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16 de setembro de 2019

Responsável: Constantino K. Riemma


Curso de Tarô com Betoh Simonsen
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11. A Força
 
    Se refletirmos um pouco, todos os arcanos expressam algum tipo de força. O Mago expressa a força da criatividade; a Alta Sacerdotisa a força da sensibilidade e compaixão; a Imperatriz a da natureza; o Imperador a da autoridade racional; o Hierofante a espiritual e de cura; o Enamorados das decisões; o Carro a força de conquista de novos espaços; a Justiça do equilíbrio nas relações; o Eremita a da busca; a Roda da Fortuna a de completar um ciclo; do Enforcado da doação, dedicação e sacrifício; a Morte da transformação; a Temperança da harmonização; o Diabo do desejo intenso; a Torre da liberação; a Estrela da revelação e inspiração; a Lua da imaginação e de nosso arquivo emocional; o Sol de nossa auto-expressão; o Julgamento da aceleração de freqüências, o Mundo de nossa obra e o Louco de nossa entrega e total desprendimento.
    Por que, então, um arcano específico que fala da força? Simplesmente porque mostra como acessar qualquer força que se faça necessária na circunstancia considerada.
 
11. A Força
[Tarot Balbi]
      Alcançamos a Força ao conseguirmos harmonizar e integrar nossos desejos, nossas emoções e nossa mente com a energia de nossa alma.
    Uma personalidade integrada pode se abrir como uma flor de lótus à energia divina. O ego pode ser entendido como um foco aglutinador de nossas identificações que poderíamos chamar de complexo de identidade, com a função inicial de simplesmente sintonizar e ajustar o fluxo de nossas disposições internas com as condições externas, uma espécie de termostato psíquico. Evidentemente, ele ultrapassou de muito os limites da função para que foi criado, surgindo daí o sentimento de separação, pois sua função é justamente comparar tudo com tudo, perceber as diferenças (o que continua fazendo muito bem), para depois procurar equalizar (o que tem procurado fazer por diversas formas de manipulação), o que se não for feito dentro do principio do amor e do respeito à toda criação, gera desarmonia e isolamento.
    Houve uma tomada de consciência de que isto precisaria ser equilibrado e as antigas escolas e centros de formação religiosos e militares procuravam disciplinar o ego através da quebra da vontade, a qualquer custo. Não foi uma idéia muito boa. Até hoje podemos perceber estas atitudes na maneira como ainda muitos educam suas crianças, como a maior parte das pessoas domam seus cavalos (com saudável exceção das escolas de equitação modernas, onde pode se perceber que os cavalos são extremamente sensíveis e cooperam muito mais quando tratados com suavidade e equilíbrio), e nas diversas formas de manipulação através da disciplina rigorosa e culpa.
    Esta atitude é simbolizada por Hercules que matava o leão da Neméia, ou São Jorge matando o dragão da Lua. Hoje, felizmente, não mais precisamos matar o leão ou o dragão. Podemos apenas orientá-los, como a suave dama com o infinito em sua cabeça que delicadamente repousa suas mãos na boca do Leão; ou o menino que monta o dragão celeste na “Historia sem Fim”. Esta é a melhor maneira de desenvolvermos nossa criatividade e força, amadurecer nosso sentido de pessoalidade, e orientarmos nossas crianças internas e externas de uma maneira muito mais natural e saudável, sem traumas e criando condições e dando suporte para o pleno florescimento de cada ser.
    Hoje podemos perceber que a antiga maneira tornava os seres demasiadamente passivos ou perigosamente rebeldes; perdiam o brilho e se tornavam neuróticas e o aspecto natural ou selvagem era reprimido e suas manifestações satanizadas, isto é, excluídas de qualquer possibilidade de aceitação e integração.
    O mal foi projetado nas bestas, nos marginais, nos loucos, nos inimigos de diversas ordens, criando um grande desserviço à consciência de que trabalhamos em rede, e o que afeta uma parte, afeta a todas, e o que negamos em algo ou alguém, negamos também em nos mesmos e a nos mesmos. Todos e tudo são nossos outros eus, e é chegado o momento de abraçarmos qualquer realidade, e então, só então, nos movimentarmos criativamente e prazerosamente de acordo com nosso intento, que é nossa verdadeira força.
    Estamos começando a mudar. Estamos começando a nos relacionar de uma maneira mais humana com nossos animais e a entendê-los melhor; está começando a haver uma maior ênfase na criatividade, motivação e vocação; estamos revendo os conceitos de insanidade, inclusive revalorizando os estados alterados de consciência, deixando de taxar automaticamente como patológico muitas de suas manifestações, estamos começando a rever nossa relação com a Natureza. Estamos apenas no inicio de uma revolução aquariana de consciência, como já podemos percebê-la.
    Agora estamos prontos para o viver e deixar viver, trabalhar nossa auto-expressão em perfeita sinergia com nossa consciência de grupo. Astrologicamente isto tem muito a ver com o eixo Leão-Aquário.
    
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