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16 de setembro de 2019

Responsável: Constantino K. Riemma


Curso de Tarô com Betoh Simonsen
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12. O Enforcado
 
    Uma pessoa pendurada em uma arvore por um pé, o outro pé cruzado, em uma posição claramente não confortável, porem com uma expressão tranqüila. Uma carta de dedicação e sacrifício, e a luz em sua cabeça mostram que na maioria das vezes por altos ideais.
 
12. O Enforcado
[Tarot Balbi]
      Existe uma parábola na Bíblia que ao explicar aos discípulos a noção de próximo, teria o Mestre dado o exemplo de uma viajante à beira da estrada em dificuldades. Teriam passado diversas pessoas, de diversos níveis sociais e culturais, até alguém ter parado e prestado ajuda. Este é o próximo.
    Quando procuramos ajudar alguém, a primeira pergunta que devemos nos fazer é se esta ajuda está dentro de nossos limites, pois se não estiver a nossa cobrança poderá ser alta. Existe uma lei cósmica que o Universo nos devolve aquilo de doamos generosamente, mas isto é verdadeiro apenas sobre a energia que realmente dispomos e não sobre aquela que está comprometida de alguma forma. A segunda pergunta que podemos nos fazer é se esta ajuda será suficiente, em primeiro lugar; e em segundo, se não criará uma relação de dependência.
    Muitas vezes nos perguntamos do que adianta procurarmos ajudar os necessitados, pois não passa de uma gota d’água no oceano. Gosto de me lembrar do relato daquele senhor que, em uma praia repleta de estrelas do mar que não tinham acompanhado a maré, havia um menino que as jogava no mar. Ele comentou: “Mas são muitas! O que adianta este esforço se muitas ficarão de fora?” Ao que o menino respondeu: “Pelo menos estou fazendo minha parte.” Conta o relato que a partir daquele momento, os dois passaram a devolver as estrelas ao mar.
    Outra justificativa que freqüentemente fazemos é que está tudo tão difícil que não temos nenhuma sobra de energia para ajudar alguém. Não é verdade; sempre temos alguma sobra em algum nível. Pode ser tempo, conhecimento, atenção amorosa, cura psíquica, alimentos, dinheiro, contatos, aconselhamento, trabalho voluntário, companhia, e inúmeras outras formas. Se não conhecermos ninguém que não estiver necessitado do tipo de energia que podemos oferecer, podemos procurar neste mundo carente alguém que estará.
    Outra duvida que nos ocorre é se a pessoa estará falando a verdade ou não. Poderemos nos dar ao trabalho de investigar; se a pessoa estiver pedindo ajuda para comprar remédio, porque não ir até à farmácia e comprar? Se a pessoa estiver mentindo, simplesmente não nos acompanhará. Se for um empréstimo, que esteja dentro de nosso limite, e se ela não cumprir o prometido, simplesmente não abriremos novo crédito. O mercado financeiro nos cobra taxas extorsivas de intermediação, e será muito bom se conseguirmos em algum de nossos serviços profissionais, e não puder acompanhar nossos preços, podemos facilitar ou reduzir o pagamento para esta pessoa especifica. E como saber que esta pessoa não tem o espírito de “levar vantagem em tudo” ou está desvalorizando nosso trabalho? Podemos sentir o que faz parte da força deste arcano e mostrar nossos limites.
    Existe muito a fazer e muitas soluções a serem encontradas. Se muitos começarem a fazer o máximo dentro de suas possibilidades e meios, sem esperar pela ação dos outros, e começarem imediatamente, sem os diversos “se acontecer isto ou aquilo, então aí sim...”, será o suficiente para mudar o mundo. Devemos começar a resgatar nossa responsabilidade com o planeta e nosso próximo a partir das condições atuais e não esperar por situações ideais, que nunca chegarão se ficarmos parados.
    Quando este arcano sai em uma leitura, nos mostra uma situação de sacrifício e sempre devemos nos perguntar se queremos ou podemos entrar nessa situação. Astrologicamente falando, parece representar o eixo Virgem/Peixes. A Força ao lado do Enforcado nos mostra que podemos, sim, nos dedicar aos outros, desde que tenhamos a força suficiente para entrar e sair da situação de forma que o sacrifício não seja excessivo. Mostra também que quando estamos fortes estamos prontos para nos doar aos outros. É a idéia da proximidade.
    
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