno que já teve sua primeira formação em novembro passado. Em março ocorrerá eclipse solar total próximo a Netuno, abril marca o estacionamento e retrogradação de Marte próximo a Saturno. Em maio é a vez de Júpiter participar da dança voltando ao movimento direto em Virgem, em junho nova quadratura exata, agosto traz Marte conjunção Saturno e em setembro última quadratura enquanto Júpiter ingressa em Libra.  O significado geral e o impacto nos países foram delineados na crônica de outubro: As formas do coletivo.
Resta acrescentar que o aspecto envolve religião e ética pelos signos ativados, Sagitário e Peixes. É bom lembrar que a na última entrada de Netuno em Peixes (1848) deu-se o fim do movimento romântico e suas ilusões, grassou o mais crasso materialismo que se possa imaginar: o cérebro produz pensamento como o fígado produz a bile. Vemos novamente algo disto na COP 21 em Paris (Conferência sobre o clima), o acordo está emperrado porque não se chega a um consenso sobre o financiamento.  Podemos ver o mesmo problema na questão do Estado Islâmico.
Opressão no Estado Islâmico
Raqqa, a capital da barbárie. Do site notícias.terra.com.br
Foto em www.noticias.terra.com
Outubro e novembro marcaram uma escalada na barbárie: avião russo, atentados em Beirute, Bagdá e Paris, possivelmente o recente em São Bernardino na Califórnia. O mapa astrológico francês (veja) apresenta uma quadratura Marte (Gêmeos) e Plutão (Virgem) ativada pela entrada de Saturno em Sagitário. Há três iniciativas básicas para combater o Estado Islâmico: parar de vender armas, de comprar petróleo e bloquear o dinheiro no sistema bancário internacional. E aí começa o cinismo: os franceses venderam muitas armas para a Arábia e o Qatar que repassam parte para os combatentes sírios contra Assad, elas terminam nas mãos do Estado Islâmico. O governo turco compra o petróleo em poder dos jihadistas e o dinheiro em banco é intocável e sagrado como se sabe. Enquanto isto não for resolvido, o EI não será desmantelado e os atentados prosseguirão.  Os subúrbios das grandes cidades na Europa continuam a ser um terreno fértil para recrutar jovens jihadistas.
Este tema envolve uma amarga ironia. O Estado Islâmico é o fruto maduro da invasão americana no Iraque, mas os refugiados e atentados ocorrem na Europa, com amigos como estes não há necessidade de inimigos. Os europeus não dão um pio sobre este assunto escabroso e os norte-americanos refugam em acolher refugiados. Tudo isto põe a nu o colapso político europeu. Júpiter está em retorno no mapa da União Europeia e sofre pesada pressão por parte de Saturno/Netuno, ele rege a casa 8 do mapa (veja).
No Brasil, a crônica de outubro já apontava a intensificação da tensão com Saturno em oposição direta à conjunção Lua/Júpiter do mapa natal. O rompimento das barragens em Mariana materializou o mar de lama em que vivemos desde 2014, e a expansão dos casos de microcefalia pelo vírus Zika constitui uma metáfora sinistra da situação do país. O abraço de afogados de Dilma e Cunha terminou quando o Sol cruzou Saturno no céu e a Lua em Virgem fez quadratura a Saturno no céu e à conjunção Lua/Júpiter natal.
O governo corre para agilizar o processo de impeachment e abreviar o recesso parlamentar, a oposição quer retardar para obter mobilização popular, pois não será fácil ter maioria na Comissão de 65 deputados ou arregimentar 342 votos na Câmara dos Deputados. Até o eclipse de março o imbróglio deverá estar encerrado. Seja qual for o resultado a recessão prosseguirá e será a herança de Dilma.  A maioria dos economistas concorda que o Orçamento deve ser ajustado e a dívida pública estabilizada, depois é que são elas, os diagnósticos variam muito. Desde 1982 a economia do país patina desesperadamente e o grau de industrialização caiu como balão apagado, não vamos a lugar nenhum enquanto a questão não for abordada realisticamente, ela tem várias implicações inclusive na violência intolerável que nos assola.
Dila e Eduardo Cunha
Eduardo Cunha e Dilma
Foto em www.tribunadainternet.com.br
Estamos vivendo o auge da comédia negra: o impeachment de um governo de quadrilha será presidido por um bandoleiro-mor, cuja ficha corrida impressiona. Muitos dão de barato que Eduardo Cunha será cassado no Conselho de Ética, como estamos no Brasil e o Congresso é claramente mafioso, temos que esperar para ver. O motivo para o pedido foram as pedaladas fiscais do governo nos últimos anos e em 2015, ocorre que no mesmo dia do anúncio do início do processo, o Congresso aprovou o déficit fiscal de 120 bilhões em 2015, endossando assim as pedaladas. Elas tiveram início em 1931 quando o governo Vargas transformou o Banco do Brasil num apêndice do Tesouro Nacional, gostaram tanto da novidade que a conservaram até hoje.
A COP 21 (A 21ª Conferência do Clima) nestá em andamento e além do problema do financiamento já mencionado, há também entraves na questão da obrigatoriedade (vinculação), isto precisa ser aprovado pelos Congressos dos países, o que não é fácil. Há divergências também nos prazos para fazer revisões do tratado. Nisto tudo, há uma boa notícia: os preços dos aparelhos solares e eólicos caíram bastante o que impulsiona sua utilização, os países petrolíferos do Oriente Médio estão desolados, Rússia e Venezuela também.
A oposição venceu as eleições na Argentina, o bolivarianismo desmorona por inépcia própria. A história do populismo na América Latina é tediosa: toma-se o poder de Estado por eleição ou golpe, pratica-se uma política assistencialista de pai dos pobres e mãe dos ricos, quando a curva inverte é tarde, a despolitização foi geral e irrestrita. Quando precisam de povo nas ruas não conseguem reunir 50 mil pessoas.
Vital - nascimento de Jesus Cristo
Nascimento de Jesus
Vitral de catedral européia
O ano será duro, especialmente para quem se deixar levar por boatos e ondas emocionais de sectarismo e hostilidade. Hora de manter a calma, ouvir muito Bach e Mozart por conta da alegria serena e da perfeita arquitetura, reler os trágicos gregos e Molière, pois a arrogância, o cinismo e a tolice estão no auge. Ler o anônimo monge inglês, autor de A nuvem do não saber, e A douta ignorância de Nicolau de Cusa para compreender que o núcleo de nosso ser é atemporal e toda confusão que nos rodeia é passageira.
Boas festas, um ano de iluminações e festejos.
Rui Sá Silva Barros é historiador, astrólogo e
estudioso da Cabala: rui.ssbarros@uol.com.br
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
Edição: CKR – 10/12/2015
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