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16 de setembro de 2019

Responsável: Constantino K. Riemma


Curso de Tarô com Betoh Simonsen
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15. O Diabo
 
    Quantos não estiveram envolvidos em situações de desejo intenso, ficando cegos para qualquer fragmento de razão? Quantas vezes não ficamos tão preocupados e ansiosos que ficávamos atormentados por imagens terríveis? Quantas vezes já sufocamos ou fomos sufocados? Quantos já sofremos pelas dores do amor? Mas, Deus e de nossos momentos de quase genialidade criativa, de nossos momentos absolutamente mágicos, dos encantos de nossos animais internos, de nossa força selvagem, de nossos maiores aventuras, de nossa total falta de limite?
    Cavalgar o dragão voador é nossa maior aventura e nosso maior risco.
 
15. O Diabo
[Tarot Balbi]
      Todos os arcanos têm uma raiz divina e o Diabo não foge à regra. Só que durante muito tempo, tempo demais, sua força foi mal usada. Quer por ter sido mal usada como poder manipulador e obsessivo, escravizando grande parte da humanidade, quer por ter sido banido e anatemizado, tornando-se muito mais perigoso. Não acensionaremos sem integrarmos nossa sombra, pois ela tem a chave de nosso poder. Podemos nos lembrar que sua face mais escura está nos olhos dos que julgam.
    Não é uma energia a ser negada, mas não devemos nos descuidar. É aconselhável lidarmos com cuidado, como de resto todas as forças verdadeiras.
    Podemos pensar que a expressão crística “vade retro, Satã”, “para trás, Satanás”, signifique de fato um decreto para que se coloque atrás dos passos crísticos e não que desapareça. É muito mais uma questão de essência e forma, centro e periferia do que de banimento.
    No mito de Prometeu, assimilado a Lúcifer, por Blavatsky, este foi acorrentado à rocha, um dos símbolos da materialidade regido por Saturno e por Satã, seu aspecto-sombra; não tanto por ter trazido o fogo dos deuses aos homens mas, antes, por ter faltado com a medida ou equilíbrio. Podemos nos lembrar que, de dia, ele tinha seu fígado comido por uma ave de rapina, mas, à noite, se curava, podendo sugerir que em dimensões superiores sua energia mantinha sua conexão divina; e em uma das vertentes do mito foi libertado por Quíron, em heróico e amoroso ato de sacrifício, quando ocupou seu lugar. Se a energia do amor ocupa nossos corações, eventualmente a energia da serpente pode ascender, depois de ter sido condenada, por tanto tempo, a se arrastar pelo chão.
    Quando aparece em uma leitura, sugere uma energia muito intensa que precisa ser cuidada e equilibrada com muita atenção para que não seja destrutiva.
    A Justiça e o Diabo nos mostram que se, de um lado precisamos de equilíbrio e harmonia para lidar com nossos fogos internos, de outro muito equilíbrio sem energia não nos leva a lugar algum. Podemos ter uma imagem de um cavalo muito fogoso que, se de um lado não podemos prender completamente as rédeas para não empinar, de outro não podemos soltar totalmente as rédeas para que não dispare, pois cairíamos de uma forma ou de outra. O cavalo irá sempre nos testar, mas quem está conduzindo quem?
    
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