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14 de agosto de 2022

Responsável: Constantino K. Riemma


A fonte secou
Rui Sá Silva Barros
Historiador e Astrólogo
Os governos negam, mas racionamento de água e apagões estão no horizonte. Na agropecuária e indústria significam inflação nos alimentos, falências, desemprego, greves e passeatas. Nos lares tumultos, preço da água mineral nas alturas, ambulantes vendendo água colhida não se sabe onde e criminosos à vontade. Este cenário é provável? Olhando o mapa de ingresso do Sol em Áries, sim.
Ingresso do Sol em Áries - 2015
Ingresso do Sol em Áries em 2015
Calculado para Brasília, 20 de março de 2015, 9h 45min
No dia anterior ocorrerá um eclipse solar total e duas semanas depois um lunar total com o Sol próximo a Urano. Se calculado para São Paulo o Ascendente será Escorpião o que enfatiza a explosiva conjunção Marte/Urano. Os 4 planetas em Áries na casa 6 (trabalho, saúde, organização e crises) estão em trânsito na casa 2 (produção e PIB) do mapa natal do Brasil. Saturno retrógrado na casa 2 reforça o quadro de penúria e complicação, embora amenizado pelo trino que o planeta dos anéis faz aos luminares e Vênus domiciliada contribui também. A Lua (regendo o Mc, executivo) faz um trino a Júpiter no setor legislativo (casa 11) prometendo que diante da crise os poderes possam trabalhar junto. Mercúrio regendo as casas 9 e 12 e conjunto a Netuno em Peixes promete confusão nestes setores (Judiciário e ações ilegais). Além disto, Marte no céu passa por Plutão natal em fevereiro, por Saturno em abril e Lua/Júpiter em maio. Há bastante irritação no ar, também pudera, os especialistas estão alertando para estes problemas há dois anos pelo menos. Com otimismo a crise poderá alterar velhos hábitos e procedimentos: perder 30% de água no transporte por velhas tubulações, uso excessivo e descuidado em casa etc. É surpreendente ver esta estiagem num país que possui 12% do total de água doce do planeta.
Petrobrás — Os grandes atores do esquema são os partidos e as empreiteiras, mas o Judiciário optou por processar as pessoas que operaram o esquema, é o procedimento mais seguro tecnicamente, as acusações são mais sólidas no caso. Nas próximas semanas o noticiário estará ocupado com os políticos listados nas investigações. Se elas foram bem conduzidas e as evidências apresentadas coerentes, eles serão processados e incriminados, o julgamento do mensalão criou um precedente incontornável. Há algo pior: as consequências econômicas para a empresa e fornecedoras. O noticiário é reticente, de vez em quando sai uma notícia e o governo federal está atônito. O desabamento do preço das ações é o de menos, a dívida é alta, a capacidade de investir já encolheu, alguns pagamentos estão atrasados; as fornecedoras já demitiram e algumas empreiteiras têm dificuldades de levantar crédito. A nova diretoria terá um trabalho duro pela frente.  A Petrobrás foi fundada numa conjunção Saturno/Netuno, e está em apuros com a atual quadratura no céu. Este quadro agrava a precariedade econômica descrita acima, é possível uma pequena recessão em 2015 e talvez o superávit de Levy fique para o ano que vem, pois o governo deve fazer mais dívida pública para as emergências que se aproximam.
Congresso — O governo já estava sob fogo amigo desde o ano passado, com a escolha do atual ministério a coisa azedou, PT e PMDB detestaram o resultado. A eleição de Eduardo Cunha culminou o desamor e prenuncia disputas rudes, mas o mapa acima assinala um entendimento possível diante de calamidades. Agora para apaziguar as coisas, o governo precisa distribuir postos no segundo e terceiro escalões para contentar os rebelados, o que significa mais negócios à vista. A condução política da eleição foi um desastre político e seria melhor colocar no posto das Relações Institucionais algum deputado mais experiente, a presidente é uma burocrata de carreira e não muito afeita à política. Já começam a aparecer no noticiário, jornalistas anunciando um impeachment e o ilustre Ives Gandra escreveu um artigo (a peso de ouro) justificando a iniciativa juridicamente. É improvável, diante do caos instalado, trocar Dilma por Temer, tanto via Legislativo como no Judiciário, seria preciso pôr gente nas ruas, o que é difícil para a oposição. Enquanto isto os congressistas aumentam os vencimentos e trocam insultos por cargos nas mesas e comissões, como se não estivesse acontecendo nada no país. Renan e Cunha pode constar na lista a ser divulgada pela promotoria ao STF, mais lenha na fogueira por conflitos de jurisdição: quem pode julgar quem.
Em 1932 formou-se uma quadratura entre Urano (Áries) e Plutão (Câncer) que se desfez em 34, no ano seguinte o governo Vargas patrocinou uma Lei de Segurança, para combatê-la nasceu a Aliança Libertadora Nacional que ganhou as ruas e foi fechada em meses, no final do ano o PCB tentou uma quartelada. Resultado da brincadeira: milhares foram presos, centenas torturados e o estado de guerra implantado a caminho da ditadura em 37. A conjuntura é outra, mas fica o lembrete: às vezes o efeito total do trânsito aparece quando se desfaz. É uma oportunidade de ouro para acabar com algumas mazelas brasileiras.
Europa, Islã e Grécia
Urano e Plutão começam a fustigar a União que está paralisada em vários aspectos, dois deles agudos no momento: o que fazer com os 20 milhões de mulçumanos (4% da população total) e com a própria União, ir adiante na centralização ou voltar atrás para os velhos estados? As duas questões são independentes, mas a crise econômica e os atentados jihadistas conectaram-nas. Os banqueiros emprestaram dinheiro a rodo e foram à breca, socorridos pelos governos que passaram a conta para a população na forma de desemprego e cortes de salários e benefícios. Segundo muitos europeus, isto é culpa dos mulçumanos e pesquisa recente apontou que metade dos entrevistados na França, Alemanha e Inglaterra acha que o Islã é incompatível com a Europa. Neste caso é melhor repatriar os mulçumanos antes que alguém pense em solução final. Li muito a respeito e destaco dois comentários de mestres do humor involuntário: o jihadismo não tem nada a ver com o colonialismo (certamente, é uma guerra contra marcianos) e os mulçumanos deviam largar o Islã e abraçar o Iluminismo, também muito atinado, pois o fast food, a coca-cola e o mercado de derivativos fazem o auge da civilização.
Manifestação pró Charlie Hebdo
Políticos puxam passeata em Paris
Ilustração do www.middleeastnewsservice.com - 2015/01/11
Os atentados jihadistas provocam mais islamofobia, num círculo vicioso fatal. Recentemente a Frente Nacional da Le Pen ganhou a eleição num distrito francês. Crescem o nacionalismo e a xenofobia e a União dá um passo atrás. A recente eleição na Grécia também polarizou a questão com a vitória do Syriza, apresentado como de extrema esquerda. Na verdade, o partido quer continuar no Euro e na União, mas acha que a dívida é insustentável (175% do PIB) e a miséria está acachapante, no que tem razão. Os alemães batem o pé no acordo draconiano em andamento, olhando para outros países que querem renegociação também. A expulsão dos gregos causaria um belo tumulto numa hora que o BC europeu pretende despejar mais de 1 trilhão para banqueiros investirem em ações e derivativos, por que não resevar parte da benesse aos gregos? Os espanhóis estão na fila com eleições no final do ano e o Podemos crescendo.
Se os dirigentes em Bruxelas deixarem o barco correr podemos ver o euro e a União reduzidos a meia dúzia de países. Os atentados são nutridos pelas guerras contínuas no Oriente Médio e nada indica um fim neste pesadelo. Depois do atentado que vitimou os humoristas do Charlie Hebdo , houve grande comoção, os políticos fizeram juras aos mulçumanos europeus e decidiram patrulhar melhor as entradas e saídas. Enquanto isto o Estado Islâmico escala a barbárie filmando e divulgando a fogueira na jaula de um jordaniano. Os políticos ocidentais foram em massa ao funeral do rei saudita, que patrocinou uma porção de madrasas que incentivam a jihad, petróleo é mais importante que terrorismo? O mapa da União Européia (veja) mostra o Sol, Mercúrio e Saturno em Aquário; Júpiter está em oposição no céu e Marte percorreu o signo em janeiro.
De resto — A Rússia vai entrar em recessão, mas Putin acha que nãopode largar os ucranianos rebeldes na mão e a questão vai deslizando para uma guerra civil, às vezes morna, noutras quente. Os europeus decidem ampliar as sanções econômicas contra os russos, mas o Syriza é contra, pois está em pauta a construção de um gasoduto do Mar Cáspio pela Turquia até a Grécia, o que facilitaria a vida dos gregos. A Argentina fez um acordo com os chineses no ano passado que é um verdadeiro arrendamento em detrimento do Brasil, agora a crise alcançou a política com a morte do promotor que investigava o atentado terrorista contra o Centro Judaico em 1994. Bibi foi a Paris apesar de não ter sido convidado, convidou a comunidade judaica francesa (500 mil pessoas) a mudar para Israel, lugar tranquilo e seguro; foi uma desfeita terrível com as autoridades gaulesas. Se 500 mil ingressarem em Israel, os palestinos vão parar nos desertos jordanianos. A abertura nas relações diplomáticas entre EUA e Cuba parece promissora para os cubanos, agora eles precisam tomar cuidado para não cair no destino caribenho: paraísos fiscais, cassinos, turismo sexual e passagem de drogas para os EUA. Apesar de um Congresso hostil, Obama tenta deixar marcas de seu mandato e pavimentar o caminho para algum democrata nas próximas eleições.
Conferência na União Européia
Reunião em Havana entre americanos e cubanos
Ilustração do www.estadao.com.br
Nota sobre Astrologia Mundial: a qualificação do tempo
Depois de seis anos publicando as crônicas é tempo de alinhavar algumas observações. É consenso na historiografia econômica que a decolagem (take off, Rostow) da economia industrial ocorreu na década de 1780. Nela ocorreram aspectos planetários importantes: Saturno oposto a Urano em 29 de Sagitário e Gêmeos, Júpiter conjunção Saturno em 28 de Sagitário, ambos em 1782, Júpiter conjunção Plutão a 9 de Aquário em 1784, Saturno conjunção Plutão em 12 de Aquário em 86 e Júpiter conjunção Urano a 3 de Leão em 1789, o que é uma marca da Revolução política na França. Esta dança planetária não justifica a grande transformação que foi a Revolução Industrial, pois estes mesmos aspectos já tinham ocorrido milhões de vezes no passado. Esperar que da repetição do mesmo possa sair algo diferente, é uma metodologia um tiquinho lunática.
Precisamos  uma  referência de tempo maior que os 480 anos das conjunções de Netuno/Plutão. Recorrendo à precessão dos equinócios temos: o ponto vernal, que marca o início da primavera no Norte, demora 720 anos para percorrer um decanato em sentido retrógrado, 2.160 anos para percorrer um signo e 25.920 para dar a volta completa no zodíaco.  A maioria dos astrólogos védicos trabalha com o ponto vernal a 6 de Peixes atualmente. A história humana conhecida (ainda desconhecemos muita coisa) passou por 4 grandes transformações naturais:
40 mil anos: capacidade de simbolizar — Arte rupestre mais antiga encontrada na Indonésia, mas generalizada nos continentes. Símbolos e traços de marca temporal em ossos e depois estatuetas de barro, pequenas bijuterias, túmulos com utensílios; tudo isto já presente entre os caçadores e coletores. Esta data ultrapassa a presente precessão.
Arte rupestre
Pintura rupestre
Ilunstração no www.teo.teoloblog.com
10 mil anos: revolução neolítica — Agricultura e domesticação de animais, tecelagem, cestaria, olaria, metalurgia, barcos a vela, comércio de longa distância. Aparece quase simultaneamente na Mesopotâmia, Egito, Índia e China  e pouco depois no continente americano. Considerando que o ponto vernal está a 6 de Peixes, ele estava a 25 de Câncer na época.
5 mil anos: revolução urbana — texto Surge o estado, a escrita, os templos e sacerdotes, as cidades muradas, os exércitos e as guerras, as ciências, a arquitetura monumental, a legislação, a propriedade privada. Durante todo o tempo as formas de energia foram: músculos de homens e animais, fogo, água corrente e vento. O ponto vernal estava a 15 de Touro e é por esta razão que o boi foi tão representado visualmente e na mitologia da época.
230 anos atrás: revolução industrial — A população humana cresceu 7 vezes, entrou numa fase de urbanização acelerada, usou o conhecimento científico para aperfeiçoar máquinas e criou novas. O planeta está todo conectado e a produção industrial poluiu e provocou lixo difícil de descartar. A produção agropecuária também foi industrializada e é suficiente para a atual população, mas ainda existem desnutrição e fome por conta da distribuição de renda. As armas de destruição em massa nos acompanham e inquietam, os conflitos sociais e entre países ainda estão presentes. Teve início com o ponto vernal ingressando no primeiro decanato de Peixes, signo de síntese e dissolução.
Isto tudo está correto, mas não resolve nosso problema, já ocorreram muitas precessões e 26 mil anos atrás os caçadores estavam melhorando suas flechas, lanças e tintas, não é uma transformação profunda. Nosso problema é: como processos cíclicos repetidos podem gerar transformações? O termo espix'ral evolutiva é só uma imagem visual que preenche nossa ignorância sobre o mecanismo operante. O tempo não é só quantitativo, mas qualitativo, diziam as antigas cosmologias. Um eco disto pode ser encontrado nas modernas doutrinas teosóficas e antroposóficas, e completamente exposto na doutrina védica, onde eras cósmicas são regidas por diferentes Manus, conhecemos seus nomes, o que significa que cada era tem uma qualidade distinta, singular. Nada sabemos de concreto sobre isto, o material védico é extremamente simbólico. Na doutrina cabalística judaica cada 7 mil anos é regido por uma das sefirots inferiores abarcando 49 mil anos e um jubileu de mil. Uma qualidade singular é estampada num período de tempo, como na doutrina cristã: criação, queda, dilúvio, eleição do povo judaico, vinda de Jesus, apocalipse, juízo final, vida paradisíaca.
Manu
O Manu Vaivasvata
Ilustração no www.portalarcoiris.ning.com
Sobre os últimos 10 mil anos, podemos afirmar com segurança que houve uma profunda imersão no mundo sensorial que foi e é explorado detalhadamente, desenvolvimento da capacidade analítica, divisão e especialização no trabalho, criação de grupos políticos e sociais cada vez mais vastos (a União Europeia e os blocos regionais ainda em andamento). Em compensação ocorreu embotamento de capacidades psíquicas, quase ninguém entende o que é espiritual, as rivalidades cresceram bastante, muitos saberes foram perdidos etc. Como toda era, esta também terá um fim. Isto nos ajuda a entender por que duas guerras começaram com aspectos harmônicos: a primeira com trino Júpiter/Saturno e a Segunda com um trino Urano/Netuno. Os aspectos harmônicos facilitam, mas é necessário saber o que, nestes casos facilitaram a destruição.
A partir da qualificação, a precessão e os aspectos planetários sinalizam o detalhamento e o andamento dos processos em cursos. Muitas pesquisas podem ser feitas, p. ex. localizar a posição das estrelas fixas em relação a uma posição qualquer do ponto vernal. No final deste século ele estará bem próximo a grande estrela Fomalhaut, o que é bem importante. Mês que vem vamos ver o que se pode concluir da repetição de um ciclo planetário.
Curso sobre A condição pós-moderna
Em março iniciarei o curso A condição pós-moderna, uma abordagem da história contemporânea a partir do conceito pós-modernismo. Serão dez reuniões, às quintas-feiras, das 11h às 13h, a partir de 12 de março: História do termo, Economia, Política, Vida privada e relações pessoais, Arte e indústria do entretenimento, Ciências Naturais, Ciências Humanas, Da psicologia à neurociência, Religiões, Síntese e perspectivas.
Curso do Historiador Rui Sá Silva Barros
Detalhes da programação, calendário, local e opções de preços vocês podem se inteirar em www.litaprojetosculturais.com.br/cursos-palestras
Contato com o autor:
Rui Sá Silva Barros é historiador, astrólogo e
estudioso da Cabala: rui.ssbarros@uol.com.br
Outros trabalhos seus no Clube do Tarô: Autores
Edição: CKR – 6/02/2015
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